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Não podemos negar que o diretor David F. Sandberg conseguiu manter o nível do precursor James Wan, criador de Invocação do Mal e toda essa franquia que também incluí Annabelle e os futuros filmes A Freira e Invocação do Mal 3. A conexão que este filme faz com os anteriores é bem feita, disposta no meio da trama para agradar aos fãs e, para melhorar, esse filme é infinitamente superior ao primeiro Annabelle, que não agradou. É o mesmo diretor de Quando as Luzes se Apagam, que merece ser visto também. O roteiro é do mesmo do primeiro Annabelle, Gary Daubermann. E, é claro, James Wan está na produção, cuidando de seu legado.

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Atômica (2017)
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Atômica (2017)

A proposta é comum: espionagem, Guerra Fria, não confie em ninguém. Contudo, o enredo consegue ser atraente, a história se desenrola muito bem no roteiro de Kurt Johnstead e as cenas de ação são sensacionais e brutais, sendo postas no filme junto com músicas famosas dos anos 80 e 90. Afinal, o filme se passa em 1989, nessa transição entre duas décadas importantes na história. Os diálogos discutem de forma interessante a Guerra Fria e como os espiões foram importantes para evitar que essa guerra tomasse proporções catastróficas e estourasse como o efeito de uma bomba atômica. Mas bombástica no filme mesmo é a Charlize Theron, sua personagem é encaixada com facilidade nesse cenário onde a sobrevivência é constantemente ameaçada.

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Você sabia que em São Francisco tem um restaurante italiano do Francis Ford Coppola? E que em Los Angeles existe a casa de Mcfly do filme De Volta Para o Futuro? Neste especial, percorremos parte da Califórnia e separamos várias dicas para você fazer uma viagem de cinema.

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Esperança e Glória (Reino Unido, 1987)

Hope and Glory (Reino Unido, 1987)

Se eu soubesse que Esperança e Glória, filme de drama e guerra, era tão diferente dos outros filmes ambientados na Segunda Guerra Mundial, teria visto bem antes. O diretor John Boorman fez deste uma espécie de autobiografia, já que ele nasceu e foi criado em Londres, durante a Segunda Guerra, e relatou a história de um garoto de nove anos que relembra os horrores de uma Inglaterra devastada por bombardeios durante a guerra. Apensar da tensão pelo momento, a narrativa é toda focada nas pessoas que não estão no campo de batalha, ou seja, nas famílias que foram deixadas quando os homens, jovens ou adultos, tiveram que lutar pelo seu país. Existe toda a expectativa, tristeza e tudo o mais, dessas pessoas, crianças, mulheres, enfim, que ficam aguardando o fim da guerra e retorno de seus entes queridos, mas também surgem cenas agradáveis que reduzem esse peso que é a guerra em si. Essas cenas acabam tendo tanta força quanto a própria guerra em si, deixando o filme com o seu diferencial.

Enquanto Londres está na iminência de sofrer ataques de bombardeios, Bill (Sebastian Rice-Edwards) tem que conviver com a ausência do pai que deixa a família e parte para o campo de batalha, todo empolgado com seu patriotismo. Junto com outras crianças, o garoto se diverte e entra numa gangue infantil que na verdade representa essa fuga do cenário real, uma espécie de poder que a ficção tem de minimizar a realidade. As crianças definem o filme. Elas brincam nos escombros que sobraram de um ataque ou nos restos de uma casa que foi incendiada. Boorman mostra a guerra através desses olhos infantis, através das pessoas que ficam. Nisso ele também reforça o valor da família, que resiste unida, chegando a se ajudar da melhor forma que podem. A casa dos avós do garoto no meio do lago, é linda e aconchegante o suficiente para representar essa característica, com toda a receptividade que os avós possuem com seus familiares.

Existem gestos de quebra da ficção, como quando a garota entra em trabalho de parto e, não tendo para onde ir, uma pessoa fala “Água quente. Muita água quente!”. Outra pergunta a utilidade disso e a pessoa responde: “Sei lá. Sempre dizem isso nos filmes.”. Enfim, as coisas precisam se ajustar em meio a uma situação sem recursos e o filme mostra que as pessoas conseguem se superar nessas condições. Isso é reforçado nas cenas onde ocorrem situações positivas mesmo num cenário maior turbulento (a cena da bomba no lago permitindo ao garoto conseguir vários peixes é peculiar), seja na diversão que as crianças encontram quando toca a sirene avisando um ataque aéreo (afinal, quando isso ocorre, a escola interrompe as aulas) ou de forma mais explícita quando uma bomba perdida destrói a escola e as crianças entram em ritmo de comemoração contagiante.

O assunto não perde sua seriedade, afinal o filme é um drama sobre a guerra. Com esse foco nas pessoas que ficam fora da batalha, tentando tocar suas vidas já modificadas, mas também trazendo várias situações mostrando o lado positivo das coisas, percebemos que não se vive só de esperança e de glória, se vive o momento em si da melhor forma que pudermos, e ele pode ser bom mesmo com tantas forças externas ameaçando nossas vidas.

“Nada mais na minha vida se igualou à alegria daquele momento.
Minha escola estava em ruínas.
E o rio acenava com a promessa dos dias furtados.”

Tags Relacionadas crítica, Esperança e Glória, filme de guerra, Guerra, Guerra Civil, Hope and Glory, John Boorman, resenha
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