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Esse filme é um presente merecido para os fãs, já que o resultado ficou excelente. Adaptação feita com muito cuidado, em detalhes, conseguindo ser assustador e ao mesmo tempo agradável. A mensagem principal - que não poderia ficar de fora - está lá: a personificação do medo, que é a definição da Coisa, o palhaço monstruoso que se materializa no medo de suas vítimas e se alimenta dessa sensação de medo. O diretor argentino Andrés Muschietti merece louvor por deixar 2 horas e 15 minutos de diversão e cenas assustadoramente criativas.

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Uma adolescente de espírito livre foge de casa e parte numa viagem ao longo dos Estados Unidos. Para sobreviver, a jovem vende assinaturas de revistas, enquanto curte festas, se apaixona pela primeira vez e também acaba se envolvendo em crimes. Dirigido por Andrea Arnold.

Doçura americana:
Este é um roadmovie onde jovens percorrem juntos as estradas, desde o Oklahoma e atravessando o Meio-Oeste dos EUA, em busca de uma estabilidade. Sasha Lane, agora com 21 anos, atua pela primeira vez neste filme e já como protagonista. Na trama, a jovem exótica, que diz se chamar Star, estava procurando restos de comida em lixões e acaba saindo dessa vida depois de ser convidada pelo personagem de Shia LaBeouf – espécie de caçador de talentos – para embarcar numa viagem com outros jovens a fim de ganhar a vida vendendo assinaturas de revistas. Jovens que largaram os estudos ou não tiveram oportunidades e viram neste negócio a chance de conseguir uma estabilidade mínima.
É claro que essa estabilidade não se sustenta e alguns deles, como os dois personagens principais, interpretados pela Sasha Lane e pelo conhecido Shia LaBeouf, percebem isso depois de um tempo e procuram dar o seu jeito com uma visão de futuro, não seguindo à risca todas as regras às quais são impostos, o que já é um argumento bom para mostrar essa luta contra um sistema capitalista e difícil. Os jovens dessa equipe rejeitam as estruturas capitalistas da sociedade, entretanto estão submetidos a esse sistema e acabam apresentando comportamentos controversos. Eles percorrem subúrbios e bairros ricos para oferecer assinaturas de porta em porta, o que leva a cenas bem interessantes. Eles dormem em hotéis baratos de beira de estrada e até conseguem se divertir em farras noturnas com os outros integrantes de sua tribo. Enfim, formam uma família que praticamente substitui suas famílias verdadeiras que foram deixadas por eles ou os abandonaram.
É um filme longo, quase três horas de duração, mas vale muito a pena pois a história é bem contada e com bons atores, além de apresentar uma fotografia bacana por conta do visual das estradas e arredores. Capturou muito bem essa realidade e a violência e volatilidade presente no dia a dia desses vendedores itinerantes. A cineasta inglesa Andrea Arnold informou numa entrevista: “Foi essencialmente isso o que me atraiu: a ideia de que todos esses jovens vindos de todo lugar tinham vida difícil. Acho que não é tanto que eles vendam assinaturas de revistas – eles se vendem, se bem que eles não pensem nesses termos, acredito.”. Os atores tiveram que viajar mesmo, junto com seus personagens neste percurso, para vários lugares e acabaram criando um elo entre si, fora dos bastidores. Inclusive houve um relacionamento entre os atores principais, Sasha Lane e Shia LaBeoufassim, como houve entre seus personagens. Andrea Arnold nunca revelava o próximo destino da viagem aos atores. Enquanto escreveu o filme, percorreu o país encontrando equipes de vendedores de assinaturas e acabou conhecendo uma jovem que entrou para uma dessas equipes assim que saiu da prisão e foi estuprada três vezes.
No Festival de Cannes 2016, concorreu à Palma de Ouro e venceu os prêmios do Júri e ainda Menção Especial do Júri. American Honey é o nome de uma música da banda Lady Antebellum, que pode ter sido escolhida para representar a personagem principal e toda essa atmosfera dos jovens que possuem uma alma libertina e caem nas estradas da vida em busca de melhores condições.
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Fontes:
Tags Relacionadas American Honey, American Honey Review, American Honey Trailer, Andrea Arnold, crítica Docinho da América, Docinho da América, Lady Antebellum, Robbie Ryan, Sasha Lane, Shia LaBeouf
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