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Seduzido por uma moça da cidade, um fazendeiro tenta afogar sua mulher, mas desiste no último momento. Esta foge para a cidade, mas ele, arrependido, a segue para provar o seu amor. Dirigido por F. W. Murnau.

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Tarde demais (“The Heiress”, EUA, 1949)

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Tudo o que Desejamos (França, 2011)

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Toutes nos Envies (França, 2011)
Casada e mãe de dois filhos, Claire (Marie Gillain), de 32 anos, é juíza na cidade de Lyon, na França. Seu agitado cotidiano sofre um forte abalo: ela descobre que tem um tumor no cérebro e poucos meses de vida. Claire decide esconder sua morte iminente da família e ajudar Céline (Amandine Dewasmes), uma moça que pediu dinheiro emprestado a uma financeira e, sem condições de pagar, está sendo processada. Para isso, encontra a ajuda do colega de profissão Stéphane (Vincent Lindon). Dirigido por Philippe Lioret.
Desejamos…
Desejamos muitas coisas. Amor, saúde, justiça, são apenas alguns exemplos. O diretor Philippe Lioret assume um filme que é coerente e bastante maduro na abordagem de temas como estes. Na trama, a jovem juíza Claire tem câncer irreversível. O filme não fica focado nas cenas de sofrimento, vai muito além e aborda questões diversas, tendo a justiça um dos pontos centrais. É um excelente filme de tribunal e de relações entre pessoas. Interpretado por Vincent Lindon, Stéphane, juiz veterano e desencantado com a profissão, adquire rapidamente um afeto muito forte pela colega, talvez por ter se inspirado com o comprometimento e sacrifício pessoal dela, mesmo na situação delicada em que a mesma se encontra. A similaridade de ambos, indignados com a situação de Céline, e em busca da verdadeira justiça, acaba aproximando os dois nos últimos dias de vida de Claire. Isso fica claro no cuidado que ele passa a ter com ela e quando a presenteia com o símbolo da justiça. O significado dessa busca pela justiça pode dar um sentido a mais na vida da protagonista que possui pouco tempo de vida, e ao invés de se entregar a um tratamento invasivo, que só prolongaria um pouco sua vida e ainda com sofrimento, ela se entrega ao seu trabalho e a este ideal. Ambos os personagens são casados e felizes com suas famílias e a vida em família também é abordada no filme de forma bem singela, assim como a forte relação entre duas pessoas que a princípio eram somente colegas de profissão, uma jovem e um mais velho e maduro que se confundem entre seus ideais e seus sentimentos um pelo outro.
A justiça é discutida pelas suas facetas do que é justo e do que, de fato, é legal. A briga entre empresas grandes e pessoas desfavorecidas pode ter um resultado raro, a favor dessas últimas. O filme fala também de amizade, solidariedade, compaixão pelo outro. As cenas são delicadas em alguns momentos, como no carinho entre os casais, ou como na cena do lago, mas também fortes em outros. Entre a doença terminal e a busca pela justiça, nem sabemos se a personagem vai viver o suficiente para saber o resultado de sua batalha, pois vemos o quanto burocrática é a justiça, enquanto o tempo é um fator determinante para a protagonista. A narrativa é interessante quando nos mostra a passagem do tempo, pois inicia numa segunda, 13 de setembro, e vai até uma sexta, 14 de janeiro. Muitos detalhes podem ser detectados no filme, como quando Claire presenteia Céline com o mesmo perfume que sempre usou, o mesmo que o seu marido Christophe adora sentir nos seios da esposa. Ela mesma faz Céline usar o perfume nos seios, mesmo sabendo que a mesma viverá mais do que ela. Tudo o que desejamos está lá, tratado com realismo e mostrando algumas lições de humanidade.
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Canadá, ano de 2015. Diane Després (Anne Dorval) é surpreendida com a notícia de que seu filho, Steve (Antoine-Olivier Pilon), foi expulso do reformatório onde vive por ter incendiado a cafeteria local e, com isso, provocado queimaduras de terceiro grau em um garoto. Os dois voltam a morar juntos, mas Diane enfrenta dificuldades devido à hiperatividade de Steve, que muitas vezes o torna agressivo. Os dois apenas conseguem encontrar um certo equilíbrio quando a vizinha Kyla (Suzanne Clément) entra na vida de ambos. Dirigido por Xavier Dolan.

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