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Recomendo esse livro que tem me ajudado muito a imergir com profundidade no mundo cinematográfico: “Tudo Sobre Cinema”, editado por Philip Kemp e com o prefácio de Christopher Frayling.

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Quando vejo, agora, a Greta Gerwig chegando a esse ponto, me dá uma felicidade, pois desde que vi Frances Ha (2013), filme maravilhoso, original, na qual ela faz a personagem principal com uma atuação brilhante, acompanho com bons olhos suas aparições e feitos para o cinema. Ela cuidou do roteiro deste último e de alguns poucos outros filmes, como Mistress America (2015). E agora escreveu e dirigiu este filme e se consagrou no mundo do cinema.

Lady Bird apresenta uma história aparentemente simples, mas que diz muito e pode emocionar bastante. É sobre uma adolescente amadurecendo, sobre um relacionamento de mãe e filha naqueles moldes onde ambas possuem uma personalidade forte e discutem bastante, quando no fundo sempre existe amor e preocupação. É também uma homenagem a cidade de Sacramento, Califórnia, que universaliza essa coisa de valorizarmos a nossa terrinha natal, nossas origens e raízes. A direção é impecável e rendeu a Greta, já neste primeiro filme que ela dirige, uma indicação ao Oscar como melhor diretora (a única mulher na categoria), assim também recebeu indicação para melhor roteiro original, melhor filme e pelas atuações de Saoirse Ronan (Lady Bird, a filha) e Laurie Metcalf (mãe).

Para quem acompanha a trajetória e estilo de Greta Gerwig, principalmente seus roteiros e personagens, percebe que existe muito dela aqui. Contudo, genialmente, a cineasta introduz um diferencial que só aparece lá pelo final do filme – ALERTA DE SPOILER – que surpreende a quem achava que seria um pouco do mesmo, pois a nossa Lady Bird, ao alcançar um pouco do seu sonho que, entre outras coisas, envolvia se distanciar de casa, percebe o quanto a felicidade estava mais perto do que imaginava, seja na relação com sua família (principalmente com a mãe), com amigos ou nas coisas mais simplórias que ela fazia na sua cidadezinha natal. Suas palavras finais deixadas na secretária eletrônica para a mãe são significantes.

Assim como ocorre com a nossa Francis Ha, se trabalha aqui as altas expectativas e a realidade contra os sonhos, mas se percebe após um longo caminho que o importante não é só seguir em frente com otimismo, mas sim saber valorizar o que se tem, respeitar e se colocar no lugar do outro, principalmente das pessoas que são mais importantes para nós. Da mãe para a filha podemos capturar duas observações belíssimas:

“O dinheiro não deve ser o boletim da nossa vida”

“Quero que você seja a melhor versão de si mesma”

A atriz Saoirse Ronan tem 23 anos, mas na pele de Christine “Lady Bird” McPherson ela realmente parece ter seus quase 18, uma garotinha confusa, que apronta um pouco com a melhor amiga, vive seus primeiros romances e sonha… sonha bastante. É teimosa e não perde sua meta de vista. Esta é sua terceira indicação ao Oscar, após Desejo e Reparação (2007), um dos meus favoritos, e Brooklyn (2015). Já a mãe é interpretada por Laurie Metcalf, atuação coadjuvante impressionante, sem contar que estamos falando de uma personagem com alta importância no enredo. Existe vários momentos que mostram isso, mas a cena na qual ela chora dirigindo, durante a partida da filha para Nova York, mostra uma atuação sublime.

Personagens de Saoirse Ronan e Laurie Metcalf

Greta Gerwig dirigindo

Existe uma dinâmica legal no filme quando algumas cenas parecem bem naturais, como quando uma música de Alanis Morissette chama a atenção da personagem, ou num momento clichê – e proposital – de término de namoro onde ela e amiga escutam uma música romântica e choram, ou quando ela e a mãe escutam o áudio do livro As Vinhas da Ira e depois discutem. Também existem alguns momentos bem divertidos, só mesmo para quem assistir.

Tags Relacionadas crítica, crítica Lady Bird, É Hora de Voar, Frances Ha, Greta Gerwig, Lady Bird, Laurie Metcalf, Mistress America, resenha, resenha Lady Bird, Saoirse Ronan
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