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Sonhadores (“The Dreamers”, 2003)
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Sonhadores (“The Dreamers”, 2003)

Matthew (Michael Pitt) é um jovem que, em 1968, vai estudar em Paris. Lá ele conhece os irmãos gêmeos franceses, Isabelle e Theo (Eva Green e Louis Garrel). Os três logo se tornam amigos, dividindo experiências e relacionamentos enquanto Paris vive a efervescência da revolução estudantil. Dirigido por Bernardo Bertolucci.

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O Homem da Terra (2007)
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O Homem da Terra (2007)

Trata-se de um roteiro com muito conteúdo histórico com cerne na ciência e religião. Para isso, o diretor Richard Schenkman, a partir do roteiro de Jerome Bixby, opta por uma trama com muitos diálogos, todos inteligentes, até porquê entre os personagens temos professores, doutores, pessoas bem formadas. Um deles, John Oldman (David Lee Smith), protagonista, está de mudança e vai se afastar dos amigos, e resolve fazer uma revelação chocante sobre si mesmo, o que dá início a uma série de reações e discussões que vão nos dar uma aula de história, ciência, de tudo.

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Lady Vingança (“Chinjeolhan geumjassi”)
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Lady Vingança (“Chinjeolhan geumjassi”)

Dirigido por Chan Wook Park, este é um dos filmes da Trilogia da Vingança. Geum-ja passou os últimos 13 anos na cadeia, devido ao cruel assassinato de um garoto de 7 anos. Durante esse período, ela planeja sua vingança contra o sujeito que a obrigou a assumir a culpa pelo crime.

Gloria (Chile, 2013)

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Gloria (Chile, 2013)
Gloria (Paulina García) é uma mulher de 58 anos, cujos filhos já saíram de casa há algum tempo. Como se recusa a ficar sozinha em casa às noites, ela tem o hábito de ir a bailes dedicados à terceira idade. Lá ela conhece vários homens, com os quais costuma se empolgar e, tempos depois, se decepcionar. A situação muda quando conhece Rodolfo (Sergio Hernández), um ex-oficial da Marinha que é sete anos mais velho do que ela. Gloria se apaixona por ele e passa até mesmo a aspirar um relacionamento permanente. Dirigido por Sebastián Lelio.
Viva cada momento:
Santiago do Chile. Uma cidade linda, mesmo assim com habitantes que procuram vencer a solidão que vem junto com o cotidiano. Uma situação bem comum nos dias de hoje, que leva muitas pessoas, principalmente mulheres mais velhas, a se entregar à solidão. Gloria, interpretada por Paulina García – que recebeu o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim em 2013, por este papel –, poderia ser mais uma mulher assim, já que está desquitada e com quase 60 anos. Contudo, ela nos surpreende com suas atitudes e forma de vida. Mantendo uma rotina que divide o trabalho e as baladas com naturalidade e responsabilidade, acompanhamos a personagem ouvindo rádio e cantando sozinha, indo em festas, dançando e arrumando companhias.
O filme mostra que existe sensualidade em uma personagem assim, contrastando com a tipologia hollywoodiana de personagens femininos sensuais. Inclusive, temos belas cenas de nudez entre casais mais velhos. Além disso, sua afirmação como mulher, superando o comportamento comum, está um pouco alinhada com a realidade do Chile que, em 2014, voltou a ser governado por uma mulher, Michelle Bachelet.
Ao conhecer um homem recém-separado, o envolvimento entre os dois ocorre rápido. Porém, com o tempo, percebendo que ele possui amarras do relacionamento anterior, sustentando e mimando as filhas que vivem exageradamente dele, Glória mais uma vez não se entrega ao comportamento comum e se reafirma. Mesmo sendo uma mulher mais velha em busca do amor no Chile, ela é incomum quando nos mostra suas decisões e desventuras, controlando seu próprio destino. Ainda assim, se mostra uma mulher sensível e apaixonada pela filha, como pode ser visto na cena do aeroporto.
Para os brasileiros, fica fácil identificar, em cenas distintas, duas músicas nacionais famosas: “Águas de Março”, de Tom Jobim, cantada numa roda de amigos (em português mesmo) e “Lança perfume”, de Rita Lee, que surge em um clube para solteiros. O diretor Sebastián Lelio comentou que a música de Tom Jobim serviu de forte inspiração para a história, ambos combinam prazeres e dores de uma forma agradável e podemos, com uma certa atenção, perceber isso durante o filme.
Produzido por Pablo Larraín, diretor de “No”, filme excelente que representou o Chile no Oscar de 2013, o filme mostra que ter 60 anos não significa o fim da vida produtiva ou emocional. Gloria captou isso e controlou seu próprio destino, vivendo intensamente cada momento. Ela merece, inclusive, uma canção com o seu nome, a música “Gloria”, escrita e interpretada por Umberto Tozzi, mais uma na trilha sonora do filme.
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