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Tabu (“Towelhead”, EUA, 2007)
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Jasira, uma garota de 13 anos, vive com sua mãe americana e o futuro padrasto, que está encantado com a crescente maturidade da garota. Por isso, sua mãe a envia para o Texas com seu rígido pai Libanês. Este trata de educá-la nos valores tradicionais da cultura muçulmana. Entretanto, Jasira segue sem saber muito bem o que fazer com sua sexualidade quando nota como seu corpo afeta os homens que a rodeiam, em especial seu vizinho (Aaron Eckhart), um atraente e intolerante soldado da marinha. Um filme de Alan Ball.

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O Homem da Terra (2007)
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Trata-se de um roteiro com muito conteúdo histórico com cerne na ciência e religião. Para isso, o diretor Richard Schenkman, a partir do roteiro de Jerome Bixby, opta por uma trama com muitos diálogos, todos inteligentes, até porquê entre os personagens temos professores, doutores, pessoas bem formadas. Um deles, John Oldman (David Lee Smith), protagonista, está de mudança e vai se afastar dos amigos, e resolve fazer uma revelação chocante sobre si mesmo, o que dá início a uma série de reações e discussões que vão nos dar uma aula de história, ciência, de tudo.

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Annabelle 2: A Criação do Mal (2017)
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Não podemos negar que o diretor David F. Sandberg conseguiu manter o nível do precursor James Wan, criador de Invocação do Mal e toda essa franquia que também incluí Annabelle e os futuros filmes A Freira e Invocação do Mal 3. A conexão que este filme faz com os anteriores é bem feita, disposta no meio da trama para agradar aos fãs e, para melhorar, esse filme é infinitamente superior ao primeiro Annabelle, que não agradou. É o mesmo diretor de Quando as Luzes se Apagam, que merece ser visto também. O roteiro é do mesmo do primeiro Annabelle, Gary Daubermann. E, é claro, James Wan está na produção, cuidando de seu legado.

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Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994)

The Shawshank Redemption (EUA, 1994)

Em 1946, o jovem e bem-sucedido banqueiro Andrew “Andy” Dufresne (Tim Robbins) é sentenciado a duas penas consecutivas de prisão perpétua pelo assassinato de sua esposa e de seu amante, a serem cumpridas na Penitenciária Estadual de Shawshank, no Maine, comandada pelo religioso e cruel agente penitenciário Samuel Norton (Bob Gunton). Rapidamente, Andy se torna amigo de Ellis “Red” Redding (Morgan Freeman), interno influente, também sentenciado à prisão perpétua, que controla o mercado negro do presídio. Ao longo das quase duas décadas de Dufresne na prisão, ele se revela um interno incomum. Dirigido por Frank Darabont.

“Somos todos inocentes”:
A liberdade e a esperança são tão vivas no filme que podem ser consideradas duas personagens interligadas. A humanidade e sua relação com esse sentimento de liberdade é tratada sob algumas óticas neste drama emocionante, com uma história bem elaborada, roteiro bem adaptado a partir de uma obra interessante, direção e atores excelentes. A trama a princípio é simples, mas possui reviravoltas surpreendentes e se revela com uma profundidade fantástica. É o que se pode resumir da sensação em relação a este que é um dos melhores filmes já exibidos.

Tim Robbins faz uma ótima atuação, interpretando Andy Dufresne, pessoa de personalidade fantástica e inspiradora, representando a esperança, entre outras coisas. Como se não bastasse, contracena com Morgan Freeman, que recebeu uma indicação ao Oscar de melhor ator interpretando o presidiário veterano Red, personagem contraditório que representa, entre outras coisas, o costume. Apesar de Freeman ter em sua carreira inúmeras indicações, Tim Robbins acabou saindo na frente quando recebeu o Oscar de melhor ator coadjuvante por seu papel perfeito no filme “Sobre Meninos e Lobos” (“Mystic River”, 2003), sendo que Freeman ganhou o mesmo prêmio em “Menina de Ouro” (“Million Dollar Baby”, 2004). Talvez se tivesse um prêmio de melhor dupla, eles ganhariam em 1995.

A narração é feita por Red, uma escolha certeira tanto para o livro, quanto para o filme. Interessante ver as coisas pela interpretação dele, inclusive a própria mudança pela qual passa. Dessa forma também analisamos o personagem Andy sem saber se ele é culpado ou não pelo crime, já que as cenas iniciais são duvidosas. Com o passar da história, muitas lições podem ser presenciadas. Todo homem deseja ser livre, porém o costume na prisão acaba fazendo com que se tenha medo do mundo lá fora, mesmo com toda a angústia dos primeiros dias na prisão, bem representada no filme. Ser prisioneiro de algo, mesmo que seja do próprio medo, mostra que existe a liberdade física e a liberdade interior, mostradas numa narração e cenas caprichadas e com uma direção madura de Frank Darabont.

