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Jasira, uma garota de 13 anos, vive com sua mãe americana e o futuro padrasto, que está encantado com a crescente maturidade da garota. Por isso, sua mãe a envia para o Texas com seu rígido pai Libanês. Este trata de educá-la nos valores tradicionais da cultura muçulmana. Entretanto, Jasira segue sem saber muito bem o que fazer com sua sexualidade quando nota como seu corpo afeta os homens que a rodeiam, em especial seu vizinho (Aaron Eckhart), um atraente e intolerante soldado da marinha. Um filme de Alan Ball.

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A jovem Jay (Maika Monroe) leva uma vida tranquila entre escola, paqueras e passeios no lago. Após uma transa, o garoto com quem passou a noite explica que ele carregava no corpo uma força maligna, transmissível às pessoas apenas pelo sexo. Enquanto vive o dilema de carregar a sina ou passá-la adiante, a jovem começa a ser perseguida por figuras estranhas que tentam matá-la e não são vistas por mais ninguém. Dirigido por David Robert Mitchell.

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Assim Caminha a Humanidade (“Giant”, 1956)

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O filme conta a história de Leslie (Elizabeth Taylor), Bick (Rock Hudson) e Jett (James Dean). Bick conheceu Leslie quando foi a casa do pai dela comprar um cavalo premiado e os dois se apaixonaram. Eles se casam e vão para o Texas – terra de Bick – e lá constroem sua família, no rancho Reata. Ali perto mora Jett, que de certa forma é inimigo de Bick. A cada dia que passa os dois continuam se odiando, ainda mais quando Jett enriquece e se torna um magnata do petróleo. O filme aborda claramente a intolerância racial e é um épico imbatível que explora o assunto e defende o fim do racismo.

Gigante:

Quando vi o cartaz para o Oscar de 2012, reconheci esse filme com a cena de James Dean sentado no carro e a mansão na paisagem de fundo. Estava na hora de assisti-lo novamente e confirmar a grandiosidade deste épico. A narrativa apresenta uma época singular da história americana, retrato de uma era de transição em que o Texas de fazendeiros criadores de gado passa a ser o Texas dos exploradores de petróleo. Aborda fortemente os problemas raciais, passa pela guerra e a mudança do poder e do dinheiro. Das dez indicações, apenas George Stevens levou o Oscar (melhor direção). De forma bem cuidadosa e plausível, vemos o amadurecimento dos 3 personagens principais, chegando a inverter papéis, tanto na questão do sucesso financeiro quanto na questão do caráter. Achei melhor separar um parágrafo para cada personagem.

Jett Rink (James Dean) – SPOILER:

Já começo com a atuação de destaque para James Dean, que interpreta Jett Rink, um trabalhador da fazenda que se torna inimigo de Bick e possui uma paixão pela sua esposa Leslie. O sentimento de inferioridade transparece no personagem até quando ele fica rico e famoso, não se livrando das marcas deixadas por sua origem social e dificuldade de subir na vida. Na primeira parte da trama é um personagem bom, simples e quase esquecido (tinha como amiga somente a irmã de Rink e Leslie, que tinha uma certa educação e cuidado com ele). Revela-se mais esperto que o esperado e aproveita uma oportunidade de negócio que vai transformá-lo em um grande petroleiro. Já no final, fica arruinado por causa de sua ganância junto com o fato de que não perdeu o sentimento de inferioridade e não se sente digno do amor da mulher por quem é apaixonado. O personagem foi inspirado na vida de Glenn McCarthy (1908 – 1988), imigrante irlândes que se tornou um dos principais petroleiros no Texas. Este foi o último filme de James Dean, por conta de um acidente fatal quando o mesmo se dirigia para uma corrida (ele nem chegou a ver o filme concluído). Recebeu uma indicação ao Oscar pela atuação, sobre a qual não há o que reclamar (o sotaque, a cara sofrida e encabulada e a transformação do personagem potencializam o filme).

Jordan Benedict (Rock Hudson) – SPOILER:

Outro indicado a melhor atuação foi Rock Hudson, que interpreta o Jordan Benedict (Bick), um rancheiro texado, dono do Rancho Reata, propriedade da família há 3 gerações, uma mansão no meio de um deserto, tendo quase meio milhão de acres. A transformação deste personagem passa pela necessidade de superar o seu próprio preconceito, já herdado pelo comportamento de sua rica família. Durante os 25 anos em que se passa o filme, ele vai sofrendo a perda do controle da propriedade para o Jett Rink, que expande a exploração de petróleo na região. Só que durante esse tempo ele constituiu uma família e foi transformado por ela, principalmente pela bondade e amor de sua esposa por desconhecidos e desprivilegiados (afinal ele investia muito na pecuária e não se importava com a situação precária dos imigrantes na região de seu rancho). Como seu único filho homem decide ser médico, Bick está para assumir a derrota de não conseguir dar continuidade ao legado da família, e é só nos minutos finais do filme que percebe onde está o verdadeiro sucesso, que é na gentileza e caráter de mudar para melhor, ver o orgulho de sua esposa e filhos por ele e ter orgulho de si mesmo por defender a dignidade de pessoas desconhecidas que sofrem injustiça.

Leslie Lynton (Elizabeth Taylor) – SPOILER:

Quando Leslie Lynton (Taylor) chega ao Texas em 1923, ela precisa se adaptar a um novo mundo, já que foi criada no conforto familiar em Maryland e agora está casada com Jordan Benedict, que junto com a irmã cuida do Rancho Reata. A irmã de Bick não gosta do comportamento de Leslie, que possui forte personalidade e não aceita muito bem as idéias do marido a respeito de como tratar as mulheres, os amigos e principalmente os empregados, quase todos mexicanos e tratados com desprezo. Indignada e sustentada pelo seu amor ao marido, Leslie aos poucos passa a tentar mudar o pensamento dele, buscando tratar os criados com delicadeza e dando-lhes o mínimo de assistência médica. Ela possui uma personalidade forte, e essa presença feminina na vida do gigante (“giant”) Jordan vai mostrá-lo que a verdadeira grandeza está na atitude e no coração.

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Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Giant
http://clenio-umfilmepordia.blogspot.com/2010/04/assim-caminha-humanidade.html

Tags Relacionadas crítica, Elizabeth Taylor, Giant, Glenn McCarthy, James Dean, Maryland, oscar, resenha, Rock Hudson
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