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Durante escavações no Monte Korvatunturi (Finlândia), um ser estranho é descoberto congelado. Os responsáveis pelo achado identificam-no como o verdadeiro Papai Noel e tentam vendê-lo. Misteriosamente as crianças da cidade começam a desaparecer, junto com fogões e aquecedores. Além disso, são encontradas dezenas de renas mortas e mutiladas. Dirigido por Jalmari Helander.

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Top 10 filmes românticos
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Top 10 filmes românticos

Todo mês de junho, mês dos namorados, você se pergunta como vai comemorar essa data? Uma boa opção é começar com um filme romântico a dois, em casa mesmo. Por isso deixo aqui a relação de 10 filmes que para mim foram especiais, neste sentido. Mas vale assistir sozinho(a) também. Sabendo que muitas listas de “melhores filmes românticos” são encontradas por aí com facilidade, busquei priorizar aqueles que considero menos conhecidos e coloquei em ordem por ano de lançamento.

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Tabu (“Towelhead”, EUA, 2007)
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Tabu (“Towelhead”, EUA, 2007)

Jasira, uma garota de 13 anos, vive com sua mãe americana e o futuro padrasto, que está encantado com a crescente maturidade da garota. Por isso, sua mãe a envia para o Texas com seu rígido pai Libanês. Este trata de educá-la nos valores tradicionais da cultura muçulmana. Entretanto, Jasira segue sem saber muito bem o que fazer com sua sexualidade quando nota como seu corpo afeta os homens que a rodeiam, em especial seu vizinho (Aaron Eckhart), um atraente e intolerante soldado da marinha. Um filme de Alan Ball.

Coraline e o Mundo Secreto (“Coraline”)

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Coraline (EUA, 2008)

O filme conta a história de Coraline Jones, uma menina que se muda com sua família para uma enorme casa. Entediada, a garota descobre uma porta secreta que dá para outra dimensão, bastante similar a sua, só que tudo aparenta ser melhor. Porém, Caroline logo descobre que há algo de errado com seus pais alternativos.
Dois mundos:
Bonecas de pano com botões costurados no lugar dos olhos, circo de camundongos, gato preto, vizinhos estranhos e portas que levam para outro mundo são algumas características dessa animação em stop-motion, dirigida por Henry Selick. No stop-motion, criam-se bonecos e coisas tangíveis que são fotografadas, de tal forma que o filme é projetado com no mínimo 24 fotogramas por segundo.
O roteiro foi baseado na obra “Coraline”, de Neil Gaiman, lançada em 2002. Este autor, também conhecido pela série Sandman, tem em boa parte de suas histórias uma influência de contos de fada, com boas doses de suspense, deixando a coisa meio arrepiante. No caso de Coraline, existe uma variação entre o mundo real e este outro que ela descobre, dando à animação uma série de simbolismos, resultando num interessante drama familiar, carregado de suspense e aventura. O universo infantil fica bem retratado com essa possibilidade de uma outra família, mostrando como muitas crianças estão insatisfeitas com a sua própria, desejando outros tipos de pais, que possam sempre adivinhar e atender às suas vontades. Desta vez a animação está bem direcionada aos adultos, principalmente pelo clima que a história tem. Os botões nos olhos de cada personagem não só trazem um simbolismo, mas também criam um clima aterrorizante.
Como característica nas obras de Neil Gaiman, há uma preocupação importante com os detalhes, como por exemplo no comportamento dos pais de Coraline: a mãe vive mal humorada, mas percebe-se que ela sustenta a casa enquanto o pai vive o sonho de realização profissional (ela usa um laptop na sala, ele um computador ultrapassado no quarto, e uma das poucas vezes que a família está junta é na hora do jantar). Com os pais sempre ocupados, a insatisfação reflete na vida da filha, que também está com saudade de seus amigos (repare no porta-retrato), e assim ela fica encantada com a boa recepção do outro lado da porta secreta, e resolve explorar este novo mundo. Outro detalhe é que a casa nova é chamada de “castelo rosa”, sendo que no outro mundo acaba se tornando uma espécie de castelo dos horrores.
Outros personagens colaboram com a trama, como o estranho Wybie, que ganha a antipatia imediata de Coraline (facilmente pensamos mal de alguém que cruza nosso caminho). Os animais são interessantes e divertidos, como o gato preto e os cachorros das duas velhinhas – que já foram atrizes, assim como os camundongos do “grande” Bobinsky, um treinador de circo falido e sonhador. A princípio, podemos ser levados a pensar que são pessoas excêntricas demais, porém com o aprofundar da trama, criamos uma simpatia para com eles, que transbordam solidão e toda uma tristeza, nos remetendo à realidade de muita gente. Ninguém escolhe os vizinhos que vai ter, porém todos podemos conviver bem, todos somos humanos, falhos, e precisamos ou um dia precisaremos de afeto e da paciência dos outros.
Neil Gaiman afirmou que sua motivação ao escrever o livro era “expressar que, certas vezes, as pessoas que nos amam podem não nos dar toda a atenção que precisamos, e certas vezes aqueles que nos dão toda a atenção necessária podem não nos amar de maneira saudável”. Coraline, após viver aquele sonho que se transforma em pesadelo, percebe que as pessoas que aparentemente não eram tão encantadoras, eram as que a estavam protegendo, e que de fato, a amavam. 

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Fontes:

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A presença de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul de Recife muda a vida dos moradores do local. Ao mesmo tempo em que alguns comemoram a tranquilidade trazida pela segurança privada, outros passam por momentos de extrema tensão. Ao mesmo tempo, casada e mãe de duas crianças, Bia (Maeve Jinkings) tenta encontrar um modo de lidar com o barulhento cachorro de seu vizinho. Roteiro e direção de Kleber Mendonça Filho.

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