Search

Você pode gostar disso:

coolcryingmoney
Desencanto (1945)
Comédia Cult Drama Filmes Na pré

Desencanto (1945)

Laura (Celia Johnson) e Alec (Trevor Howard) se conhecem por acaso em uma estação de trem, quando ele remove um cisco do olho dela. Ele é médico, ela é dona de casa. Ambos são de classe média, têm meia-idade e são razoavelmente felizes em seus casamentos. Em pouco tempo passam a se encontrar todas as quintas-feiras, mas apenas como bons amigos. Gradativamente surge uma paixão mútua e eles continuam a se encontrar regularmente, apesar de saberem que este amor é impossível. Dirigido por David Lean.

confusedcryingstarsecret
O Som ao Redor (Brasil, 2012)
Comédia Cult Drama Filmes Na pré

O Som ao Redor (Brasil, 2012)

A presença de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul de Recife muda a vida dos moradores do local. Ao mesmo tempo em que alguns comemoram a tranquilidade trazida pela segurança privada, outros passam por momentos de extrema tensão. Ao mesmo tempo, casada e mãe de duas crianças, Bia (Maeve Jinkings) tenta encontrar um modo de lidar com o barulhento cachorro de seu vizinho. Roteiro e direção de Kleber Mendonça Filho.

confusedcrying
Frances Ha (2012)
Comédia Cult Drama Filmes Na pré

Frances Ha (2012)

Frances (Greta Gerwig) divide um apartamento em Nova York com Sophie (Mickey Sumner), sua melhor amiga. Brincalhona e com ar de quem não deseja crescer, ela recusa o convite do namorado para que more com ele justamente para não deixar Sophie sozinha. Entretanto, a amiga não toma a mesma atitude quando surge a oportunidade de se mudar para um apartamento melhor localizado. A partir de então Frances parte em busca de um novo lugar, já que ela é apenas aluna em uma companhia de dança. Mesmo diante das dificuldades, Frances tenta manter o alto astral diante dos problemas que a vida adulta traz. Dirigido por Noah Baumbach.

angelconfusedcryingtongue

O Formidável (França, 2017)

Le Redoutable (França, 2017)

Sinto um prazer toda vez que um filme inicia com uma narração em francês de uma voz feminina e jovial. Stacy Martin, que é franco-inglesa, já começa com uma suavidade e, em tela, mostra sua beleza inestimável. Por isso resolvi começar essa resenha falando dela. Aqui, mais linda do que em Nifomaníaca (2013) e, arrisco dizer, mais jovial e sensual. Explorada ao extremo no filme, cada tomada de seu rosto, corpo e gestos já garantem um júbilo por parte do espectador. Ela interpreta a atriz Anne Wiazemsky que foi companheira de Jean-Luc Godard durante anos. O filme se passa em Paris, anos 60, onde o diretor e ela começaram a viver um romance e, futuramente, por decisão dela, a história dos dois é contada. A direção e roteiro fica por conta de Michel Hazanavicius, que venceu o Oscar com o filme O Artista (2012).

Entre o cinema e a revolução, o célebre diretor Jean-Luc Godard (Louis Garrel) lançou o seu filme A Chinesa (1967), onde um grupo de jovens tenta incorporar princípios do líder comunista e revolucionário chinês Mao. A reação dos críticos ao filme não foi muito boa e já é uma deixa para abordar o quanto Godard foi incompreendido, até porquê hoje em dia seus filmes são como obras cinematográficas inquestionáveis. Quem ainda não experimentou, precisa assistir ao menos os mais famosos: Acossado (1960), O Desprezo (1963) e O Demônio das Onze Horas (1965). Ele foi um dos pioneiros, junto com François Truffaut (diretor de Os Incompreendidos, 1959) da denominada nouvelle vague, a “nova onda” do movimento artístico do cinema francês. Nos anos sessenta, sem grande apoio financeiro, os primeiros filmes franceses conotados com esta expressão eram caracterizados pela juventude dos seus autores, unidos por uma vontade comum de transgredir as regras normalmente aceitas do cinema comercial.

É interessante compreender essa mescla de fazer filmes e atuar na revolução da época, que fazia parte do mundo de Godard. Ele nem desassociava uma coisa da outra e insistia em ser coerente com suas ações para mostrar-se a favor da revolução. Algumas cenas chegam a ser engraçadas onde ele se recusa a tomar um banho de mar num lugar deslumbrante (e, convenhamos, acompanhado da bela Anne Wiazemsky) e até tenta boicotar o Festival de Cannes justamente para protestar que a França estava vivendo algo maior e não havia espaço para esses eventos. Período turbulento e mente turbulenta de um diretor em destaque. A relação com Anne Wiazemsky sofre o tempo todo com conflitos que começam com a forma de pensar e agir de Godard. A narrativa acerta em mostrar a imagem nada carismática de um dos maiores diretores da história do cinema. Melhor ainda, é narrada pelos dois, cada um com seu ponto de vista e o espectador admirando o que eles falam e pensam. Tem uma cena onde sabemos o que eles estão pensado enquanto dialogam um com o outro. O não dito fica dito para o espectador. Fantástico… ou melhor, formidável!

Damos valor ao Godard inteligente, coerente consigo mesmo e no comportamento com os outros, mas algo é certo: não havia carisma ali. Aos 37 anos ele vivia em conflito até com uma juventude de visão madura, mas que não o entendia. Assim, na grande interpretação de Louis Garrel, um dos protagonistas de Os Sonhadores (2003), o resultado é muito positivo. Ele personifica as manias do artista e passa todo o sufoco vivido por ele. O diretor Hazanavicius talvez tenha exagerado um pouco ao mostrar um Godard cabeça dura, arrogante demais e até infantil em alguns momentos. Mas quem vai arriscar dizer que não era assim mesmo? O mais importante é mostrar esse importante momento na carreira do diretor. A trama não poderia deixar de citar outros filmes e diretores, como o clássico A Paixão de Joana D’Arc (1928) que passa numa sala de cinema frequentada por Godard com sua companheira, a presença de Bernardo Bertolucci na trama, citações a Dziga Vertov (o piorneiro Um Homem com uma Câmera, de 1929) e o livro que originou o filme As Vinhas da Ira (1940).

Tags Relacionadas Acossado, Anne Wiazemsky, crítica, Demônio das Onze Horas, Godard, Jean-Luc Godard, Louis Garrel, Nifomaníaca, nouvelle vague, O Artista, O Formidável, O Formidável crítica, O Formidável resenha, resenha, Stacy Martin
Próximo post Post anterior

Você pode gostar disso:

O que terá acontecido a Baby Jane? (1962)
Filmes

O que terá acontecido a Baby Jane? (1962)

Bette Davis é Jane Hudson, uma artista que alcançou a

Filmes

Secretária (EUA, 2002)

Eu indico Secretary (EUA, 2002) Após passar algum tempo em

Filmes

Kung-Fusão (“Kung Fu Hustle”)

Eu indico Kung Fu Hustle (China, 2004) “Kung-fusão” conta a

0 Comentário

Sem comentários

Você pode ser o primeiro a comentar este post!

Deixe seu comentário

Seus dados estão seguros! Seu endereço de email não será publicado. E seus dados não serão compartilhados com terceiros. Campos obrigatórios marcados como *