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Depois de um trailer empolgante, com uma trilha sonora bacana, qualquer um vai querer assistir! Mona vive nas ruas da Hungria ganhando a vida como artista e é vendida como escrava pelo próprio pai a um estranho bordel, onde as prostitutas são forçadas a agir como personagens literários. Roteiro e direção de Szabolcs Hadju.

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O ano é 2045. Em Columbus, Ohio, vive Wade Watts (Tye Sheridan), jovem que se vê preso a um mundo onde em vez de resolver os problemas, as pessoas apenas sobrevivem a eles. Morando sob o mesmo teto de sua tia Alice, constantemente vítima de seus detestáveis companheiros perdedores, o garoto encontra a fuga deste ambiente na realidade virtual do jogo OASIS. Dirigido por Steven Spielberg. Resenha SEM spoilers.

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As Vinhas da Ira (“The Grapes of Wrath”, EUA, 1940)

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The Grapes of Wrath (EUA, 1940)
A história de uma família de pequenos agricultores que, expulsos de suas terras no Oklahoma durante a depressão, atravessam o país em busca de melhor sorte na Califórnia. Dirigido por John Ford.
Família Joad:
Baseado no livro de John Steinbeck, este filme foi lançado um ano depois da obra e faturou o Oscar de melhor diretor (John Ford) e melhor atriz coadjuvante (Jane Darwell). Tal como é a fala do personagem Tom Joad (Henry Fonda, indicado ao oscar por este papel) no final da história (ver no final desta postagem), é este filme, extremamente inspirador. Tom é um homem que acabou de sair da cadeia e é recebido pela sua família com a triste informação de que eles serão expulsos de sua morada. O retrato da Grande Depressão que colocou muitas famílias de agricultores nesta mesma situação, com os bancos vendendo as terras e um sistema de exploração baseado em capital intensivo, com as máquinas sob o controle de assalariados agrícolas. Logo os tratores estão passando por cima das casas, fazendo com que muitas famílias fugam em busca da própria sobrevivência, buscando o suposto paraíso, a Califórnia.
Com foco na família de Tom, vamos acompanhando uma trajetória cheia de incertezas, desventuras e, também, de transformações pessoais. É na figura do amigo da família, o ex-pastor Casey, que surge a inspiração de Tom para ir de contra as injustiças e opressões contra os pobres. Numa sociedade que explorava cada vez mais a força de trabalho, surge para alguns a consciência de classe que vai resistir a isso.

“O Casy pode ter sido pastor, mas via as coisas com clareza. Foi como uma candeia. Também me ajudou a ver as coisas. ”
(Tom Joad)
Imaginar que foi lançado no finalzinho da Grande Depressão já pode dar uma ideia de como este filme balançou a cabeça dos americanos, já que mostra como o país era visto por muita gente que sofria com este cenário. A família de Tom é simples, e vai sofrer os diabos com a mudança, junto com muitas outras que eles encontram nos acampamentos de sem-terra da Califórnia.
O super lotando carro ambulante da família causa um impacto visual e significativo. É o único meio “viável” de transporte e o único bem que eles possuem, mas parece que vai desmontar a qualquer momento, assim como a família que logo vai sofrendo as consequências de sua situação. Logo no início da jornada o bisavô de Tom já abandona os demais quando não consegue, física e psicologicamente, abandonar suas terras. A adaptação é para poucos. Já a mãe de Tom retratada todo o sentimento passado pela família, com uma interpretação sensacional da atriz Jane Darwell. O brilho nos seus olhos e sua expressão facial transmite tudo: amor pela família, alívio quando surge esperança e momentos de tranquilidade, receio e resistência nas situações difíceis. Ela é um dos grandes sustentos da família e por isso mesmo tenta sempre se manter firme. A sua postura ao defender a família, até diante do filho que retornou da prisão, é de uma verdadeira mãe.
“Eles o machucaram, filho? Eles o machucaram e o enlouqueceram?
Às vezes eles fazem coisas com você. Eles o machucam até você se tornar um homem mau. E o machucam de novo e você se torna pior ainda. Até que não é mais menino nem homem, apenas malvadeza encarnada.”
(Ma Joad)
O filme “Vinhas da Ira” começa numa encruzilhada e termina em outra, só que com esperança. Assim como a faísca de esperança da família ao encontrar um acampamento do Ministério da Agricultura, que serve de dormitório para famílias em busca de trabalho, que logo se apaga quando percebem que a opressão também chega ali. Mas o personagem Tom, em seu conflito, já que no início está buscando somente a sobrevivência da família e, depois, desperta para a missão de pensar na sociedade, desperta para além do interesse pessoal e passa a pensar no todo. Henry Fonda cumpre seu papel de bom ator no discurso final, seu olhar transmite a mensagem junto com as palavras de um homem que, no passado, havia sido preso por assassinato:

“Andarei por aí no escuro. Estarei em toda a parte. Para onde quer que olhem. Onde houver uma luta para que os famintos possam comer, estarei lá. Onde houver um polícia a espancar uma pessoa, estarei lá. Estarei nos gritos das pessoas que enlouquecem. Estarei nos risos das crianças quando têm fome e as chamam para jantar. E quando as pessoas comerem aquilo que cultivam e viverem nas casas que constroem. Também lá estarei.”
(Tom Joad)
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Fontes:
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Não podemos negar que o diretor David F. Sandberg conseguiu manter o nível do precursor James Wan, criador de Invocação do Mal e toda essa franquia que também incluí Annabelle e os futuros filmes A Freira e Invocação do Mal 3. A conexão que este filme faz com os anteriores é bem feita, disposta no meio da trama para agradar aos fãs e, para melhorar, esse filme é infinitamente superior ao primeiro Annabelle, que não agradou. É o mesmo diretor de Quando as Luzes se Apagam, que merece ser visto também. O roteiro é do mesmo do primeiro Annabelle, Gary Daubermann. E, é claro, James Wan está na produção, cuidando de seu legado.

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