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Em nossa última viagem, estivemos no interior de Minas Gerais, principalmente em Ouro Preto. Após conversa com guias locais e um pouco de pesquisa, felizmente descobrimos que alguns filmes foram rodados nessa região, filmes raros que mostram nossa história e cultura. Confiram!

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Viagem ao Mundo dos Sonhos (Explorers, 1985)
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Tudo com o que Ben Crandall (Ethan Hawke) sempre sonhou torna-se real quando, com a ajuda de seus amigos Wolfgang Müller (River Phoenix) e Darren Woods (Jason Presson), além da sua imaginação, ele se lança na descoberta de uma nave espacial em seu laboratório. Os três jovens garotos vêem então cada vez mais próxima a oportunidade de fazer a viagem interplanetária que sempre desejaram. Dirigido por Joe Dante.

Dredd

Eu indico
Dredd (Reino Unido / Índia / EUA , 2012)
120 anos no futuro, Joe Dredd (Urban) é o mais temido da elite de juízes nas ruas de Mega City One, onde acumula os cargos de polícia, juiz, júri e executor (quando necessário). Dredd é o mais temido pelos bandidos e mais respeitado entre os juízes, que mantêm a ordem na megalópole Mega City One.
Policial, juiz, júri e executor  – “I am the law”:
O longa-metragem, dirigido por Pete Travis, é considerado bem fiel ao gibi Juiz Dredd, criado no Reino Unido por John Wagner e Carlos Ezquerra. O personagem apareceu pela primeira vez em 1977, na revista “2000 AD”. O filme tem um clima pesado, cenários de um futurismo mais acabado, ruas não muito agradáveis e população pobre e entregue aos estragos da criminalidade e drogas. A fotografia ajuda neste sentido, deixando os cenários com cores interessantes, lembrando provavelmente os cenários da HQ. A censura de 18 anos para o filme faz jus à ultraviolência que já é uma forte característica do gibi. O personagem e seu estilo de lidar com as situações – com suas frases formadas – deixa uma forte marca e se confronta bem com as gangues de Mega City One (que nos quadrinhos espelhavam a variedade de bandos da juventude britânica nos anos 70 e 80), sem cair no erro de parecer imitação de outras obras.
O ator Karl Urban ficou muito bem no papel do juiz, mesmo considerando que nós espectadores enxergamos somente uma parte do rosto dele e nada mais (da ponta do nariz até o pescoço). Percebemos a personalidade forte do personagem, que em algumas cenas assusta por ter um autocontrole de dar inveja, quase parecendo não ser um humano. O que Dredd decide tem que ser assim e pronto, não há arrependimento, dúvida e nem erro, nem existe aflição antes de tomar uma decisão. Ele é curto e grosso, só fala o estritamente necessário para a situação e age sob seus princípios ferrenhos, embasados na rígida lei. Personagem bem interessante e que ficou bem destacado nessa adaptação. Provavelmente um filme para alegrar – e muito – os fãs. Tão bem trabalhado que, em uma das cenas onde Dredd sente dor, quase que não dá para acreditar, depois de termos nos acostumados com seu comportamento sem demonstrar reações esperadas mediante as situações. E fica evidente o empenho em manter suas atribuições perante a lei e a justiça, quando não aceita que outros juízes se vendam.
Algumas cenas de ação ficaram legais no sentido de estarmos vendo as coisas do ponto de vista dos bandidos (como na cena sob o efeito da droga Slo-Mo, central à trama do filme, que faz seus usuários enxergarem a realidade com uma fração da velocidade normal – por isso o nome “câmera lenta”). Muito interessante os diferentes tipos de arma que Dredd carrega o tempo todo, inclusive sua pistola que muda o tipo de munição (fogo, tiro silencioso, tiro perfurante…) mediante o comando de sua voz (a tecnologia do reconhecimento de voz) e a sua moto que possui uma gravação que é usada para orientar a população ao redor a fim de minimizar possíveis vítimas. Temos espaço também para personagens com poderes paranormais, tendo até uma cena de batalha mental. A maior parte da ação é fechada e praticamente em tempo real, num prédio sofisticado para batalha, que é uma espécie de favela vertical. Situação bem desvantajosa para os protagonistas, e mesmo assim Dredd mantém seu equilíbrio mental, inclusive seguindo a regra de testar a sua parceira novata; é interessante que vamos percebendo o contraste do comportamento do juiz em relação ao comportamento da novata (ela, inicialmente, hesita e fica um pouco nervosa com a situação toda, e ele se mantém controlado).
O que não dá pra negar é que Dredd, produção britânica de orçamento modesto e execução competente, foi fiel ao material original e passou a sua mensagem. No universo de Judge Dredd, a extrema violência presente na acabada cidade futurista Mega City One levou à criação dos Juízes. Num futuro caótico onde qualquer falha pode permitir que a criminalidade domine a cidade, o implacável juiz cumpre um papel fundamental, se sustentando nas suas habilidades de combate e no seu forte controle emocional.

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Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Juiz_Dredd
http://omelete.uol.com.br/comic-con/cinema/dredd-critica/

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