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E o Oscar vai para…

Acabou a 89º Academy Awards, ou seja, o Oscar 2017, que é a cerimônia de premiação mais esperada da Sétima Arte, onde a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas faz um evento de premiação anual, desde sua fundação em 11 de maio de 1927, em Los Angeles, Califórnia, em reconhecimento à excelência de profissionais da indústria cinematográfica. A Academia foi concebida por Louis B. Mayer, um dos fundadores da Metro-Goldwyn-Mayer (MGM).

Mais uma vez o Brasil ficou de fora das indicações a melhor filme em língua estrangeira, talvez por conta dos protestos que feriu a atual política e fez com que o filme Aguarius fosse literalmente barrado. Outros diretores, em protesto, retiraram seus filmes para concorrer à indicação.

Nessa postagem eu trago os primórdios do Oscar com algumas curiosidades e também mostrando a relação com os filmes brasileiros, que na verdade é muito mais do que a maioria imagina, mesmo o Brasil não tendo conquistado nenhuma premiação principal.

A primeira cerimonia do Oscar foi em 1929 e durou apenas 15 minutos. As pessoas podiam assistir ao evento por 5 dólares e os filmes indicados eram todos mudos. Como o primeiro filme falado surgiu neste mesmo ano (O Cantor de Jazz), os produtores deste receberam um premio especial, pois um filme falado não podia concorrer com um filme mudo. Abaixo resenha sobre este filme grandioso:
http://www.eueatelona.com.br/o-cantor-de-jazz-the-jazz-singer-1927/

Da mesma forma, Chaplin, pelo fato de representar um personagem de comédia, não podia concorrer com atores dramáticos. Para se redimir desta falha ou injustiça, a Academia homenageou Chaplin com um prêmio especial por sua atuação, direção, roteiro e produção do filme “O Circo”, uma das maravilhas deste cineasta, também com uma resenha aqui neste site:
http://www.eueatelona.com.br/o-circo/

A primeira atriz “queridinha” da academia foi Janet Gaynor. Ela concorreu contra ela mesma duas vezes na mesma premiação, que foi o primeiro Oscar, por suas interpretações em Seventh Heaven, Street Angel e Sunrise. Existiram mais 2 atrizes concorrendo, mas ela ganhou o prêmio. Realmente, com sua carinha de anjo, apesar dos filmes serem mudos, ela mostrava grande expressão corporal, principalmente facial, nas suas atuações. Aqui também tem um post do filme Sunrise: A Song of Two Humans, um romance muito sensível que me fez admirar mais ainda os filmes mudos:
http://www.eueatelona.com.br/aurora-sunrise-a-song-of-two-humans/

Em relação ao Brasil, no ano passado concorremos na categoria de Melhor Animação, com o maravilhoso O Menino e o Mundo. As chances foram poucas diante do grande Divertidamente. Ao longo do tempo, o Brasil teve até uma boa relação com o Oscar e com outras grandes premiações. Apesar de não existir um filme nacional vencedor de Oscar, podemos dizer que muitos chegaram perto com louvor. Vejam que interessante:

– Em 1953, O Cangaceiro, de Lima Barreto, ganha o Festival de Cannes e torna-se o primeiro filme brasileiro a ter sucesso internacional;

– Em 1959, o filme francês Orfeu Negro, de Marcel Camus, ganha a Palma de Ouro em Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro nos EUA. Este filme foi inspirado no musical Orfeu da Conceição, de Vinícius de Morais e Tom Jobim;

– Em 1962, O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, é premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes;

– Em 1989, o curta Ilha das Flores, de Jorge Furtado, vence o Festival de Berlim na categoria e é eleito pela crítica europeia um dos 100 mais importantes curtas-metragens do século XX;

– Em 1998, Central do Brasil, de Walter Salles, ganha o Festival de Berlim, e Fernanda Montenegro é indicada ao Oscar de melhor atriz;

– Em 2002, Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, participa do Festival de Cannes e é distribuído para 62 países;

– Em 2003, Carandiru, de Hector Babenco, participa do Festival de Cannes e ganha prêmio no Festival de Havana;

– Em 2008, Tropa de Elite, de José Padilha, vence o Festival de Berlim.

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Fontes:
http://www.telabr.com.br
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93scar

Tags Relacionadas brasil, curiosidades, Fernanda Montenegro, Lima Barreto, Menino e o Mundo, Orfeu Negro, oscar, oscars
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