Search

Você pode gostar disso:

cryingsecret
A Coleção Invisível (Brasil, 2012)
Animação Drama Favoritos Filmes

A Coleção Invisível (Brasil, 2012)

A família de Beto (Wladimir Brichta) é dona de uma tradicional loja de antiguidades que está passando por uma crise financeira. Para tentar solucionar este problema ele se lança numa viagem até a cidade de Itajuípe, interior da Bahia, atrás de uma coleção raríssima de gravuras que foi adquirida há 30 anos por um antigo cliente, o colecionador Samir (Walmor Chagas). Entretanto, logo ao chegar Beto enfrenta uma forte resistência da esposa dele e de sua filha Saada (Ludmila Rosa). Dirigido por Bernard Attal.

crying
Ressurreição (EUA, 2016)
Animação Drama Favoritos Filmes

Ressurreição (EUA, 2016)

Às vésperas de um levante em Jerusalém, surgem rumores de que o Messias judeu ressuscitou. Um centurião romano agnóstico e cético (Joseph Fiennes) é enviado por Pôncio Pilatos para investigar a ressurreição e localizar o corpo desaparecido do já falecido e crucificado Jesus de Nazaré, a fim de subjulgar a revolta eminente. Conforme ele apura os fatos e ouve depoimentos, suas dúvidas sobre o evento milagroso começam a sumir. Dirigido por John Huston.

laughingangeltongue
Lego Ninjago (2017)
Animação Drama Favoritos Filmes

Lego Ninjago (2017)

Este é o terceiro “Filme Lego” que funcionou bem, tivemos antes “Uma Aventura LEGO” (2014), que poderia ter recebido o Oscar de melhor animação e deixou pessoas boquiabertas com o formato da animação, na medida que peças e bonecos Lego montam os cenários e as cenas ao longo do filme; e ainda tivemos, este ano, “Lego Batman: O Filme” (2017), com ótima qualidade visual, aventura e piadas hilárias no universo dos heróis. Phil Lord e Chris Miller, diretores e roteiristas do primeiro filme, produtores do "Lego Batman: O Filme", estão na produção deste novo filme, que ficou com a direção de Charlie Bean.

cryingstar

O Castelo Animado (Japão, 2004)

Howl no Ugoku Shiro (Japão, 2004)

Trata-se de uma animação do diretor japonês Hayao Miyazaki, onde a principal personagem, Sophie, é enfeitiçada por uma Bruxa que transforma-a numa velha senhora. Sem muitas opções, ela acaba tendo que sair de casa em busca de uma forma de quebrar essa maldição. Até então, ela possuía uma vida simples trabalhando numa chapelaria da família, e não dava muita importância ao magnífico castelo enfeitiçado de Howl, uma geringonça ambulante que volta e meia passava andando pelas localidades interioranas ao redor da cidade. Sabendo que a região tem fama de possuir feiticeiros e bruxas, ela inicia sua jornada por uma trilha pelas montanhas, onde acaba se encontrando com o castelo e se tornando a faxineira deste. Paralelo à sua jornada, o mundo está em guerra e Howl é convocado para lutar por seu rei, mas Howl é um feiticeiro rebelde e não se deixa facilmente ser arrastado para a guerra. A história é baseada no livro Howl’s Moving Castle, um romance de fantasia da escritora britânica Diana Wynne Jones.

A mensagem – UM POUCO DE SPOILER:

A grande mensagem deste longa é um apelo contra as guerras. De forma criativa, com personagens divertidos e carismáticos, alguns bem surreais (por estarem enfeitiçados) e com uma história humorada, o diretor insere em momentos oportunos diálogos e cenas para mostrar o lado sombrio da guerra, variando entre o lado infantil e o lado adulto. A animação japonesa foi desenhada – em sua maior parte – da forma tradicional e possui um realismo fantástico e um tema adulto, algumas cenas de bombardeio lembram a Segunda Guerra Mundial. Acompanha uma trilha sonora branda na maior parte do filme, que simplesmente deixa de tocar justamente nas cenas de guerra. Perceba que, no final das contas, parece não existir um personagem que seja o grande vilão, nem a própria Bruxa que enfeitiça Sophie, nem a antiga mestra de Howl, Madame Suliman, que tenta convencê-lo a participar da guerra. O vilão é a própria guerra em si, sem motivos justificáveis para acontecer. Aliás, essa questão de não existir um personagem totalmente malvado (um vilão), é uma característica marcante nas histórias de Hayao Miyazaki. Não devemos esquecer das lições embutidas também na parte fantástica da trama, com toda a aventura vivida pelos personagens. Veja que não fica claro como o feitiço da Bruxa sobre Sofie é quebrado (até porque a Bruxa fica gagá), mas tende a mostrar que tem uma relação com os sentimentos e o amadurecimento da personagem, em muitos momentos ela volta a ser como antes quando está mais decidida, ou quando está apaixonada.

