O Médico e o Monstro (“Dr Jekyll and Mr Hyde”, EUA, 1931)
Eu indico Dr Jekyll and Mr Hyde (EUA, 1931 O
Eu indico Dr Jekyll and Mr Hyde (EUA, 1931 O
Salvador, Brasil. Roberto (Chico Diaz) acabou de perder a esposa e está solitário e infeliz. Além disso, o relacionamento com seu único filho, Júlio (Caio Castro), vai de mal a pior. Um dia, após se embebedar e fracassar ao tentar contratar uma prostituta, ele acaba atropelando um garoto. Desesperado, ele coloca o menino no carro e o leva ao hospital mais próximo. Apesar do socorro imediato, Roberto precisa prestar esclarecimentos na polícia e corre o risco de ser preso. Paralelamente, Júlio se envolve com uma garota (Camilla Camago) e procura se sustentar através do tráfico de drogas em festas badaladas que ocorrem na cidade. Dirigido por João Gabriel.
Susan (Eva Green) é uma estudiosa epidemiologista em crise com o amor. Ao conhecer o sedutor Michael (Ewan McGregor), um talentoso chefe de cozinha, tenta resistir, mas logo acaba rendendo-se. No entanto, enquanto a paixão do casal aumenta, uma misteriosa pandemia se espalha pelo mundo. Dirigido por David Mackenzie.

Coherence (EUA / Reino Unido, 2013)
Durante um jantar, oito amigos começam a falar sobre a proximidade de um cometa, e sobre os rumores de que a passagem deste é capaz de trazer mudanças graves no comportamento das pessoas. Logo após a discussão, a luz acaba e estranhos fenômenos começam a acontecer com os convidados, questionando a noção de realidade. Dirigido por James Ward Byrkit.
Coerência:
James Ward Byrkit já causa boa impressão, assumindo também o roteiro e cedendo a própria sala de estar para o cenário principal, onde quase todo o filme se passa. Com uma abordagem em torno de uma temática comum em filmes de ficção, ele consegue tornar a trama envolvente e original ao focar no raciocínio científico e no realismo diante das reações dos personagens. Com baixo orçamento, recursos limitados e muita liberdade para os atores improvisarem, o resultado torna-se eficaz para os espectadores que forem conquistados ao aceitar a situação – aparentemente absurda – na qual os personagens são envolvidos, e assim desfrutar de todo o mistério até o final da trama.
Acredito que a maioria, facilmente, vai se inserir na dinâmica da trama. Inclusive, com os efeitos de câmera, limitados, sem muita preocupação com os cortes, o resultado deixa uma impressão de que estamos lá, filmando tudo com uma câmera amadora. Dessa forma, acabou auxiliando na imersão do espectador. Para entender a situação em si, nem é necessário muito esforço, pois rapidamente há uma explicação e a aceitação desta, por parte dos personagens, é bem natural e faz com que o espectador aceite junto. Ao apresentar uma teoria existente – física quântica e o gato de Schrodinger – a situação fica um pouco mais plausível. Entretanto, a partir de então fica o exercício que vai mexer com a capacidade de raciocínio lógico do espectador, para entender o que está mudando, quem é quem, e até quem pode estar mentindo e se aproveitando.
Segundo informações em fóruns de discussão virtuais, o diretor afirmou que as filmagens foram feitas em cinco noites, onde os atores recebiam uma página de notas com as instruções para cada noite. E apenas com um pouco de auxílio do diretor, apresentando o argumento e dando algumas dicas, os atores tinham que se virar no improviso. É como se todos eles fizessem parte do roteiro e da direção. Muitos acontecimentos da trama foram surpresa para os profissionais.
Aproveitem o mistério do filme e só leiam o SPOILER abaixo depois de assisti-lo.
Resumo da situação e final do filme – SPOILER:
A física quântica e o gato de Schrodinger tratam de dimensões paralelas geradas por decisões diferentes que as pessoas fazem. O filme acompanha muito a perspectiva da personagem Emily. Sempre que os personagens passam pelo ponto escuro da rua, eles entram em contato com outra dimensão e fica praticamente impossível voltar àquela na qual estavam quando tudo começou. Então, por exemplo, quando os dois caras saem da casa no início do filme, os que voltam trazendo a caixa não são mais os mesmos que estavam lá anteriormente. Assim, são criadas várias dimensões parta cada decisão tomada. A caixa é uma prova disso, pois o objeto escolhido muda: urso, porta copo, raquete de ping-pong, lenço, seringa, faca etc.
A situação gera tensões já que a convivência com “cópias” de si mesmo não é algo natural. Emily entende tudo muito rápido e decide sair em busca de uma dimensão onde todos os amigos estejam se entendendo bem (ou que ainda não tenham entendido a situação). Ela tenta eliminar a Emily daquela dimensão, só que o cometa passa e ela percebe, quando finalmente chega o dia (já que a linha do tempo voltou ao normal), que a outra Emily está viva. Assim, ela fica presa numa dimensão com duas Emilys. Da mesma forma, a dimensão que ela deixou, provavelmente, ficou sem Emily alguma.
Aos doze anos, Zain carrega uma série de responsabilidades: é ele quem cuida de seus irmãos no cortiço em que vive junto com os pais, que estão sempre ausentes graças ao trabalho. Quando sua irmã de onze é forçada a se casar com um homem mais velho, o menino fica extremamente revoltado e decide deixar a família. Ele passa a viver nas ruas junto aos refugiados e outras crianças que, diferentemente dele, não chegaram lá por conta própria. Dirigido por Nadine Labaki.
O filme conta a história de Leslie (Elizabeth Taylor), Bick (Rock Hudson) e Jett (James Dean). Bick conheceu Leslie quando foi a casa do pai dela comprar um cavalo premiado e os dois se apaixonaram. Eles se casam e vão para o Texas - terra de Bick - e lá constroem sua família, no rancho Reata. Ali perto mora Jett, que de certa forma é inimigo de Bick. A cada dia que passa os dois continuam se odiando, ainda mais quando Jett enriquece e se torna um magnata do petróleo. O filme aborda claramente a intolerância racial e é um épico imbatível que explora o assunto e defende o fim do racismo.
Eu indico I Am a Fugitive From a Chain Gang
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