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Uma adolescente de espírito livre foge de casa e parte numa viagem ao longo dos Estados Unidos. Para sobreviver, a jovem vende assinaturas de revistas, enquanto curte festas, se apaixona pela primeira vez e também acaba se envolvendo em crimes. Dirigido por Andrea Arnold.

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Annabelle 2: A Criação do Mal (2017)
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Annabelle 2: A Criação do Mal (2017)

Não podemos negar que o diretor David F. Sandberg conseguiu manter o nível do precursor James Wan, criador de Invocação do Mal e toda essa franquia que também incluí Annabelle e os futuros filmes A Freira e Invocação do Mal 3. A conexão que este filme faz com os anteriores é bem feita, disposta no meio da trama para agradar aos fãs e, para melhorar, esse filme é infinitamente superior ao primeiro Annabelle, que não agradou. É o mesmo diretor de Quando as Luzes se Apagam, que merece ser visto também. O roteiro é do mesmo do primeiro Annabelle, Gary Daubermann. E, é claro, James Wan está na produção, cuidando de seu legado.

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Essa é uma sequência da trilogia com George Clonney e Brad Pitt, que começou com o filme de 2001, uma ótima nova versão do clássico Onze Homens e um Segredo de 1960 (com Frank Sinatra e dirigido por Lewis Milestone). Só que agora temos personagens mulheres estrelando mais um grande roubo. Dirigido por Gary Ross.

Viver (“Ikiru”, Japão, 1952)

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Ikiru (Japão, 1952)
Kanji Watanabe, um idoso burocrata com câncer no estômago, é forçado a buscar o significado de sua existência nos seus dias finais. Dirigido por Akira Kurosawa.
Viver:
Considerado como um dos maiores filmes do diretor japonês mais famoso do mundo – Akira Kurosawa -, mostra a difícil situação de um homem idoso que descobre ter poucos meses de vida, diante de toda uma vida que ele percebe ter jogado fora. Mesmo com todos conflitos que este homem vai enfrentar, sua reviravolta repentina diante da morte que se aproxima, nos deixa uma grande lição.
Podemos dividir o filme em duas partes, a primeira mostrando a revolta e perdição de Watanabe diante da notícia fatídica, na qual passa a lembrar de momentos importantes de sua vida, se arrependendo de alguns, mas também sentindo saudade de outros bons momentos. Antes até mesmo de termos compaixão deste senhor, a sua mudança de atitude marca a segunda parte do filme, onde vemos a beleza da vida de um homem mesmo ao se aproximar a hora de sua morte.
Takashi Shimura protagoniza muito bem seu papel, sendo muito natural nas reações diante dos acontecimentos, até numa cena onde ele canta e chama a atenção das pessoas ao redor. Um detalhe é que esta mesma cantoria marca os momentos finais do filme, de forma emocionante.
RELAÇÕES PÚBLICAS: CHEFE DE SETOR. Está escrito na mesa de Watanabe, no seu ambiente de trabalho. Ele é o chefe de uma repartição pública na cidade de Tóquio, e está próximo de sua aposentadoria. Em mais de uma passagem, o diretor Kurosawa vai mostrar este mesmo ambiente, mas o espectador terá emoções distintas. Em dado momento, o serviço público é criticado diretamente, seja ao mostrar o protagonista em seu trabalho carimbando papéis e organizando a burocracia da repartição, mas sem fazer diferença alguma para a sociedade, seja numa marcante passagem onde um grupo da comunidade local precisa resolver uma questão pública, a respeito de um esgoto que poderia ser transformado num parque, mas acabam sendo sempre direcionados para a responsabilidade de outra repartição e, após algumas voltas, estão de volta ao começo. Ninguém ajuda a resolver o problema. Em outro momento, vemos que Watanabe abraça a causa e se realiza através dela, servindo de inspiração para os que ficarem. Saindo da mera burocracia e partindo para a ação política, contra todas as barreiras, tendo de convencer as demais repartições da prefeitura na condução das obras e outros atores afetados, percebemos que ele concretiza seu desejo com entusiamo. Kurosawa ainda incluí cena com a troca do chapéu do personagem, para marcar a sua transformação.
A doença, como provocador para uma consciência e preocupação com o sentido da própria existência, tem o seu lado bom. Primeiramente, vem a lamentação pelo que não viveu, ou que deixou de fazer. Mas antes de se dar por vencido, uma nova postura diante da vida, um cuidado com o mundo, com as pessoas, é a lição que fica.
“A vida é curta
Apaixonem-se, donzelas
Antes do desabrochar
Desfaleça os lábios
Antes da maré da paixão
Sinta dentro de você
Para aqueles como você
Que conhecem o amanhã”
(música cantada por Watanabe no filme)
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Fontes:
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