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Uma mistura dos melhores episódios de Black Mirror, Westworld e Além da Imaginação. Com o perdão da repetição, “corra” para ver! Chris (Daniel Kaluuya) é jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador. Escrito e dirigido por Jordan Peele.

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Até o momento, este filme representa o mais próximo que o cinema nacional pode chegar de Cinema Paradiso (Itália, 1988). A produção é baseado no livro "Um pai de cinema" de Antonio Skármeta, escritor chileno que também tem “O carteiro e o poeta”. Na história, o jovem Tony decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas, seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis.

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Qu’est-ce qu’on a fait au Bon Dieu? (França, 2014)

O casal Verneuils tem quatro filhas. Católicos, conservadores e um pouco preconceituosos, eles não ficaram muito felizes quando três de suas filhas se casaram com homens de diferentes nacionalidades e religiões. Quando a quarta anuncia o seu casamento com um católico, o casal fica nas nuvens e toda a família vai se reunir. Mas logo eles vão descobrir que nem tudo é do jeito que eles querem. Dirigido por Philippe de Chauveron.
Uma divertida bofetada no preconceito:
A convivência com diferentes raças é uma situação até hoje curiosa, observada por muitos estudiosos. Também é uma temática na qual muitos filmes abordaram, normalmente filmes dramáticos. Além disso, é algo que gera muito conflito. A França lança essa comédia – muito divertida, por sinal – que lida com a situação sem causar ofensas e consegue levantar boas reflexões, sem perder o humor. A França é um país que convive com diversas etnias, então o diretor aproveitou o cenário e conduziu o filme com criatividade para mostrar situações engraçadas, advindas dessa situação. Nosso preconceito, muitas vezes sutil e camuflado, acaba sempre aparecendo de alguma forma, como acontece com o casal Verneuils e sua família. O casal é católico conservador e, como uma maldição, suas filhas se casaram com homens de diferentes nacionalidades e religiões. É o suficiente para causar um mundo de confusões, caras feias, ofensas e brincadeiras. O esforço do casal em nome da harmonia familiar chega a ser engraçado, pois eles não conseguem deixar se ser transparentes e esconder o descontentamento. Mas até eles serão transformados nesse processo, para melhor.
O filme se destaca por mostrar que todos os personagens possuem algum grau de preconceito. Essa mistura de culturas na telona e os conflitos que aparecem com a convivência é bem interessante. Imagine um jantar de família com pessoas de tudo quanto é origem. Não há preferência por uma cultura específica, religião ou qualquer coisa. O lado bom e ruim de cada uma é manifestado e o recado é a boa convivência e um viva à diversidade. São mostradas as vantagens desse tributo à diversidade, o que podemos aprender com diferentes culturas e perceber como podemos nos identificar com alguém que parecia ser tão diferente.
As piadas não são ofensivas, apesar de que o filme consegue chocar, em seu propósito, e isso é bom. Os atores estão numa sinergia muito boa, com destaque para Christian Clavier, que interpreta o pai da família, Claude Verneuil. Desde a primeira cena ele é hilário com suas caras e bocas e mais ainda com seus comentários, além de uma grande atuação. Podemos dizer que é uma das melhores comédias dos últimos tempos, que consegue lidar com uma situação séria de forma criativa, causando reflexão e uma boa sensação no todo.
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