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Não podemos negar que o diretor David F. Sandberg conseguiu manter o nível do precursor James Wan, criador de Invocação do Mal e toda essa franquia que também incluí Annabelle e os futuros filmes A Freira e Invocação do Mal 3. A conexão que este filme faz com os anteriores é bem feita, disposta no meio da trama para agradar aos fãs e, para melhorar, esse filme é infinitamente superior ao primeiro Annabelle, que não agradou. É o mesmo diretor de Quando as Luzes se Apagam, que merece ser visto também. O roteiro é do mesmo do primeiro Annabelle, Gary Daubermann. E, é claro, James Wan está na produção, cuidando de seu legado.

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Eu indico
Our Hospitality (EUA, 1923)
Por volta de 1830, as famílias McKay e Canfield travavam uma grande rixa em Kentucky, nos Estados Unidos. Quando John McKay (Edward Coxen) é morto, a viúva manda o filho de 1 ano para ser criado pela tia em Nova York. Vinte anos depois, Willie (Buster Keaton) volta à Kentucky em um trem e vai lutar para ter suas posses de volta. Na viagem, ele conhece uma menina da família Canfield e se apaixona por ela, mas a rixa parece ainda não ter sido resolvida. Dirigido por Buster Keaton.

Hospitalidade:
Buster Keaton dirige e protagoniza este que é considerado o seu melhor filme por muitos críticos do cinema, embora ele mesmo tenha uma preferência por A General (1926), uma excelente comédia que pode ser conferida aqui neste blog (não dirigida por ele):
http://eueatelona.blogspot.com.br/2014/05/a-general-eua-1926.html
Como um dos grandes comediantes independentes (já que dirigia muitos de seus filmes), foi elevado ao nível de Charles Chaplin. Embora vistos por muitos como grandes rivais no mundo do cinema, na verdade eram quase como parceiros que concretizaram grandes filmes, cada um ao seu estilo maximizando a magia do cinema, chegando a atuar juntos numa cena relevante em “Luzes da Ribalta” (Limelight, 1952), de Chaplin, ambos com idade mais avançada.
Podemos perceber que “Nossa Hospitalidade” não abandona a comédia que prevalece nos filmes de Keaton. Contudo, existe toda uma questão dramática tratada. Ao tratar da hospitalidade, do saber acolher, característica fundamental para a boa convivência, neste filme ofuscada pelo ódio entre diferentes famílias, por conta de uma rixa forte ao longo dos tempos, o filme também garante sua faceta séria, embora a comédia prevaleça. É claro que os encontros e desencontros, atrapalhações, que são características fundamentais das comédias mudas, levam a situações engraçadas, mas o centro da proposta está lá o tempo todo: a intenção é acabar com a vida de Willie simplesmente por ele ser um membro da família McKay. Pessoas, muitas vezes, tão prezas à tradições absurdas, mesmo que as torne cruéis, acabam não enxergando o bem à sua frente. E tudo isso, no filme, é abordado com a leveza de uma comédia madura. As armações que o personagem de Keaton apronta para não ser pego e, ao mesmo tempo, ficar próximo de sua amada (sem que ela perceba que sua família quer acabar com ele) são criativas e divertidas. Reparem nas suas desculpas para não sair da casa da família Canfield, já que lá dentro, pelas etiquetas da época, ele não poderia ser maltratado. E o interessante de tudo é que a solução para sair desta situação é tão simples que, ao ser apresentada, de repente faz todo o sentido e nos arranca mais um sorriso.
Keaton vive seus personagens sem expressão no rosto – por isso etiquetado como “o palhaço que não ri” – mas as situações que vive nas cenas são hilárias. A cena onde McKay (Keaton) viaja de trem para a chegar à propriedade de sua família é surreal, lembrando cenas maravilhosas de “A General”, que provavelmente é a comédia mais relevante, que envolve trens, no mundo do cinema.

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Fontes:

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