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Todo mês de junho, mês dos namorados, você se pergunta como vai comemorar essa data? Uma boa opção é começar com um filme romântico a dois, em casa mesmo. Por isso deixo aqui a relação de 10 filmes que para mim foram especiais, neste sentido. Mas vale assistir sozinho(a) também. Sabendo que muitas listas de “melhores filmes românticos” são encontradas por aí com facilidade, busquei priorizar aqueles que considero menos conhecidos e coloquei em ordem por ano de lançamento.

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Top 10 filmes coreanos para hollywood nenhuma botar defeito
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A Coreia do Sul possui excelentes produções há um bom tempo, embora tenha chamado a atenção mundial recentemente. Muitos filmes de qualidade, principalmente nos gêneros suspense e policial. Esse é um top 10 especial para mim, já que experimentei muitos filmes coreanos por indicação de amigos mais viciados e com base em outras listas na internet.

Amor Profundo (The Deep Blue Sea)

Eu indico
The Deep Blue Sea (EUA / Inglaterra, 2011)
Na década de 1950, Hester Collyer (Rachel Weisz) é a jovem esposa de um importante juiz do Estado, Sir William Collyer (Simon Russell Beale). Hester inicia uma relação fulgurosa com um piloto aéreo (Tom Hiddleston), perturbado por suas experiências durante a guerra. Quando a relação entre os dois é descoberta, Hester decide cometer suicídio. Mas quando os planos falham, ela começa a questionar as escolhas que fez em sua vida. Dirigido por Terence Davies.
Azul e profundo mar:
Morando de aluguel num prédio antigo de uma rua de Londres, pouco depois da Segunda Guerra, Hester tenta o suicídio. Um começo de trama escuro, vazio, acompanhando por momentos que mostram a prévia da personagem agindo para atingir seu objetivo, alternado entre cada cena com o escurecer (como se tivéssemos fechando e abrindo os olhos a cada momento), com cenas acompanhadas de uma música clássica – favorecendo o estilo tragédia – e dando um certo clima de filme clássico mais antigo. A câmera vai dos escombros no final da rua, subindo até o andar onde está Hester. Antes de toda a cena, ela lê a carta que deixa para o seu amante. Os diálogos só vão começar depois de um tempo, já nas lembranças da mulher, que a acompanham durante todo o filme, na velha narrativa não linear, e vamos juntos vendo essas lembranças e tentando não julgar suas decisões.
A Londres pós guerra é comparada à situação quase trágica vivida pela personagem principal, e a certo ponto ela ouve do marido: “Isso é uma tragédia”, e responde: “Tragédia é uma palavra demasiado forte. Tristeza, talvez, mas… quase sufoca”. A cidade é mostrada de forma tão convincente que se contradiz aos poucos momentos de felicidade vividos pelos personagens, normalmente quando estão nos bares cantando e bebendo; inclusive, em uma das passagens que mostra o passado, um grupo faz uma cantoria num túnel de metrô, protegidos pela guerra que está destruindo a cidade lá em cima; a personagem tem essa lembrança em um novo momento onde está com a vida por um fio, à beira dos trilhos, mais uma tendência ao suicídio. Será que a lembrança de ter sobrevivido à guerra e da cantoria das pessoas naquele mesmo lugar a fez desistir de uma segunda tentativa? Esta seria provavelmente bem sucedida, devido à extrapolante situação (atropelamento por um metrô) em comparação à primeira (algumas aspirinas e envenenamento por gás em seu quarto). Momentos antes, em um ataque de raiva, o amante joga uma moeda nela dizendo que ela pode precisar usar para ligar o gás novamente. Os sentimentos sempre presentes neste drama, tomam proporções mais fortes, chegando à ofensa e humilhação (o marido que quase implora pelo retorno da esposa, ela que se submete ao amante descuidado, e este último com seus próprios conflitos que ela não consegue compensar).
Rachel Weisz é tão grandiosa em sua interpretação quanto o filme em si. É como se não existisse outra atriz para este papel. É tão humana, que em alguns momentos fica difícil saber o que a mesma está pensando, ou entender o motivo de suas escolhas (o que pode incomodar alguns espectadores), tornando assim os momentos mais realistas. E não ficam de fora os atores Simon Russell Beale e Tom Hiddleston, personagens tão diferentes que se entrelaçam e se complementam tão bem em suas atuações. Memoráveis as cenas de Rachel Weisz com Simon Russell Beale, carregadas com certa melancolia. Percebam a expressão facial do marido quando entra no carro e olha para a esposa, praticamente derrotado e carregado de sofrimento.
Baseado na peça de mesmo título, “The Deep Blue Sea” (título original), de Terence Rattigan, produzida em 1952, a forma como o filme acontece nos remete a comparar a profundidade azul do mar, tão belo e ao mesmo tempo tão assustador, com o sentimento do amor, além da sensação de estar submerso e flutuando no mar em perfeita relação com os momentos onde Hester parece leve, deixando o tempo passar de forma agradável enquanto lembra dos momentos com Freddie, e onde tudo se move lentamente, até o movimento no ar feito pela fumaça do cigarro.
Personagens complicados vão sendo, aos poucos, decifrados. Todos têm muito a perder e a ganhar e, entre encontros e desencontros, está o peso maior da sensação trazida com a possibilidade de frustração amorosa. Assim como no filme Amour (França, 2012), vencedor do último Oscar como filme estrangeiro, este sentimento ganha significado quando mostra o “cuidar do outro” em um curto momento no filme “Amor Profundo” onde vemos o cuidado de uma velha senhora com o seu marido, que ainda diz para a protagonista: “Escute… dizem um monte de besteiras sobre o amor. Sabe qual é o amor verdadeiro? Quando você limpa a bunda de alguém… e troca os lençóis depois de serem molhados… para que possa manter a dignidade… e poder seguir… juntos. ”.
Com um final belíssimo que inverte totalmente o início do filme, seja no movimento da câmera inverso ao do início, agora partindo da janela de Hester (que é aberta para a entrada da luz do dia e com direito a um sorriso da personagem), descendo o prédio e terminando nos mesmos escombros onde o filme começou, seja nas cores vivas da manhã e nas pessoas andando e brincando na rua. Toda a experiência passada por ela e sua decisão final de esperar o futuro para ver, retomar a sua vida, após o abandono, contradiz de forma clássica ao início trágico do filme, com uma estreita relação com uma guerra que felizmente acabou, e deixando uma pequena esperança de dias melhores.
“As vezes é difícil julgar quando se fica entre o demônio e o profundo mar azul. ”

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Fontes:
http://omelete.uol.com.br/cinema/amor-profundo-critica/

http://cinemaeargumento.wordpress.com/2013/05/14/amor-profundo/

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