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Lucy, uma garota tímida da pequena cidade de Ohio, EUA, ama filmes e acaba conhecendo o trabalho único de Federico Fellini, um dos mais importantes diretores italianos, responsável por filmes como A Doce Vida (1960), Oito e meio (1963), Amarcord (1973), A Estrada da Vida (1954) e Noites de Cabíria (1957). Lucy está tendo problemas em encarar a realidade e acaba embarcando numa viagem estranha e bonita pela Itália para encontrar Fellini. Ao longo do caminho ela descobre muito além do que esperou. Dirigido por Taron Lexton.

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Diário de um Jornalista Bêbado (“The Rum Diary”)

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Diário de um Jornalista Bêbado (EUA, 2011)

Paul Kemp (Depp) é um jornalista itinerante, que cansa de Nova York e viaja para Porto Rico, para escrever para um jornal. Kemp tem o hábito de beber rum e fica obcecado pela bela Chenault (Heard), que está noiva de um empresário local.
Jornalismo e rum:
Hunter S. Thompson foi um jornalista e escritor norte-americano, tendo como segunda obra “Diário de um Jornalista Bêbado”. H. S. Thompson suicidou-se com um tiro de espingarda na cabeça em 20 de fevereiro de 2005. Ele deixou um bilhete em que se mostrava deprimido e sofrendo de terríveis dores após uma cirurgia na região da bacia. Seu corpo foi cremado e as cinzas foram lançadas ao céu por um pequeno foguete, em uma cerimônia bancada pelo próprio Johnny Depp, seu amigo e que também interpretou o personagem Raoul Duke na versão para o cinema de seu livro mais famoso: Medo e Delírio em Las Vegas (“Fear and Loathing in Las Vegas”, 1998).
O filme é dirigido por Bruce Robinson e conta com Johnny Depp interpretando o jornalista itinerante Paul Kemp que, cansado das convenções morais de uma América conservadora, viaja à bela ilha de Porto Rico, para trabalhar em um decadente jornal local, o “The San Juan Star”, administrado pelo tirânico Lotterman (Richard Jenkins). De cara o jornal não passa uma boa impressão e não cumpre o seu papel de forma ética, pois quando Kemp chega para se apresentar a Lotterman, está havendo uma manifestação de trabalhadores na porta da empresa e Lotterman nem faz questão de saber do que se trata.
Adotando o ritmo calmo do lugar, regado a muito rum, Paul começa a se apaixonar por Chenault (Amber Heard), noiva de Sanderson (Aaron Eckhart), um dos maiores empresários da cidade, que planeja converter Porto Rico num paraíso do capitalismo. Ele tenta usar o jornalista para escrever a favor dos seus negócios. Com o poder da palavra, Paul deve encarar o seu dilema: beneficiar os empresários corruptos ou denunciá-los. O filme mostra o significado do que deve ser o verdadeiro jornalista, uma pessoa com a responsabilidade de ir atrás da verdade e até mais além, de contra a corrupção e injustiça, compartilhando a verdade e fazendo a notícia chegar aos leitores.
Vemos em algumas cenas as belas paisagens do Caribe, e em outras a parte feia de Porto Rico, o que é interessante pois traz essa realidade contraditória para o filme, e já entra na questão principal que é o dilema do jornalista em aproveitar a oportunidade e se entregar à corrupção (e ele experimenta um pouco desta corrupção) ou fazer a coisa certa, que a ética de sua profissão pede. Após um tempo o jornalista acaba tendo que alugar e dividir um apartamento bem decadente, onde convive com dois personagens interessantes e que, junto com Deep, trazem uma boa dose de comédia para o filme. A sinergia dos 3 atores ficou muito boa, até porque é difícil contracenar com Depp e ter um certo destaque, principalmente porque ele está no seu tipo de papel (imagine um jornalista errante, num local desconhecido para ele, e que anda quase o tempo todo bebendo rum e se metendo em confusões). Os dois personagens citados são interpretados pelos atores Giovanni Ribisi (que faz o papel do alucinado Moberg e é um ator que eu já gostava) e Michael Rispoli (interpreta Bob Sala). Existem algumas cenas bem divertidas envolvendo estes personagens, puxando o filme para o lado da comédia, de forma bem agradável.
Aqui algumas frases de peso que extraí do filme:
“Você sente o cheiro? É o cheiro de bastardos. É também o cheiro da verdade. Sinto o cheiro de tinta.”
“Eu quero fazer uma promessa para você, leitor. E eu não sei se eu posso cumpri-la amanhã, ou até mesmo no dia depois disso. Mas eu coloquei os bastardos deste mundo em alerta. Que eu não tenho os melhores interesses no coração. Vou tentar falar para o meu leitor. Essa é a minha promessa. E será uma voz feita de tinta e raiva.”
__________________________________

Fontes:
http://omelete.uol.com.br/rum-diary-diario-de-um-jornalista-bebado/cinema/diario-de-um-jornalista-bebado-critica/
http://www.guiadasemana.com.br/cinema/filmes/sinopse/diario-de-um-jornalista-bebado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hunter_S._Thompson

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