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Foi uma tortura concluir essa lista visto que os filmes originais Netflix, em sua grande maioria, são decepcionantes. E eu vi muitos para conseguir gostar de 10, chegando ao ponto de cancelar minha assinatura até que um dia tenha motivos para ativar novamente. Mas ,enfim, eis que temos 10 filmes bem legais produzidos pela própria Netflix.

Horas de desespero (EUA, 2015)

Eu indico
No escape (EUA, 2015)

Jack Dwyer (Owen Wilson) é um americano que se muda comsua família para o exterior, no sul do Leste Asiático, por conta de seu trabalho.Porém, se depara com um golpe de Estado e então precisa fugir desesperadamente com sua família, já que todos os estrangeiros estão sendo executados de imediato. Dirigido por John Erick Dowdle.
Situação desesperadora, medidas desesperadas:
A situação dessa trama é realmente desesperadora e nada melhor do que um diretor com experiência no gênero terror para conduzir o filme. John Erick Dowdle foi diretor dos filmes Assim na Terra Como no Inferno (2014), Demônio (2010) e Quarentena (2009). Demônio foi aquele escrito por M. Night Shyamalan e também está neste blog:
Imagine que você é um americano… até aqui, talvez, esteja tudo bem. Entretanto, acaba de se mudar para um país estrangeiro e, algumas horas depois, ocorre um golpe de Estado e todo o lugar fica extremamente violento, do tipo “morte a qualquer estrangeiro sem pestanejar”. Como existe um conflito relacionado ao acordo sobre o controle da água, a situação piora para o americano Jack Dwyer (Owen Wilson), que é um dos representantes de uma empresa relacionada com o tema. Enfim, os rebeldes pretendem matar todos os americanos que estiverem no país e possuem a foto de Jack Dwyer. O pior ainda é que ele levou, consigo, sua esposa e suas duas filhas pequenas.
É interessante como o filme toma logo forma para mostrar o que se pretende, sem necessidade de muita introdução, e a partir daí praticamente não para. Não há descanso para a família que precisa se esconder, fugir e encontrar uma forma de escapar dali. A trama mantém quase o mesmo ritmo intenso até o último minuto, embora a melhor cena de todas ocorra logo no início. Sem revelar detalhes, se prepare para a cena da fuga no terraço do hotel onde a família estava hospedada. É uma cena bem criativa, que quebra clichês, e pode ficar como uma das mais tensas e bem imaginadas para este tipo de filme. Não tem como não se colocar na pele do pai e imaginar como você agiria naquela situação.
Owen Wilson, quase sempre lembrado pelos seus papéis de comédia, mais uma vez surpreende num papel dramático e mais forte, assim como o fez no maravilhoso filme de Woody Allen, Meia-noite em Paris (2011), que mesmo sendo uma comédia, é um filme, digamos, mais intelectual comparado aos demais que Owen Wilson participou.
Outra coisa que chamou atenção foi a forma como o personagem principal é apresentado ao conflito que se inicia. A reação de Owen Wilson é realista o suficiente e, para ajudar, a fotografia do filme é boa (Léo Hinstin), a câmera se movimentando para os lugares certos e nos passando o ponto de vista de quem está no meio do fogo cruzado. A trilha é de Marco Beltrami e acompanha bem as sequências do filme de causar agonia. É o que se chama de terror de sobrevivência. São como presas em constante perigo de morte, num local desconhecido, e só resta a Jack Dwyer manter a calma e conduzir sua família. Temos também a presença do personagem de Pierce Brosnan, um oficial arrependido por seus trabalhos anteriores e disposto a ajudar a família. As cenas com ele dão uma pitada de ação mais “leve de se ver”.
Em muitos momentos, temos a impressão de que estamos seguindo os passos dessa família, acompanhando em tempo real como se fossemos um repórter ou o cameraman do filme. Com um orçamento de US$ 5 milhões, comparado ao resultado, podemos dizer que o custo-benefício da obra foi muito positivo.
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Fontes:

http://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/criticas/2015/10/critica-horas-de-desespero

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