Search

Você pode gostar disso:

Filmes

O Palhaço que Não Ri (The Buster Keaton Story, 1957)

Eu indico The Buster Keaton Story (EUA, 1957) Cinebiografia do

laughingtongue
Kingsman 2: O Círculo Dourado (2017)
Filmes

Kingsman 2: O Círculo Dourado (2017)

Um súbito e grandioso ataque de mísseis praticamente elimina o Kingsman, que conta apenas com Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong) como remanescentes. Em busca de ajuda, eles partem para os Estados Unidos à procura da Statesman, uma organização secreta de espionagem onde trabalham os agentes Tequila (Channing Tatum), Whiskey (Pedro Pascal), Champagne (Jeff Bridges) e Ginger (Halle Berry). Juntos, eles precisam unir forças contra a grande responsável pelo ataque: Poppy (Julianne Moore), a maior traficante de drogas da atualidade, que elabora um plano para sair do anonimato. Dirigido por Matthew Vaughn.

Filmes

Alta Frequência (“Frequency”)

Eu indico Alta Frequência (EUA, 2000) John Sullivan é um

O Espião que Sabia Demais (“Tinker, Tailor, Soldier, Spy”)

Eu indico
O Espião que Sabia Demais (Reino Unido / França / Alemanha, 2011)

No final do período da Guerra Fria, George Smiley (Gary Oldman), um dos veteranos membros do Circus, divisão de elite do Serviço Secreto Inglês, é chamado para descobrir quem é o agente duplo que trabalhou durante anos também para os soviéticos. Todos são suspeitos, mas como também foram altamente treinados para dissimular e trabalhar em condições de extrema tensão, todo cuidado é pouco. George precisa indicar o espião e não pode errar.
Funileiro, alfaiate, soldado, espião:
Após leitura da obra de mesmo título e no clima do Oscar 2012, assistir O Espião que Sabia Demais foi uma grande satisfação. Ambientada no início dos anos 70, a trama tem todo o clima da Guerra Fria, um elenco singular, um visual com coisas marcantes da época e uma ótima trilha sonora. Recebeu indicações para melhor ator (Gary Oldman), melhor roteiro adaptado e melhor trilha sonora original (Alberto Iglesias). O personagem principal, George Smiley, tem características marcantes, é quase um idoso, muito reservado, com uma quieta intensidade e inteligência, abdicando de qualquer diálogo que seja desnecessário, um cavalheiro respeitoso e com toda calma e expertise de um espião experiente. Outros atores também se destacaram na atuação, como Colin Firth (Bill Haydon) e Mark Strong (Jim Prideaux), personagens cumprindo papéis bem importantes na trama, sem contar com as poucas aparições de Simon McBurney (Oliver Lacon), também excelente.
Bem nas primeiras cenas, logo após a primeira aparição de Smiley, passam-se alguns minutos sem que o mesmo fale uma palavra, todo um momento – acompanhando de uma bela trilha sonora – desde que o mesmo é despedido do Circus, passando pelas salas com suas escrivaninhas antigas, escadas, até o velho porteiro diante da catraca do prédio. Mas ao invés de deixar seu legado, o mesmo acaba sendo chamado para descobrir quem é o “toupeira” (no livro o termo é usado com mais freqüência, para indicar um infiltrado do inimigo). A disciplina de Smiley fica bem exibida, como a atenção aos detalhes, o exercício de natação matutina, o comprometimento com a missão e a organização com o trabalho. Muito interessante também ter apresentado o lado humano e um pouco falho do personagem que, ao se embriagar, começa a falar sobre o seu sofrimento com a traição da ex-esposa.
O roteirista Peter Straughan afirmou que tentou criar as situações com o mínimo de diálogos possível, obrigando o espectador a ser atento à linguagem corporal e aos olhares dos personagens, e até a imaginar cenas de tensão que não são mostradas (em algumas delas, só vemos o desfecho). Existe um jogo por trás dos panos, um inimigo que até usa o provável ponto fraco de Smiley, que é a lembrança de sua mulher, Ann, que o persegue e, ao contrário do que foi apostado, também o ilumina. Um inimigo que também usa como arma a sedução (introduz também a questão da homossexualidade). Existem muitos espaços fechados e close nos rostos. A consumação da guerra causa um certo alerta do perigo nas poucas cenas de violência do filme (um homem mata uma coruja na sala de aula, uma mulher é executada diante de um homem que não a conhece).
Deixando de lado a proposta de outros filmes de agentes e espiões, que apelam para perseguições, tiroteios e explosões, aqui temos como predominante transações às escondidas, diálogos buscando um fio da verdade e o intelecto, tendo à disposição dos agentes aparelhos antigos e sem uma tecnologia de ponta. Muitos terminarão de ler o livro ou ver o filme desejando não ser um agente secreto; afinal, aqui um espião é meramente comparado a um funileiro, alfaiate, soldado ou até mendigo (no livro este último é atribuído a George Smiley). E bem nas cenas finais temos uma grande jogada em introduzir a música “Beyond the Sea” interpretada em francês.
John le Carré – Escritor, espião, produtor:
Praticamente uma autoridade no assunto de espionagem, antes de se consagrar como escritor, John Le Carré atuou no serviço secreto britânico nos anos 50 e 60, inclusive a serviço de Vossa Majestade. Isso explica o realismo de seus romances de espionagem, já que o mesmo sabe do que está escrevendo. Também participou da produção do filme, para garantir uma fidelidade alta à sua obra. A sua experiência nos serviços secretos terminou repentinamente, quando um agente duplo britânico denunciou a identidade de dezenas de espiões compatriotas ao KGB.
Assim como no filme, o livro mantém o clima frio e silencioso, um casamento do drama com o suspense numa atmosfera melancólica. Expõe honra e mentiras, segredos e traições, disputas de poder, intrigas e jogos duplos. Tem espaço até para afetos secretos e sacrifícios pessoais. Seguem dois trechos retirados do livro:
“A traição, de um modo geral, é uma questão de hábito, concluiu Smiley”
“Smiley afastou todas aquelas idéias, desconfiado como sempre das formas padronizadas dos motivos humanos”

Próximo post Post anterior

Você pode gostar disso:

Filmes

O incrível homem que encolheu (EUA, 1957)

Eu indico The Incredible Shrinking Man, EUA, 1957 Durante um

angelcrying
Sing Street (2016)
Drama

Sing Street (2016)

Um dos filmes mais agradáveis do ano que faz uma homenagem bacana às bandas dos anos 80, do mesmo diretor de “Mesmo se nada der certo” (Begin again, 2014). A trama mostra, de forma original, garotos formando uma banda de rock e a relação desse processo com seus próprios dramas. Possui uma trilha sonora mais do que emocionante para os amantes dos anos 80, com direito a The Cure, Starship, Genesis, Tears for fears, Spandau Ballet, Daryl Hall & John Oates, entre outros.

Filmes

O Abutre (Nightcrawler, EUA, 2014)

Eu indico Nightcrawler (EUA, 2014) Enfrentando dificuldades para conseguir um

0 Comentário

Sem comentários

Você pode ser o primeiro a comentar este post!

Deixe seu comentário

Seus dados estão seguros! Seu endereço de email não será publicado. E seus dados não serão compartilhados com terceiros. Campos obrigatórios marcados como *