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Dessa vez, o anti-herói vivido por Reynolds decide impedir que um misterioso soldado do futuro, Cable (Josh Brolin), mate um jovem mutante transgressor (Julian Dennison). Dirigido por David Leitch, essa sequência é um filme extremamente divertido que consegue manter o universo único do Deadpool, fora do contexto tradicional de filmes de herói, com novas piadas e, principalmente, muitos personagens que são bem aproveitados.

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O grande risco dessa continuação foi o sucesso do primeiro filme, que apresentou bem o personagem e fez algumas paródias e perturbações com outros personagens, principalmente com os X-Men. Contudo, essa sequência é um filme extremamente divertido que consegue manter o universo único do Deadpool, fora do contexto tradicional de filmes de herói, com novas piadas e, principalmente, muitos personagens que são bem aproveitados, principalmente na ação e comédia apresentadas que prevalecem sobre a tímida parte dramática da trama, focada mais no drama vivido pelos mutantes jovens.

Desde os trailers já se criou uma expectativa que este seguiria a lógica do anti-héroi, mercenário doido e desbocado. E o filme soube como começar, se desenvolver e terminar (sim, pós créditos dos melhores) nessa linha do que queremos de um filme do Deadpool interpretado pelo Ryan Reynolds. Diretor e personagem se aproveitam de cada situação para fazer referências, normalmente debochadas e despretensiosas de outros heróis, celebridades, filmes de todo o tipo e todas as épocas, músicas, animações, clássicos, enfim. E nenhum universo pode escapar da perturbação de Deadpool, seja Marvel ou DC. As músicas selecionadas para o filme são das melhores e ficam em sintonia com as cenas para nos fazer, normalmente, cair na gargalhada, mesmo com direito a George Michael e A-Ha. Aliás, a presença de All Out of Love, do Air Supply, é sempre bem vinda. Todo o tipo de clichê aqui é proposital e alvo de piadas feitas pelo Deadpool, que até um tema de abertura foi colocado.

Podemos dizer que este é um filme carregado de algo parecido com os Easter Eggs, pois são muitas referências e nem todas serão claras para a maioria dos espectadores. Os mais nerds vão aproveitar melhor, mas não há como alguém não se identificar com algo neste filme.

Ryan Reynolds, desde o primeiro, mostrou estar no papel certo. Acho que ninguém mais aceitaria um Deadpool que não fosse ele. E o mais legal é saber que ele insiste – e pode conseguir – na presença do Hugh Jackman para uma próxima sequência, até porque este é o ídolo do personagem e imaginem como ficaria um Logan novamente interpretado pelo Hugh Jackman num filme de Deadpool! Torcemos…

As sequências do longa, bem violentas e com muito humor negro, mostram um Deadpool detonando junto com outros aliados e contra novos inimigos. Temos uma sequência de perseguição na cidade que é bombástica, tendo destaque para o inimigo da vez – que é o ator-vilão da vez – Cable (Josh Brolin, muito legal no papel e que sempre será lembrado como Thanos) e a surpreendente Dominó (Zazie Beetz) mostrando um tipo de ação diferente. Todos os personagens, mesmo aqueles com pouca participação em cena, foram bem aproveitados e interpretados por ótimos atores. O diretor David Leitch carregou o filme de cenas cômicas e de ação, sempre misturadas.

Numa estrutura de vários momentos como que fossem piadas separadas mas dentro de uma sequência narrativa, quase uma desculpa para as piadas e referências, este filme funciona, sempre fora da curva por estar fora do senso tradicional. Entre a ironia e a seriedade, apesar de ter uma dramatização, a seriedade sai perdendo muito… mas Deadpool não é isso? E independente da tão exigida fidelidade à HQ, ou da inevitável comparação ao primeiro filme, este aqui é muito divertido.

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