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O documentário parte do filme “Coisas Eróticas”, primeiro longa-metragem de sexo explícito lançado no país, em 1982. Há pouco mais de trinta anos atrás a fita rodava nas principais salas de cinema do Brasil, causando alvoroço no público em plena ditadura militar. Recheado de curiosidades e polêmicas, o filme marcou a produção cinematográfica da época para o bem e para o mal, figurando até hoje entre as quinze maiores bilheterias nacionais de todos os tempos. Dirigido por Bruno Graziano, Denise Godinho e Hugo Moura.

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Alabama, anos 1930. A pequena Jean (Mary Badham) é uma menina inteligente que tem no seu pai o grande herói. Atticus Finch (Gregory Peck) é um advogado viúvo que cuida de seu casal de filhos pequenos. Idealista e honesto, ele será o defensor de Tom, um negro acusado de estuprar uma mulher branca. Num júri composto apenas de brancos, todos sabem qual será o veredicto. Mas o advogado não desistirá de tentar provar que Tom é inocente. Além desse julgamento, a amizade de Jean com Boo Radley (Robert Duval), um deficiente mental que vive encarcerado em sua casa, vai fazer com que a menina passe a ver o mundo sob uma nova ótica e descobrir que o mundo dos adultos é mais cruel do que parece.

Um clássico:

Baseado em um romance vencedor do Pulitzer, escrito por Harper Lee e lançado em 1960, o filme tem como base as memórias familiares da autora, assim como um evento ocorrido próximo a sua cidade natal em 1936, quando ela tinha 10 anos de idade. O filme foca nessa cidadezinha pacata e as relações humanas existentes em sua comunidade, sendo que tudo é do ponto de vista de uma criança, a pequena Jean, que vai narrando a história. Dentro deste ambiente e dos acontecimentos, com toda a inocência e travessuras de três crianças (temos junto com a garota o seu irmão e um amigo), a atenção do espectador é constantemente voltada para dois personagens importantes na vida dos meninos: o advogado Atticus Finch, interpretado brilhantemente por Gregory Pack, que além de simbolizar uma pessoa segura no que acredita e dedicada aos seus deveres perante a sociedade, também é um grande exemplo de educação para seus filhos; e o enigmático Boo Radley, visto como uma abominação pelos vizinhos apesar de que o mesmo praticamente não sai de casa. O caráter e a bondade desses dois personagens, apesar de suas diferenças comportamentais, será apresentado ao espectador durante as passagens do filme. Muitos temas e lições são apresentados no filme, mas o que predomina é o preconceito racial. Muito interessante mostrar a incompreensão dos meninos quanto a tamanha idiotice que é esse preconceito.

O filme é um clássico, assim como o personagem Atticus, que foi considerado o maior “herói” dos últimos 100 anos em uma votação promovida pelo American Film Institute. Gregory Peck ganhou o Oscar de melhor ator, sendo que este é considerado o seu melhor trabalho. Além disso, o próprio ator afirma que o personagem se aproxima bastante da sua personalidade na vida real. Além dessa premiação, o filme faturou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Direção de Arte (em Preto e Branco). Não podemos deixar de lado o fato de que a atriz Mary Badham, com cerca de dez anos, foi indicada para o Oscar de atriz coadjuvante, interpretando com muita naturalidade a garotinha Scout. Este filme também marcou a estreia de Robert Duvall no cinema.

Além da grande lição de humanidade e lição de moral em relação ao preconceito racial, é um excelente filme de tribunal.

Matar um sabiá – SPOILER:

O discurso final no tribunal, pelo do advogado Atticus Finch, é limpo e bem cabível. E o desfecho do julgamento tem uma cena memorável, onde os negros, separados na parte superior da sala, se levantam em sinal de respeito e um deles chama a atenção da filha do personagem para pedir que ela se levante, pois o pai dela está passando.
Veja também que apesar da trama toda ser do ponto de vista das crianças, mostrando sua pureza e infantilidade, destaca também em algumas cenas já um certo amadurecimento, uma certa sabedoria dos meninos, claramente facilitados pelo modelo a ser seguido de comportamento do pai, como na cena em que o advogado está protegendo o negro, que está numa cela, e os garotos se colocam à frente dele para evitar que as pessoas invadam o local armadas. A iniciativa é do filho, e a filha ajuda quando começa a dialogar com uma das pessoas, que ela reconhece da vizinhança.

Outros personagens também têm um papel importante no filme, mesmo que não seja notado na maioria das cenas. O amigo dos irmãos, que sempre cita o seu próprio pai como alguém importante, que sempre está viajando, na verdade percebemos que trata-se de um menino carente pela ausência da figura paterna, dessa forma ele chega até a freqüentar e dormir na casa dos amigos. O personagem Boo possui um papel importantíssimo na trama, tendo várias coisas ligadas a ele (como os objetos deixados na árvore e que vão sendo guardados pelas crianças numa caixinha, sendo que o filme começa mostrando essa caixa aberta), com uma reviravolta no final evidenciando a sua importância.

Matar um sabiá (“To Kill a Mockingbird”, titulo original do filme) é verdadeiramente um crime, já que o animal não faz mal a ninguém. Sabiamente a pequena Scout faz essa comparação aos fatos que estão acontecendo na trama, logo nas ultimas cenas do filme.

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Fontes:
http://www.cinemacom.com.br/filmes/osoleparatodos
http://pt.wikipedia.org/wiki/To_Kill_a_Mockingbird
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-42792/criticas/espectadores/recentes/

Tags Relacionadas Atticus, crítica, Direção de Arte, Gregory Peck, Kill a Mockingbird, resenha, Robert Duval
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