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Jack Dwyer (Owen Wilson) é um americano que se muda comsua família para o exterior, no sul do Leste Asiático, por conta de seu trabalho.Porém, se depara com um golpe de Estado e então precisa fugir desesperadamente com sua família, já que todos os estrangeiros estão sendo executados de imediato. Dirigido por John Erick Dowdle.
Situação desesperadora, medidas desesperadas:
A situação dessa trama é realmente desesperadora e nada melhor do que um diretor com experiência no gênero terror para conduzir o filme. John Erick Dowdle foi diretor dos filmes Assim na Terra Como no Inferno (2014), Demônio (2010) e Quarentena (2009). Demônio foi aquele escrito por M. Night Shyamalan e também está neste blog:
Imagine que você é um americano… até aqui, talvez, esteja tudo bem. Entretanto, acaba de se mudar para um país estrangeiro e, algumas horas depois, ocorre um golpe de Estado e todo o lugar fica extremamente violento, do tipo “morte a qualquer estrangeiro sem pestanejar”. Como existe um conflito relacionado ao acordo sobre o controle da água, a situação piora para o americano Jack Dwyer (Owen Wilson), que é um dos representantes de uma empresa relacionada com o tema. Enfim, os rebeldes pretendem matar todos os americanos que estiverem no país e possuem a foto de Jack Dwyer. O pior ainda é que ele levou, consigo, sua esposa e suas duas filhas pequenas.
É interessante como o filme toma logo forma para mostrar o que se pretende, sem necessidade de muita introdução, e a partir daí praticamente não para. Não há descanso para a família que precisa se esconder, fugir e encontrar uma forma de escapar dali. A trama mantém quase o mesmo ritmo intenso até o último minuto, embora a melhor cena de todas ocorra logo no início. Sem revelar detalhes, se prepare para a cena da fuga no terraço do hotel onde a família estava hospedada. É uma cena bem criativa, que quebra clichês, e pode ficar como uma das mais tensas e bem imaginadas para este tipo de filme. Não tem como não se colocar na pele do pai e imaginar como você agiria naquela situação.
Owen Wilson, quase sempre lembrado pelos seus papéis de comédia, mais uma vez surpreende num papel dramático e mais forte, assim como o fez no maravilhoso filme de Woody Allen, Meia-noite em Paris (2011), que mesmo sendo uma comédia, é um filme, digamos, mais intelectual comparado aos demais que Owen Wilson participou.
Outra coisa que chamou atenção foi a forma como o personagem principal é apresentado ao conflito que se inicia. A reação de Owen Wilson é realista o suficiente e, para ajudar, a fotografia do filme é boa (Léo Hinstin), a câmera se movimentando para os lugares certos e nos passando o ponto de vista de quem está no meio do fogo cruzado. A trilha é de Marco Beltrami e acompanha bem as sequências do filme de causar agonia. É o que se chama de terror de sobrevivência. São como presas em constante perigo de morte, num local desconhecido, e só resta a Jack Dwyer manter a calma e conduzir sua família. Temos também a presença do personagem de Pierce Brosnan, um oficial arrependido por seus trabalhos anteriores e disposto a ajudar a família. As cenas com ele dão uma pitada de ação mais “leve de se ver”.
Em muitos momentos, temos a impressão de que estamos seguindo os passos dessa família, acompanhando em tempo real como se fossemos um repórter ou o cameraman do filme. Com um orçamento de US$ 5 milhões, comparado ao resultado, podemos dizer que o custo-benefício da obra foi muito positivo.
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Fontes:

http://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/criticas/2015/10/critica-horas-de-desespero

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