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Top 10 melhores filmes que tratam do tema “luto”
Animação Drama Favoritos Filmes

Top 10 melhores filmes que tratam do tema “luto”

O luto, definido como sentimento de tristeza profunda pela morte de alguém, já foi abordado nos filmes de variadas formas. Particularmente, adoro os grandes filmes que trataram deste tema. Possuem lições grandiosas. Assim, neste mês onde todos lembram de quem partiu, selecionamos os 10 melhores filmes sobre o assunto.

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Hanami – Cerejeiras em Flor (Alemanha, 2008)
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Hanami – Cerejeiras em Flor (Alemanha, 2008)

Quando descobre que seu marido tem pouco tempo de vida, Trudi não sabe se deve contar a ele a verdade. Em vez disso, ela decide planejar com Rudi uma viagem, para que aproveitem bem estes últimos momentos juntos. Sonhando conhecer o Japão, país pelo qual é apaixonada, a mulher decide que este será o destino do casal, mas que antes eles irão até Berlim, para fazer uma última visita a seus dois filhos que moram lá. Dirigido por Doris Dörrie.

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Maze Runner – Correr ou Morrer (2014)
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Maze Runner – Correr ou Morrer (2014)

Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, Thomas (Dylan O'Brien) chega à “Clareira”, se vendo rodeado por garotos que o acolhem. O local é um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Dirigido por Wes Ball e roteiro de Noah Oppenheim.

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O Castelo Animado (Japão, 2004)

Howl no Ugoku Shiro (Japão, 2004)

Trata-se de uma animação do diretor japonês Hayao Miyazaki, onde a principal personagem, Sophie, é enfeitiçada por uma Bruxa que transforma-a numa velha senhora. Sem muitas opções, ela acaba tendo que sair de casa em busca de uma forma de quebrar essa maldição. Até então, ela possuía uma vida simples trabalhando numa chapelaria da família, e não dava muita importância ao magnífico castelo enfeitiçado de Howl, uma geringonça ambulante que volta e meia passava andando pelas localidades interioranas ao redor da cidade. Sabendo que a região tem fama de possuir feiticeiros e bruxas, ela inicia sua jornada por uma trilha pelas montanhas, onde acaba se encontrando com o castelo e se tornando a faxineira deste. Paralelo à sua jornada, o mundo está em guerra e Howl é convocado para lutar por seu rei, mas Howl é um feiticeiro rebelde e não se deixa facilmente ser arrastado para a guerra. A história é baseada no livro Howl’s Moving Castle, um romance de fantasia da escritora britânica Diana Wynne Jones.

A mensagem – UM POUCO DE SPOILER:

A grande mensagem deste longa é um apelo contra as guerras. De forma criativa, com personagens divertidos e carismáticos, alguns bem surreais (por estarem enfeitiçados) e com uma história humorada, o diretor insere em momentos oportunos diálogos e cenas para mostrar o lado sombrio da guerra, variando entre o lado infantil e o lado adulto. A animação japonesa foi desenhada – em sua maior parte – da forma tradicional e possui um realismo fantástico e um tema adulto, algumas cenas de bombardeio lembram a Segunda Guerra Mundial. Acompanha uma trilha sonora branda na maior parte do filme, que simplesmente deixa de tocar justamente nas cenas de guerra. Perceba que, no final das contas, parece não existir um personagem que seja o grande vilão, nem a própria Bruxa que enfeitiça Sophie, nem a antiga mestra de Howl, Madame Suliman, que tenta convencê-lo a participar da guerra. O vilão é a própria guerra em si, sem motivos justificáveis para acontecer. Aliás, essa questão de não existir um personagem totalmente malvado (um vilão), é uma característica marcante nas histórias de Hayao Miyazaki. Não devemos esquecer das lições embutidas também na parte fantástica da trama, com toda a aventura vivida pelos personagens. Veja que não fica claro como o feitiço da Bruxa sobre Sofie é quebrado (até porque a Bruxa fica gagá), mas tende a mostrar que tem uma relação com os sentimentos e o amadurecimento da personagem, em muitos momentos ela volta a ser como antes quando está mais decidida, ou quando está apaixonada.

Personagens criativos:

Cada personagem foi criado e desenvolvido com características únicas, diferente de muitos filmes que mostram personagens vazios e sem propósito. Entre eles, um cão asmático, um garotinho que cuida do castelo (o aprendiz Markl), um demônio em forma de fogo que controla o castelo (Calcifer) e um espantalho enfeitiçado (Cabeça de Nabo) que sempre ajuda a Sofie e terá um papel crucial na história. Todos vão mostrar o seu lado humano e terão um propósito no filme.

Hayao Miyazaki – escritor, diretor e ilustrador:

A computação gráfica foi utilizada neste filme apenas em alguma cenas, a maior parte foi desenhada da forma tradicional, manualmente e pelo próprio diretor japonês, que hoje possui 70 anos. Ele também é responsável por vários longas animados e muito interessantes, inclusive o vencedor do Oscar de melhor animação em 2001, A Viagem de Chihiro. Vou listar aqui outros que gostei: Princesa Mononoke (1997), Meu amigo Totoro (1988) e Laputa: The Castle in the Sky (1986). Miyazaki se dedica a escrever e dirigir longas-metragens, algumas vezes também como desenhista, e durante 12 anos escreveu e desenhou o mangá Kaze no Tani no Naushika, que deu origem ao filme animado Nausicaä do Vale do Vento (1984).

Indicado ao Oscar:

O Castelo Animado foi indicado ao Oscar de melhor animação em 2006, sendo que em 2003 o longa Spirited Away – A viagem de Chihiro, do mesmo diretor, faturou o Oscar na mesma categoria. Assisti às outras animações que concorreram em 2006, inclusive ao excelente Wallace & Gromit: A batalha dos vegetais, mas o considero inferior ao filme de Miyazaki.

__________________________________
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hayao_Miyazaki
http://pt.wikipedia.org/wiki/Howl_no_Ugoku_Shiro
http://omelete.uol.com.br/cinema/io-castelo-animadoi/

Tags Relacionadas Chihiro, crítica, Diana Wynne Jones, Hayao Miyazaki, Howl, Laputa, Mononoke, Nausicaa, oscar, resenha, Totoro
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