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“Mexeu com ele, mexeu comigo!”

Atualmente, Dwayne Johnson é a autoridade maior quando se trata de filmes de ação e até de comédia. Tem sido feliz com os papéis e seu carisma e físico ajudam bastante. Após dois trabalhos sob a direção de Brad Peyton, Viagem 2 – A Ilha Misteriosa (2012) e Terremoto – A Falha de San Andreas (2015), ambos com continuação prevista a ser dirigida pelo mesmo, eles voltam a estar juntos em mais um filme de ação. O diferencial em Rampage é que nosso herói encara monstros gigantes e ainda se preocupa em curar o seu amigo, um gorila chamado George. O gorila possui uma presença forte no filme, é inteligente, conversa com as pessoas por gestos, é sensível e acaba sendo vítima de um acidente após uma experiência genética ilegal. Ele foi concebido via computação gráfica com captura de movimentos, feito pelo ator Jason Liles.

Você não precisa de desculpas para assistir um filme com Dwayne Johnson enfrentando três animais gigantes, alterados geneticamente, numa onda de destruição, e ainda tendo como amigo um gorila albino. O filme ganha um impulso forte nas cenas passadas na cidade de Chicago, com os monstros destruindo tudo pela frente e enfrentando as forças armadas… e Dwayne Johnson no meio! É uma cena longa e fantástica, catastrófica e empolgante, com adrenalina que segue até o final do filme. A dupla (homem e gorila) possui uma interação muito boa e a amizade entre eles exprime a importância de entendermos e respeitarmos a vida selvagem (o gorila é de uma espécie em extinção, por sinal).

O filme é uma adaptação da série de jogos “Rampage”, criada para o arcade (fliperamas) em 1986, no qual o jogador assume um dos três personagens, um lagarto, um gorila ou um lobisomem, e tenta sobreviver aos ataques de forças militares enquanto destrói a cidade. A proposta ficou bem similar. No filme, o nome do gorila e do lobo são os mesmos do game (George e Ralph). O jogo teve sequências até 2006, inclusive para PlayStation 2 e Wii.

As cenas iniciais possuem uma certa dose de ficção e suspense, com uma trilha sonora neste sentido, e logo depois percebemos uma série de situações absurdas e comportamentos incoerentes, uma tentativa fraca de chegar logo nas cenas de destruição da cidade, que nos faz praticamente esquecer tudo que veio antes. Dwayne Johnson está no papel de sempre, na sua primeira aparição em cena ele já repete um clichê, mas é aquele clichê que todos gostam. Coincidentemente, seu personagem é das forças especiais, assim temos a velha fórmula dos heróis inesperados (tudo contra eles que salvam a pátria ao invés das forças armadas), mas também uma boa e leve discussão sobre a importância da psicologia na interação com os animais, ao invés de sempre resolver as coisas na submissão através da força bruta, e a importância daqueles que se arriscam para combater a caça ilegal de animais.

O elenco conta ainda com Jeffrey Dean Morgan (o grande vilão Negan da série Walking Dead), que possui uma boa presença em cena neste filme, assim como Naomie Harris (indicada ao Oscar por “Moonlight” em 2016).

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Contemplativo e bem reflexivo, recheado de elementos orientais, como o mestre e o aprendiz, a força e simbologia da estátua do Buda, portas sem paredes ao redor, o colchão em contato com o solo, pequenos animais e ensinamentos pelas artes marciais, esta obra do diretor Kim Ki-duk representa o que há de melhor no drama sul-coreano.

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