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Top 10 filmes românticos
Filmes

Top 10 filmes românticos

Todo mês de junho, mês dos namorados, você se pergunta como vai comemorar essa data? Uma boa opção é começar com um filme romântico a dois, em casa mesmo. Por isso deixo aqui a relação de 10 filmes que para mim foram especiais, neste sentido. Mas vale assistir sozinho(a) também. Sabendo que muitas listas de “melhores filmes românticos” são encontradas por aí com facilidade, busquei priorizar aqueles que considero menos conhecidos e coloquei em ordem por ano de lançamento.

Filmes

Tudo o que Desejamos (França, 2011)

Eu indico Toutes nos Envies (França, 2011) Casada e mãe

As Vinhas da Ira (“The Grapes of Wrath”, EUA, 1940)

Eu indico
The Grapes of Wrath (EUA, 1940)
A história de uma família de pequenos agricultores que, expulsos de suas terras no Oklahoma durante a depressão, atravessam o país em busca de melhor sorte na Califórnia. Dirigido por John Ford.
Família Joad:
Baseado no livro de John Steinbeck, este filme foi lançado um ano depois da obra e faturou o Oscar de melhor diretor (John Ford) e melhor atriz coadjuvante (Jane Darwell). Tal como é a fala do personagem Tom Joad (Henry Fonda, indicado ao oscar por este papel) no final da história (ver no final desta postagem), é este filme, extremamente inspirador. Tom é um homem que acabou de sair da cadeia e é recebido pela sua família com a triste informação de que eles serão expulsos de sua morada. O retrato da Grande Depressão que colocou muitas famílias de agricultores nesta mesma situação, com os bancos vendendo as terras e um sistema de exploração baseado em capital intensivo, com as máquinas sob o controle de assalariados agrícolas. Logo os tratores estão passando por cima das casas, fazendo com que muitas famílias fugam em busca da própria sobrevivência, buscando o suposto paraíso, a Califórnia.
Com foco na família de Tom, vamos acompanhando uma trajetória cheia de incertezas, desventuras e, também, de transformações pessoais. É na figura do amigo da família, o ex-pastor Casey, que surge a inspiração de Tom para ir de contra as injustiças e opressões contra os pobres. Numa sociedade que explorava cada vez mais a força de trabalho, surge para alguns a consciência de classe que vai resistir a isso.

“O Casy pode ter sido pastor, mas via as coisas com clareza. Foi como uma candeia. Também me ajudou a ver as coisas. ”
(Tom Joad)
Imaginar que foi lançado no finalzinho da Grande Depressão já pode dar uma ideia de como este filme balançou a cabeça dos americanos, já que mostra como o país era visto por muita gente que sofria com este cenário. A família de Tom é simples, e vai sofrer os diabos com a mudança, junto com muitas outras que eles encontram nos acampamentos de sem-terra da Califórnia.
O super lotando carro ambulante da família causa um impacto visual e significativo. É o único meio “viável” de transporte e o único bem que eles possuem, mas parece que vai desmontar a qualquer momento, assim como a família que logo vai sofrendo as consequências de sua situação. Logo no início da jornada o bisavô de Tom já abandona os demais quando não consegue, física e psicologicamente, abandonar suas terras. A adaptação é para poucos. Já a mãe de Tom retratada todo o sentimento passado pela família, com uma interpretação sensacional da atriz Jane Darwell. O brilho nos seus olhos e sua expressão facial transmite tudo: amor pela família, alívio quando surge esperança e momentos de tranquilidade, receio e resistência nas situações difíceis. Ela é um dos grandes sustentos da família e por isso mesmo tenta sempre se manter firme. A sua postura ao defender a família, até diante do filho que retornou da prisão, é de uma verdadeira mãe.
“Eles o machucaram, filho? Eles o machucaram e o enlouqueceram?
Às vezes eles fazem coisas com você. Eles o machucam até você se tornar um homem mau. E o machucam de novo e você se torna pior ainda. Até que não é mais menino nem homem, apenas malvadeza encarnada.”
(Ma Joad)
O filme “Vinhas da Ira” começa numa encruzilhada e termina em outra, só que com esperança. Assim como a faísca de esperança da família ao encontrar um acampamento do Ministério da Agricultura, que serve de dormitório para famílias em busca de trabalho, que logo se apaga quando percebem que a opressão também chega ali. Mas o personagem Tom, em seu conflito, já que no início está buscando somente a sobrevivência da família e, depois, desperta para a missão de pensar na sociedade, desperta para além do interesse pessoal e passa a pensar no todo. Henry Fonda cumpre seu papel de bom ator no discurso final, seu olhar transmite a mensagem junto com as palavras de um homem que, no passado, havia sido preso por assassinato:

“Andarei por aí no escuro. Estarei em toda a parte. Para onde quer que olhem. Onde houver uma luta para que os famintos possam comer, estarei lá. Onde houver um polícia a espancar uma pessoa, estarei lá. Estarei nos gritos das pessoas que enlouquecem. Estarei nos risos das crianças quando têm fome e as chamam para jantar. E quando as pessoas comerem aquilo que cultivam e viverem nas casas que constroem. Também lá estarei.”
(Tom Joad)
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Fontes:
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