Search

Você pode gostar disso:

cryingangry
Lembranças de um Verão (Hearts in Atlantis, 2001)
Filmes

Lembranças de um Verão (Hearts in Atlantis, 2001)

Após a morte de um amigo, Bob Garfield visita sua cidade quando era uma criança e começa a relembrar seu passado. Nessa época, quando tinha apenas 11 anos, apareceu em sua vida um senhor misterioso chamado Ted Brautigan. Entretanto, é com a amizade e atenção de Ted que Bobby aprende a ter uma outra visão de seu falecido pai, bem como as possibilidades que a vida lhe oferecia na época. Escrito por William Goldman e dirigido por Scott Hicks.

Filmes

Bom Dia, Vietnã (EUA, 1987)

Eu indico Good Morning, Vietnam (EUA, 1987) Em 1965, o

Filmes

As Vinhas da Ira (“The Grapes of Wrath”, EUA, 1940)

Eu indico The Grapes of Wrath (EUA, 1940) A história

Paris, Texas (1984)

Eu indico
Paris, Texas (França / Alemanha / EUA)
Travis (Harry Dean Stanton) é um homem que, depois de estar desaparecido por mais de quatro anos, é reencontrado pelo irmão Walt num hospital na região desértica do Texas, próximo à fronteira com o México. Maltrapilho e com amnésia, é levado por Walt para a sua casa em Los Angeles, onde reencontra Hunter, seu filho de sete anos que foi abandonado pela mãe, Jane (Nastassja Kinski). Inicialmente estranhos, Travis e Hunter iniciam uma reaproximação que culmina numa grande amizade e também no desejo secreto de reencontrar Jane e reconstruir sua verdadeira família. Dirigido por Wim Wenders.
Travis, Jane e Hunter:
Nem só de blockbusters o cinema viveu nos anos 80. Este aqui é um drama familiar de peso, provavelmente a maior realização de Wim Wenders. Possui um formato com momentos que lembra os road movies e é uma produção conjunta entre a França e Alemanha, porém foi filmado nos Estados Unidos.
Parecem ser características de Win Wenders: coprodução entre dois países – como feito no documentário O Sal da Terra (2014), coprodução de Brasil e França – e uma fotografia maravilhosa – como neste último e em Asas do Desejo (1987). Neste Paris, Texas, temos tomadas bem abertas, focando a região desolada do oeste americano e passandosensaçõesde perdição, infinito, solidão. as tomadas fechadas buscaram compor, principalmente, os momentos darelação entre os personagens, principalmente com questões familiares.
A Paris do filme não é a cidade luz, na França. Mas sim um vilarejo, onde o protagonista adquiriuum terreno, no Texas. O velho desejo de viver o sonho americano, com uma família feliz, é provocado através da visão que temos de duas famílias: a de Travis, que foi quebrada com a separação e abandono do filho, e a de seu irmão e sua esposa, que passaram a cuidar do filho de Travis e, dessa forma, passam a sentir pela possível perda do garoto, já que o filme lida bastante com a questão da reaproximação de pai e filho (Travis e Hunter). Essa retomada da relação é mostrada de forma incrível, tudo ao seu tempo, considerando que o filho mal se lembrava do pai. É algo difícil de explicar, meio fantástico. Como qualquer laço que se retoma, leva o seu tempo e se ajeita, se for da vontade de ambos e da permissão de Deus. O laço é forte, mágico, então os dois se reaproximam e percebemos que existe essa energia da relação fraternal, mesmo com o abandono anterior.
A separação do casal foi um mistério, até eles parecem encarar como algo subjetivo demais, embora a diferença de idade entre eles chame a atenção, afinal a personagem Jane é interpretada pela belíssima Nastassja Kinski, que estava bem jovem na época do filme. Sua atuação, por sinal, mesmo sendo em poucos momentos, é uma das melhores no filme, sua presença é muito marcante emarca o início do clímax. O filme praticamente ganha cores fortes, quando ela aparece, e o vermelho marcante se destaca.
Travis é como um errante, um samurai sem o seu senhor, que está tão perdido após a quebra da família que até fica com a memória afetada. A medida que vai voltando à realidade, ele então decide procurar a ex mulher e leva consigo o filho, que sente uma falta comovente e justa da mãe biológica. É mais um daqueles filmes que nossos preconceitos, julgamentos, vão sendo quebrados aos poucos, e é bem fácil de se identificar, ao menos, com as aspirações, desejos, dos personagens. Interessante como o diretor vai evoluindo a trama até entendermos melhor os dramas e escolhas dos personagens. Mas o melhor de tudo é essa possibilidade de retomada das coisas, quebrando a ideia de que o tempo cura tudo e por isso podemos sentar e esperar a morte chegar, já se dando por vencidos. Aqui não somente a esperança é deixada como desfecho, mas sim o fato em si de que as coisas já começaram a melhorar.
__________________________________
Fontes:
Próximo post Post anterior

Você pode gostar disso:

Filmes

Uma Aventura na África (The African Queen, 1951)

Eu indico The African Queen (Reino Unido / EUA, 1951)

Filmes

O Médico e o Monstro (“Dr Jekyll and Mr Hyde”, EUA, 1931)

Eu indico Dr Jekyll and Mr Hyde (EUA, 1931 O

coolangelcrying
O Circo (1928)
Filmes

O Circo (1928)

O Vagabundo acaba indo parar em um circo enquanto fugia da polícia, que o confundira com um ladrão de carteiras. Ele sem querer acaba entrando no espetáculo e fazendo grande sucesso com o público, sendo logo contratado pelo dono, que irá se aproveitar dele. Ele ainda arranja tempo para se apaixonar pela acrobata, filha desse mesmo proprietário. Dirigido e estrelado por Charles Chaplin.

0 Comentário

Sem comentários

Você pode ser o primeiro a comentar este post!

Deixe seu comentário

Seus dados estão seguros! Seu endereço de email não será publicado. E seus dados não serão compartilhados com terceiros. Campos obrigatórios marcados como *