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Em 1946, o jovem e bem-sucedido banqueiro Andrew "Andy" Dufresne (Tim Robbins) é sentenciado a duas penas consecutivas de prisão perpétua pelo assassinato de sua esposa e de seu amante, a serem cumpridas na Penitenciária Estadual de Shawshank, no Maine, comandada pelo religioso e cruel agente penitenciário Samuel Norton (Bob Gunton). Rapidamente, Andy se torna amigo de Ellis "Red" Redding (Morgan Freeman), interno influente, também sentenciado à prisão perpétua, que controla o mercado negro do presídio. Ao longo das quase duas décadas de Dufresne na prisão, ele se revela um interno incomum. Dirigido por Frank Darabont.

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Infiltrado na Klan (EUA, 2018)
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A começar pela resumo da trama e sabendo que a direção é de Spike Lee, podemos esperar o melhor possível: em 1978, Ron Stallworth, um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo por meio de telefonemas e cartas, quando precisava estar fisicamente presente enviava um outro policial branco no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.

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Doutor Sono (2019)

Doctor Sleep (EUA, 2019)

Stephen King escreveu poucas continuações, embora tenha algumas histórias em série, como a saga A Torre Negra, contendo 7 livros, e a trilogia Mr. Mercedes que ganhou um seriado excelente. Apesar disso, seus personagens tendem a aparecer ou serem citados novamente em várias de suas histórias. Doutor Sono é de fato a continuação de O Iluminado, tendo o garotinho Dan Torrance da primeira história, agora um homem de meia idade. Apesar de ter lido muitas obras do escritor, não conheço Doutor Sono, então vou avaliar o filme sem comparação com o livro.

Não é segredo que o filme vem carregado de referências ao primeiro, eu senti uma revisitada à atmosfera do Hotel Overlook, o que deixou uma interessante característica de seguência com muita nostalgia. Por outro lado, um enredo insistindo na repetição de eventos – ocorridos em O Iluminado – estragou muito do mistério e do suspense. Em muitos momentos, percebemos o que está por vir.

É um filme acessível mesmo para não entendedores de King, pois um dos primeiros diálogos resume didaticamente o que significou os eventos no primeiro filme, um resumo qualificado do que ocorreu no hotel. Após essa preparação, vem uma interessante história com outras pessoas iluminadas além do Dan, expandindo esse universo onde todos temos um certo “brilho”, alguns mais conscientes do poder, mas poucos o tendo intensamente. A trama acrescenta um grupo denominado Verdadeiro Nó, que se alimenta de iluminados, liderado pela personagem de Rebecca Ferguson. A história é bem criativa e parece plausível – afinal, vem da cabeça de Stephen King.

Falando no mestre, lembremos que ele reprovou a versão cinematográfica de O Iluminado, comandada por Stanley Kubrick em 1980, por conter divergências com a obra. E agora, o diretor Mike Flanagan coloca Doutor Sono como uma continuação direta da versão de Kubrick. Não procurei saber se o escritor aprovou essa, mas afirmo que houve acerto em explorar bem os enfrentamentos atuais do personagem Dan, saindo do frio do Colorado onde fica o Hotel para encarar o calor atual onde ele vive, na Flórida, com suas batalhas. As batalhas mentais estão bem ilustradas em tela, é o ponto máximo do filme. De brinde, um elenco de destaque: Ewan McGregor misturando vulnerabilidade e maturidade; a garotinha Kyliegh Curran mostrando força e coragem, afinal ela é uma nova protagonista; e Rebecca Ferguson muito boa como uma vilã cruel e sedutora.

Algumas baixas no enredo incomodaram, como decisões com pouco sentido e desculpas para revisitar trechos do primeiro filme. É natural que uma sequência tenha referências, mas ficar muito na sombra de algo que foi muito bem recebido significa que não houve ousadia, parece que o diretor não quis arriscar ou então o roteiro não permitiu. De uma forma ou de outra, faltou ousadia. Uma discussão envolvendo post mortem pode dividir opiniões, mas ao menos justifica o título do filme e deixa sua frase de efeito “a gente continua a existir”.

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