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Conor é um garoto de 13 anos de idade, com muitos problemas na vida. No entanto, todas as noites ele se depara com uma gigantesca árvore-monstro que decide contar histórias para ele, em troca de escutar uma história do garoto. Embora as conversas com a árvore tenham consequências na vida real, elas ajudam Conor a escapar das dificuldades através do mundo da fantasia. Dirigido por Juan Antonio Bayona.

Fábulas:
Baseado no romance “O Chamado do Monstro” (título original do filme), de Patrick Ness, que também assina o roteiro, este filme apresenta um garoto de apenas 13 anos de idade, que precisa amadurecer rapidamente, pois está diante de momentos difíceis: sua mãe está com uma doença terminal, seu pai é um pouco ausente e a sua avó, com quem terá que conviver, não tem uma boa relação com ele. Junto a isso, o velho problema de ser alvo de bullying na escola.

O garoto, interpretado de forma bem natural e encantadora pelo ator Lewis MacDougall, possui um talento para desenhar e é bem imaginativo, criativo. Daí que algo fantástico surge: um monstro (na voz de Liam Neeson) passa a visitá-lo sempre na mesma hora da noite e promete contar três histórias para o garoto, em troca de uma quarta que o garoto será obrigado a contar de volta. As histórias são fábulas interessantes, no filme exibidas como arte em desenho, o que chamam de aquarela, predominando o contraste do preto dos personagens com o ambiente ao seu redor e descartando assim aquele exagero com computação gráfica que vemos na maioria das produções de filmes semelhantes, o que aqui fica como um ponto positivo. O filme em si é uma grande lição, com histórias dentro da história, sendo que todas são voltadas para o garoto, fazendo parte do seu crescimento, amadurecimento. O drama real vivido pelo garoto é pesado, então não se trata de um filme preferencialmente para crianças. Apesar disso, temos um belo e emocionante final.

O diretor espanhol Juan Antonio Bayona foi cuidadoso nas cenas, principalmente porquê existem muitas alternâncias entre a realidade e a fantasia, mas ambas se complementaram muito bem. Ele foi diretor também do excelente O Orfanato (2007) e vai encarar a sequência de Jurassic World, previsto para 2018.

Referências a outras grandes histórias e o significado da figura do monstro – SPOILER:
É importante reparar nas referências que o filme faz a outras histórias famosas e cheias de significado. Explicitamente, temos uma cena do filme King Kong e a visão simples do garoto sobre a forma equivocada como os humanos lidam com o monstro-gorila-gigante, contudo é preciso um pouco mais de atenção para reconhecer outras referências tais como “O Incrível Homem que Encolheu”, que aparece desenhado no caderno que o garoto encontra no final do filme, onde novamente aparece “King Kong” e outras referências. Também nessa cena final vemos um retrato na parede que mostra o avó do garoto (abraçado com a mãe), que é o próprio Liam Neeson, que faz a voz do monstro. Assim fica mais evidente que esse monstro-árvore-gigante representa para o garoto a figura do seu falecido avô.

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Fontes: http://www.planocritico.com/critica-sete-minutos-depois-da-meia-noite/

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