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O documentário parte do filme “Coisas Eróticas”, primeiro longa-metragem de sexo explícito lançado no país, em 1982. Há pouco mais de trinta anos atrás a fita rodava nas principais salas de cinema do Brasil, causando alvoroço no público em plena ditadura militar. Recheado de curiosidades e polêmicas, o filme marcou a produção cinematográfica da época para o bem e para o mal, figurando até hoje entre as quinze maiores bilheterias nacionais de todos os tempos. Dirigido por Bruno Graziano, Denise Godinho e Hugo Moura.

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O filme mostra a história do cão de raça mista Hagen que se muda, junto com sua guardiã Lili e o pai dela. O pai recusa-se a pagar a multa do cão "híbrido", imposta pelo governo e acaba por abandonar o cão. O cachorro Hagen logo atrai um grande número de seguidores mestiços que começam uma revolta aparentemente organizada, contra os seus opressores humanos. Dirigido por Kornél Mundruczó.

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Chris (Daniel Kaluuya) é jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

Corra para assistir!

Sem dúvida a fama deste filme está boa, muitas impressões positivas foram divulgadas antes até da pré-estreia. O que podemos dizer, com o perdão da repetição, é: “corra” para ver! Podemos comparar o filme a uma mistura dos melhores episódios de Black Mirror, Westworld e Além da Imaginação, três grandes séries. Aliás, quem estrela este filme é o protagonista de um dos primeiros episódios de Black Mirror, o ator Daniel Kaluuya. Ainda assim, o filme prioriza o gênero suspense, daqueles que beiram à agonia, então fãs do gênero serão agraciados.

Carregado de mistério e suspense, merece que o espectador assista sem saber detalhes do roteiro. Então essa resenha aqui promete – e cumpre – não escrever spoiler!

Só o fato de um jovem negro ter que conhecer e passar o final de semana com a família da namorada, todos brancos, já daria uma sessão de horror. Logo vemos que a temática do racismo aparece como proposta no filme, mas o que vem depois daí vai além disso, pois se torna um interessante show de horrores, na linha do terror psicológico a medida que as coisas vão se revelando. Como se já não bastasse a condição a qual Chris (Daniel Kaluuya) é submetido, ao conhecer os pais e irmão da garota, a situação vai ficar pior do que imaginamos.

Foi escrito e dirigido por um ator de comédia, Jordan Peele, que acabou responsável por esse bom resultado, conseguindo até sair da linha óbvia que parece construir até a metade do filme. Ou seja, em alguns momentos consegue surpreender com reviravoltas positivas. E, como esperado, introduz cenas cômicas, mas não banaliza o conjunto da obra. O personagem interpretado por Lil Rel Howery, melhor amigo de Chris, está ótimo e é responsável pelas cenas mais engraçadas. Mas a atmosfera do filme é muito mais horror do que comédia.

Daniel Kaluuya ganhou destaque e cumpriu muito bem o papal principal. Ele está perfeito como o visitante na casa alheia que acaba se vendo numa situação bizarra, horrorizado com os acontecimentos. Suas reações, caras e bocas diante das descobertas são bem expressivas. Alguns personagens são sinistros, outros são de uma frieza que dá raiva. Na verdade, praticamente todos os atores mandam bem na atuação e isso reforça uma boa direção de elenco. Apresentando temas como racismo e hipnose, só que de uma forma inesperada e com cenas inteligentes, esse é um dos melhores thrillers dos últimos tempos.

Tags Relacionadas Além da Imaginação, Black Mirror, crítica, Daniel Kaluuya, daqueles que beiram à agonia, Jordan Peele, Rel Howery, resenha, terror, thriller, Westworld
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