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Ren McCormick é um rapaz criado na cidade grande que se muda para uma cidade pequena do interior. Disposto a organizar um baile de formatura, Ren acaba descobrindo que dançar não é permitido na cidade. Apaixonado por música, Ren decide lutar pela restauração da dança na cidade e, em meio a isso, acaba conquistando o coração de Ariel Moore. Entretanto, Ariel é a filha do conservador reverendo Shaw Moore, responsável pelo banimento da dança na cidade, em virtude da morte de seu filho. A versão original (1984) foi dirigida por Herbert Ross e a versão de 2011 por Craig Brewer.

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M. Night Shyamalan é um diretor e roteirista indiano, naturalizado estadunidense, que nem sempre agrada como cineasta. Em contrapartida, alguns de seus filmes possuem uma legião de fãs a ponto de serem quase considerados filmes cult, pelo conceito, se não fosse o fato de que eles normalmente ganham fama (o termo cult é atribuído a filmes que conquistam grupos de fãs devotos, quase um culto, mas normalmente ganham pouco reconhecimento). Ganhou visibilidade com sua obra prima O Sexto Sentido (1999) e teve outros sucessos como Corpo Fechado (2000), Sinais (2002), A Vila (2004). Por conta disso, existe toda uma expectativa com esse novo filme. O que posso dizer é: se você deixou de ser fã dele, prepare-se para voltar a ser!

Shyamalan demostra uma segurança maior na direção deste Fragmentado, a começar pela cuidadosa construção de um personagem complexo. Nada mais, nada menos, do que um protagonista que possui transtorno dissociativo de identidade; resumindo grosseiramente, ele possui várias personalidades, algumas são violentas e o filme parte da premissa de garotas que são sequestradas por ele. Daí toda a habilidade do diretor em criar cenas de suspense psicológico, a ponto de que, em parte do filme, a gente se sinta confinado junto com as vítimas. Para somar, a movimentação, posicionamento e foco da câmera tem vários momentos a favor dessa atmosfera, ponto forte pela fotografia de Mike Gioulakis, o mesmo de Corrente do Mal (It Follows, 2014).

A escolha do ator James McAvoy foi um grande acerto, ele praticamente domina a atuação de todas as personalidades que emergem do seu personagem, sendo 23 ao todo. Em cada uma delas, a forma de falar, gesticular, reagir, é distinta e nada fica forçado. A garota interpretada por Anya Taylor-Joy é mesma atriz do filme A Bruxa (só que aqui ela não está loira), filme canadense de 2015, muito bom e que assustou muita gente.

O roteiro – do próprio Shyamalan – tem um bom conteúdo, discutindo essa questão do distúrbio, o tratamento que é dado e até os preconceitos contra essas pessoas que, para muitos, são quase aberrações, para outros, são seres especiais. O olhar de uma terapeuta no filme e as discussões que são apresentadas dá uma boa aula didática sobre o assunto e as teorias modernas a respeito. Também discute a questão de que a força do pensamento tem um poder além do que imaginamos, a ponto de influir diretamente no corpo físico.

“Olhamos para aqueles diferentes e destruídos como sendo inferiores.
E se eles forem melhores do que nós?”

Para aqueles que esperam a marca do diretor em ter mais de uma possibilidade de desfecho e só revelar a escolha lá pelo final do filme, isso também está presente. Na verdade temos mais do que isso e só posso deixar aqui a curiosidade dominar vocês. Particularmente, fiquei super empolgado com o desfecho. Na proposta já conhecida de ter uma continuidade, se o diretor continuar acertando, teremos uma franquia bem legal pela frente. Neste sentido, a sensação que tive quando terminou o filme foi a mesma quando termina a temporada daquela série que você curte, de uma forma que você fica contando os dias para iniciar a próxima.

Tags Relacionadas Corpo Fechado, Corrente do Mal, crítica, estreia, Fragmentado, It Follows, James McAvoy, Mike Gioulakis, night Shyamalan, pré estreia, resenha, Sexto Sentido, Shyamalan, Sinais, split, Vila
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