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Apesar da nota do público no IMDb ter ficado abaixo da média (5,6), o metascore (nota dos críticos) chegou a 68, se aproximando um pouco da percepção que tivemos a respeito. É um filme de terror dos bons, beira ao sinistro e também surpreende, principalmente ao final. Apesar de uma temática já muito explorada e com diferentes resultados, este aqui conseguiu um viés diferente e isso só pode ser compreendido ao final do filme.

Apesar de confuso no início, já que foi adotada uma narrativa menos palpável, com o tempo o filme fica mais claro e as coisas vão se ajustando, após passado e presente serem alternados, mesmo numa sequência não linear. Pecou um pouco nessa montagem, já que o exagero das mudanças das cenas não é tão necessário para o resultado do todo. Mas isso pode ser deixado de lado, se nos prendermos à presença maligna que o filme aborda e nas escolhas que um personagem pode chegar a fazer, que chegam a incomodar.

E olha que interessante: foi escrito e dirigido pelo estreante Ossgood Perkins, filho do ator Anthony Perkins, eternizado por sua performance como Norman Bates no filme Psicose (1960), do mestre Alfred Hitchcock. No elenco, a Kiernan Shipka está como uma das protagonistas, e está ótima no papel, uma garota que aparentemente foi abandonada pelos pais na escola (ao menos eles não a visitam), que é uma espécie de escola e retiro de freiras, mas na verdade algo de maligno ronda o local e essa é a premissa do filme. Paralelo a essa narrativa está Joan (Emma Roberts) que está indo na direção dessa escola, não se sabe o porquê. Assim, com todo esse mistério e narrativa não trivial, esperamos que os espectadores confiram até o fim e compreendam, mesmo que não aceitem, a conclusão sinistra a qual o filme chega.

Tags Relacionadas A Bruxa, Anthony Perkins, crítica, Hitchcock, Psicose, resenha
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