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Atômica (2017)
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A proposta é comum: espionagem, Guerra Fria, não confie em ninguém. Contudo, o enredo consegue ser atraente, a história se desenrola muito bem no roteiro de Kurt Johnstead e as cenas de ação são sensacionais e brutais, sendo postas no filme junto com músicas famosas dos anos 80 e 90. Afinal, o filme se passa em 1989, nessa transição entre duas décadas importantes na história. Os diálogos discutem de forma interessante a Guerra Fria e como os espiões foram importantes para evitar que essa guerra tomasse proporções catastróficas e estourasse como o efeito de uma bomba atômica. Mas bombástica no filme mesmo é a Charlize Theron, sua personagem é encaixada com facilidade nesse cenário onde a sobrevivência é constantemente ameaçada.

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Assassinato no Expresso do Oriente (2017)
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Assassinato no Expresso do Oriente (2017)

É uma adaptação bem fiel ao livro de Agatha Christie, sendo assim não chega a trazer novidades para quem leu o livro ou assistiu ao primeiro filme. Foi uma escolha de roteiro sem riscos, neste caso pode ter sido a melhor escolha. Como investigação e suspense funciona muito bem e ressalta temas bem presentes nas obras da escritora, como tradição, vingança, poder e justiça. Destaque para Kenneth Branagh que dirige o filme e interpreta o detetive Hercule Poirot.

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A Tempestade do Século (EUA / Canadá, 1999)

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Boyhood – Da Infância à Juventude (EUA, 2014)

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O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason (Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo. Dirigido por Richard Linklater.

Mason dos 6 aos 18:
A inevitável passagem do tempo… passagem esta, carregada de momentos fortes (bons ou ruins) e até alguns extraordinários, vividos por poucos. Experiências que marcam o amadurecimento, o crescimento humano. Filmado durante 12 anos (começou em 2002), este filme é um retrato dessas experiências, da infância até a juventude, focada na vida de um garoto. O diretor Richard Linklater manteve os mesmos atores durante os 12 anos de produção, cada ano reunia a todos e filmava um pouco mais.
Assim, naturalidade e uma pequena sensação de documentário marcam o filme. Mas a naturalidade não veio somente disso, os atores foram excelentes, com destaque para os conhecidos Patricia Arquette e Ethan Hawke, assim como o protagonista (ator novato) Ellar Coltrane e a sua irmã no filme, a atriz Lorelei Linklater, todos extraordinários na interpretação, parecendo mesmo uma família de verdade.
O filme abre com uma música do Coldplay (“Yellow”) e contém outras trilhas bacanas. As músicas em si ajudam o espectador a se situar no tempo – para quem está preocupado com isso – junto com muitos elementos da narrativa mencionando fatos históricos nos EUA, como a candidatura de Obama. Outros, criativamente, nos situam mais facilmente: o sucesso da série Harry Potter e qual livro está sendo adaptado para os cinemas, os diálogos entre garotos que dizem quais os 3 melhores filmes do ano (“Trovão Tropical”, “Batman” e “Segurando as Pontas”, todos de 2008), um clipe de Lady Gaga e até o advento das redes sociais. Numa conversa surge a possibilidade de um novo filme de “Guerra nas Estrelas”, o que dá mais uma pista. Para quem conseguir prestar atenção, o momento atual do filme é revelado constantemente. A trama só corre para a frente, o tempo vai passando e vamos percebendo, também, pela mudança física dos personagens, juntamente com o seu amadurecimento. O mais importante, contudo, é admirar como as mudanças na família são naturais, não assustam muito, sendo cheias de momentos simples e singelos. Acostumamos com as diferenças na relação dos garotos com o pai, regada de diversões, e com a mãe, com quem eles moram e com quem menos se divertem, já que ela é uma batalhadora na vida profissional para sustentar os filhos e recordista em relacionamentos que não dão certo.
Momentos comuns, simples, como descobertas da infância, tédio da adolescência, o primeiro amor, os conflitos em família, as mudanças de escola e até os cortes de cabelo. Diálogos inteligentes e realistas, que já é marca do diretor se lembrarmos de outros filmes dele, como Antes do Amanhecer (“Before Sunrise”, 1995), na verdade parte de uma trilogia que tem o Ethan Hawke discutindo a relação. Amigos de longa data, Richard Linklater e Ethan Hawke cresceram com pais divorciados que trabalhavam no ramo de seguros, que parece ser a carreira que o personagem de Ethan Hawke assume neste filme.
Do ponto de vista cinematográfico, é raro, mas não totalmente original, se lembrarmos do filme russo “Anna dos 6 aos 18”, um documentário de 1994, onde o diretor Nikita Mikhalkov fez uma série de perguntas a sua própria filha, de 1979, quando ela tinha seis anos, até 1991, apresentando assim um interessante panorama dos jovens que cresceram durante a derrocada da União Soviética. Por sinal, Lorelei Linklater, que interpreta Samantha, é a própria filha de Richard Linklater (e quase desistiu no meio das filmagens). Tanto ela, quanto Ellar Coltrane estão formidáveis, principalmente este último que, se não cumprisse bem seu papel, poderia levar o resultado do filme por água abaixo, já que o foco é no seu personagem.
Sem mudar o elenco, com sua fotografia e montagem impecáveis e criativo na forma de nos mostrar a passagem do tempo e transformações dos personagens, este é um forte candidato ao próximo Oscar. Sua maratona de 2 horas e 45 minutos é regada de sensações.

O tempo, as atitudes, a magia e as mudanças – SPOILER:
Em um momento, a mãe (Patricia Arquette) aconselha um imigrante que trabalha numa obra de encanamento de sua casa (porque ele se mostra inteligente, mesmo sem falar bem a língua local); futuramente, ele vira um dos gerentes de uma grande restaurante, e agradece a ela pelo conselho que o fez seguir o caminho dos estudos.
Em outra passagem, a existência de magia no mundo é questionada pelo protagonista, quando criança. O garoto, mais velho, recebe um conselho de sua professora, antes de entrar na faculdade, quando ele se mostra empolgado e aterrorizado. A professora fala: “Será bom. Loucamente bom. Gostei muito mais da faculdade do que da escola. Você encontrará sua turma na faculdade, sabia? Você ficará bem. Tem um bom coração, só precisa segui-lo. Boa sorte. Não esqueça de passar fio dental.”. Na faculdade, ele chega encontrando sua turma, fazendo amigos e conhecendo uma garota que combina com ele. Na troca de sorriso entre os dois, um momento mágico, uma perspectiva de que, de fato, tudo vai ficar bem e será loucamente bom. A magia ainda existe nos momentos simples e singelos.

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Fontes:
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-226260/curiosidades/
http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2014/10/g1-ja-viu-boyhood-segue-garoto-por-12-anos-em-filme-bonito-e-impactante.html

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Dirigido por Jake Kasdan, o filme vai na carona da empolgante música do Guns N' Roses, “Welcome to the jungle”, usada também no subtítulo do filme, somos inseridos na terra de Jumanji, com florestas densas e criaturas perigosas, além dos inimigos humanos. A diversidade ecológica se mistura à diversidade dos personagens, sendo assim o roteiro acerta um pouco em investir na questão da diversidade na medida em que junta um nerd, uma patricinha que adora exposição, um jogador de futebol popular que não estuda e uma menina estranha e tímida.

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