Personagens criativos:

Cada personagem foi criado e desenvolvido com características únicas, diferente de muitos filmes que mostram personagens vazios e sem propósito. Entre eles, um cão asmático, um garotinho que cuida do castelo (o aprendiz Markl), um demônio em forma de fogo que controla o castelo (Calcifer) e um espantalho enfeitiçado (Cabeça de Nabo) que sempre ajuda a Sofie e terá um papel crucial na história. Todos vão mostrar o seu lado humano e terão um propósito no filme.

Hayao Miyazaki – escritor, diretor e ilustrador:

A computação gráfica foi utilizada neste filme apenas em alguma cenas, a maior parte foi desenhada da forma tradicional, manualmente e pelo próprio diretor japonês, que hoje possui 70 anos. Ele também é responsável por vários longas animados e muito interessantes, inclusive o vencedor do Oscar de melhor animação em 2001, A Viagem de Chihiro. Vou listar aqui outros que gostei: Princesa Mononoke (1997), Meu amigo Totoro (1988) e Laputa: The Castle in the Sky (1986). Miyazaki se dedica a escrever e dirigir longas-metragens, algumas vezes também como desenhista, e durante 12 anos escreveu e desenhou o mangá Kaze no Tani no Naushika, que deu origem ao filme animado Nausicaä do Vale do Vento (1984).

Indicado ao Oscar:

O Castelo Animado foi indicado ao Oscar de melhor animação em 2006, sendo que em 2003 o longa Spirited Away – A viagem de Chihiro, do mesmo diretor, faturou o Oscar na mesma categoria. Assisti às outras animações que concorreram em 2006, inclusive ao excelente Wallace & Gromit: A batalha dos vegetais, mas o considero inferior ao filme de Miyazaki.

__________________________________
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hayao_Miyazaki
http://pt.wikipedia.org/wiki/Howl_no_Ugoku_Shiro
http://omelete.uol.com.br/cinema/io-castelo-animadoi/

Tags Relacionadas Chihiro, crítica, Diana Wynne Jones, Hayao Miyazaki, Howl, Laputa, Mononoke, Nausicaa, oscar, resenha, Totoro
Próximo post Post anterior

Você pode gostar disso:

clownsecret
O homem que engarrafava nuvens (Brasil, 2009)
Nacional

O homem que engarrafava nuvens (Brasil, 2009)

Documentário nacional que conta a história do baião através da ascensão e queda de um de seus maiores expoentes, o letrista e compositor Humberto Teixeira, conhecido como o "doutor do baião". Responsável por clássicos como "Asa Branca" e "Adeus Maria Fulô", Teixeira atingiu o estrelato nos anos 50 mas acabou quase esquecido. Na década seguinte, com o surgimento da bossa nova, o baião quase caiu na obscuridade. Dirigido por Lírio Ferreira.

angelcrying
Sing Street (2016)
Drama

Sing Street (2016)

Um dos filmes mais agradáveis do ano que faz uma homenagem bacana às bandas dos anos 80, do mesmo diretor de “Mesmo se nada der certo” (Begin again, 2014). A trama mostra, de forma original, garotos formando uma banda de rock e a relação desse processo com seus próprios dramas. Possui uma trilha sonora mais do que emocionante para os amantes dos anos 80, com direito a The Cure, Starship, Genesis, Tears for fears, Spandau Ballet, Daryl Hall & John Oates, entre outros.

angelcrying
Docinho da américa (EUA, 2016)
Drama

Docinho da américa (EUA, 2016)

Uma adolescente de espírito livre foge de casa e parte numa viagem ao longo dos Estados Unidos. Para sobreviver, a jovem vende assinaturas de revistas, enquanto curte festas, se apaixona pela primeira vez e também acaba se envolvendo em crimes. Dirigido por Andrea Arnold.

0 Comentário

Sem comentários

Você pode ser o primeiro a comentar este post!

Deixe seu comentário

Seus dados estão seguros! Seu endereço de email não será publicado. E seus dados não serão compartilhados com terceiros. Campos obrigatórios marcados como *