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TOP 10 melhores filmes lançados em 2017
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TOP 10 melhores filmes lançados em 2017

Finalmente a nossa lista mais caprichada do ano! Veja nossa seleção dos 10 melhores filmes lançados em 2017. Confira e divirta-se!

Drama Filmes Na pré

Horas de desespero (EUA, 2015)

Eu indico No escape (EUA, 2015) Jack Dwyer (Owen Wilson)

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Ao cair da noite (EUA, 2017)
Drama Filmes Na pré

Ao cair da noite (EUA, 2017)

Aplaudido no festival de cinema independente Overlook Film Festival, um terror psicológico e, ao mesmo tempo, bastante reflexivo. Paul (Joel Edgerton) mora com sua esposa e o filho numa casa isolada, com uma certa segurança diante de uma espécie de epidemia. Um dia chega uma família desesperada procurando refúgio e eles aceitam. Aos poucos, a paranoia e desconfiança vão aumentando e Paul vai fazer de tudo para proteger sua família contra algo que vem aterrorizando a todos. Escrito e dirigido por Trey Edward Shults.

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The Post – A Guerra Secreta (2017)

The Post (EUA, 2017)

Steven Spielberg já começa o ano a frente de um filme no mínimo interessante, sobre a luta que os grandes jornais na época da Guerra do Vietnã tiveram que enfrentar simplesmente para exercer o seu papel de divulgar a verdade para a sociedade. Houve uma batalha interna (secreta, como diz o subtítulo) para que os editores exercessem a liberdade de imprensa, travada principalmente entre o The Washington Post e o próprio governo dos EUA que estava com o seu 37º presidente, Richard Nixon. Assim como outros presidentes anteriores, houve abuso de poder e violação da Primeira Emenda da Constituição dos EUA que contém a liberdade de imprensa como um dos direitos fundamentais. O filme na verdade mostra como o país evoluiu em relação a liberdade de expressão e o quanto os jornalistas foram importantes nesse sentido, assumindo altos riscos, inclusive de prisão.

Vemos um momento da história onde o chamado ‘Pentagon Papers’, documento que continha diversas informações militares sigilosas sobre as ações dos EUA no Vietnã, acaba vazando e os jornais se sentem na obrigação de revelar o seu conteúdo. A história em si é bem conhecida pelos americanos, assim como a que foi contada num filme similar, vencedor do Oscar de melhor filme em 2016, Spotlight: Segredos Revelados, ou seja, ambos deixam de ser tão interessantes por não trazerem novidades, mas são bem contadas e reafirmam essa importância da liberdade de imprensa inclusive como uma obrigação para com a população (impulsionados também pelo marketing próprio).

A grande jogada de Spielberg – SPOILER:

Tom Hanks interpreta o editor principal do The Washington Post e Meryl Streep é primeira editora do país e dirige o jornal, ambos são atores veteranos e bem consolidados, por isso dão conta muito bem do papel. Eles estão finalmente trabalhando juntos num filme e a sintonia ficou ótima. A personagem de Meryl Streep possui uma importância maior já que, através dela, Spilberg consegue o maior triunfo filme, ao trazer à tona o processo de afirmação das mulheres em posições importantes e influentes na história da humanidade. A personagem fica numa situação delicada, se mostra tímida e insegura, precisa ter cautela, vacila, se preocupa, mas acaba surpreendendo quando é decidida e corajosa. Em mais de uma cena ela entra numa sala cheia de grandes dirigentes, todos homens, ficando assim numa posição de exposição crítica. Mas a jogada mais forte está numa frase que ela cita para filha, dita pelo escritor e pensador inglês Samuel Johnson, no século 18: “Uma mulher falando é como um cachorro andando sobre as patas traseiras. Não fazem isso bem, mas a gente se surpreende ao ver que ao menos o fazem”. Chega a ser emocionante como ela conta e lida com essa situação. Existem outras cenas emocionantes que lidam com essa questão, como aquela onde a personagem sai de um julgamento e a atenção dos repórteres está voltada para outra pessoa, contudo um monte de mulheres aguarda a saída dela e olham admiradas e agradecidas quando a mesma passa. As atitudes tomadas por ela e por alguns editores do jornal representam a coragem que foi manifestada para enfrentar o próprio governo.

O recente Globo de Ouro foi marcado pela afirmação e homenagens às mulheres, isso aparece como tema principal de alguns filmes indicados, na escolha da Oprah Winfrey como grande homenageada e também no discurso de Guillermo del Toro ressaltando as grandes mulheres que participaram de seu filme. Por fim, Spielberg vai na mesma onda e trás esse viés para o filme The Post.

Sua direção é cuidadosa, grandiosa, assim como a direção de arte e fotografia (essa última é de Janusz Kaminski). Desde um homem datilografando no meio da Guerra para enviar informações aos EUA, até nos cenários internos e conturbados dos escritórios onde operavam os jornais. Spielberg sabe para onde apontar a câmera e conseguir atenção do expectador, que normalmente é o único que consegue ter uma visão geral do que está ocorrendo, um exemplo disso é quando uma garota entra no escritório com uma caixa e não é percebida logo pelos funcionários, mas a câmera sabe focar nela mesmo rodeada de todo um cenário. Sabe também destacar isoladamente algumas palavras no meio de uma digitação datilográfica, mostrar o reflexo de uma pessoa falando num telefone público e intercalar cenas que ocorrem no mesmo espaço de tempo.

Numa das cenas clímax temos uma tomada fenomenal que mostra procedimentos, espera, autorização, cautela e decisão, chagando a passar a sensação de que estamos num filme de submarino na guerra, sendo que aqui estamos diante da expectativa de publicar ou não a matéria nos minutos finais antes de imprimir o jornal do dia.

“A imprensa deve servir aos governados e não aos governantes”

Tags Relacionadas crítica, filme A Guerra Secreta, filme Nixon, filme The Post, filme Vietnã, globo de ouro, Meryl Streep, Pentagon Papers, resenha, Spielberg, The Post, The Post A Guerra Secreta, Tom Hanks, Vietnã, Washington Post
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