Segundo o personagem: “Primeiro você detesta esses muros, depois se acostuma a eles até que você precisa deles”. A saída da cadeia se transforma em uma nova prisão, de medo e incertezas. O ex-presidiário é um ninguém, sem amigos, família ou futuro digno. A forma como o filme nos traduz o que a prisão faz com a vida de um ser humano é tanto perturbadora quanto bela. Nos envolvemos com os presidiários, sem precisar saber o motivo de estarem ali (todos dizem “Somos todos inocentes”), e passamos a vê-los como seres humanos não tão diferentes de nós mesmos.

O roteiro é uma adaptação do conto “Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank”, uma das quatro histórias do livro “Quatro Estações”, de Stephen King. Muitas histórias de King foram adaptadas para o cinema, embora a maioria delas sejam de terror, e podemos ver muitas adaptações ruins, mas não é o caso de “Um Sonho de Liberdade”, até porque o diretor Frank Darabont parece ser a melhor opção para os filmes adaptados das obras de Stephen King. Neste caso, ele também ficou responsável pela adaptação do roteiro. Dirigiu outras 3 adaptações de obras do escritor: “The Woman in the Room” (1983), “À Espera de um Milagre” (“The Green Mile”, 1999) e “O Nevoeiro” (“The Mist”, 2008). Estes dois últimos tiveram um resultado excelente e também foram relativamente fieis à obra.

“Um Sonho de Liberdade” foi indicado ao Oscar nas categorias de melhor filme, melhor ator (Morgan Freeman), melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor som, melhor edição e melhor trilha sonora. Uma pesquisa do jornal Independent apontou este como o filme mais injustiçado da história do Oscar, sendo que em seguida ficou “À Espera de um Milagre”; talvez tenha sido o azar de competir com “Forrest Gump: O Contador de Histórias”. Mesmo assim, ocupa o 72° lugar na “Lista dos melhores filmes estadunidenses” do American Film Institute e é considerado por muitos críticos como o melhor filme da história. Na lista do The Internet Movie Database (IMDb) ocupa a primeira posição, com o maior número de votos, superando grandes clássicos como “O Poderoso Chefão”, “Cidadão Kane” e “E o Vento Levou”.

A amizade é tratada como a chave para a liberdade plena, os dois personagens estabelecem uma amizade entre si que inspira a sobrevivência de ambos. A persistência e inteligência entram como parte da solução. E o diretor, nos momentos finais, nos dá quase que um presente inesperado, pois podemos imaginar que o filme caminharia para algo comum, mas acaba que a trama é direcionada para algo surpreendente e, ao mesmo tempo, gerando grandes emoções positivas.

“Não faço a mínima ideia do que
aquelas duas italianas cantavam.
Na verdade, nem quero saber.
É melhor não tentar explicar tudo.
Quero imaginar que seja algo tão belo que não…
pode ser expresso em palavras…
e faz seu coração se apertar… com a música.
Aquelas vozes voaram mais alto…
e mais longe do que se pode imaginar num lugar cinzento.
Era como um belo pássaro que voou para a nossa gaiola…
e fez os muros se dissolverem.
E, pelo mais breve momento…
cada homem de Shawshank se sentiu livre.”
Red

“- Valeu a pena ter ficado duas semanas na solitária?
– Dessa vez foi a mais fácil.
– Nunca é fácil ficar na solitária. Uma semana lá é como um ano.
– Acertou na mosca. Mas essa semana Mozart ficou comigo.
– Deixaram você levar o toca-discos para lá?
– Estava aqui (aponta para o cabeça). E aqui (aponta para o coração).
É por isso que a música é bela. Eles…
não podem tirá-la de você.”
Andy

__________________________________
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Shawshank_Redemption
http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/2013-02-10/um-sonho-de-liberdade-e-escolhido-o-filme-mais-injusticado-pelo-oscar.html
http://www.cinepipocacult.com.br/2012/03/um-sonho-de-liberdade.html
http://ccine10.blogspot.com/2011/12/um-sonho-de-liberdade-critica-na.html

Tags Relacionadas crítica, Frank Darabont, melhor filme, Morgan Freeman, resenha, Stephen King, Tim Robbins
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