Crimes Ocultos (Child 44, 2015)
Eu indico Child 44 (EUA / República Tcheca / Reino
Eu indico Child 44 (EUA / República Tcheca / Reino
Aplaudido no festival de cinema independente Overlook Film Festival, um terror psicológico e, ao mesmo tempo, bastante reflexivo. Paul (Joel Edgerton) mora com sua esposa e o filho numa casa isolada, com uma certa segurança diante de uma espécie de epidemia. Um dia chega uma família desesperada procurando refúgio e eles aceitam. Aos poucos, a paranoia e desconfiança vão aumentando e Paul vai fazer de tudo para proteger sua família contra algo que vem aterrorizando a todos. Escrito e dirigido por Trey Edward Shults.
Newt Scamander reencontra os queridos amigos Tina Goldstein, Queenie Goldstein e Jacob Kowalski. Ele é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore, para enfrentar o terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald, que escapou da custódia da Macusa (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre seres de magos sangue puro e seres não-mágicos. Dirigido por David Yates e roteiro de J. K. Rowling.

The Last House on the Left (EUA, 2009)
No dia de seu aniversário de 17 anos, a jovem Mari Collingwood (Sara Paxton) e uma amiga acabam nas mãos de cruéis criminosos que escaparam da prisão, comandados por Krug (Garret Dillahunt). Enquanto seus pais (Tony Goldwyn e Monica Potter) organizavam os preparativos de uma festa surpresa para ela, Mari e sua amiga são violentadas e mortas. No dia seguinte, os assassinos vão refugiar-se exatamente na casa dos pais da vítima, sem imaginar o destino infeliz que os aguardava. Dirigido por Dennis Iliadis, com Wes Craven como produtor.
Família Vingança:
Bebendo da fonte do filme A Fonte da Donzela (“Jungfrukällan”, Suécia, 1959), que foi do grande diretor sueco Ingmar Bergman e venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro, duas refilmagens se seguiram. Refilmagens que repaginaram e, digamos, modernizaram a estrutura original. Em 1972 surgiu Aniversário Macabro, dirigido e roteirizado por Wes Craven (sim! O conhecido por filmes de terror, entre eles “Pânico” e “A Hora do Pesadelo”), sendo a sua estreia como diretor e já causando alvoroço (coisas de Wes Craven mesmo) tendo sido proibida a sua exibição em muitos países por algum tempo, devido às cenas de sexo e violência explícita.
Então este A Última Casa à Esquerda, de 2009, é a última refilmagem – até então – do clássico de Ingmar Bergman. O fato de existir uma casa mais isolada, no final rua, com uma família que, por acaso, acaba abrigando um grupo de psicopatas, já dá uma ideia da situação. Entretanto, quem espera falta de originalidade, por similaridade com outros filmes, vai se surpreender positivamente. O filme possui uma grande inversão a favor daqueles que costumam tomar o lado do bem… mas esse bem é bom mesmo?
Alguns acontecimentos levam a garota Mari e sua amiga a se encontrar com os bandidos, sendo sequestradas e violentadas (ao que parece, a sequência de estupro levou mais de 15 horas para ser filmada). A família de Mari, posteriormente, abriga a família de psicopatas e acaba descobrindo o que eles fizeram. A grande vantagem da surpresa está nas mãos dos pais… e eles não fazem feio. A forma como a violência aparece é, ao mesmo tempo, explícita e interessante, principalmente nos momentos de vingança que marcam a segunda metade do filme, gerando grande tensão e expectativas crescentes, características de um suspense bem feito.
Não consegue levantar novas questões em relação ao original de Ingmar Bergman. Contudo, a reviravolta e as cenas com doses de violência que a família se permite para com os assassinos é o grande triunfo aqui. Podemos sentir um certo prazer em ver os assassinos passarem de predadores à presa e nos questionar até que ponto o ser humano pode chegar para se vingar, de forma cruel, das pessoas que machucaram ou acabaram com a vida de alguém próximo. E até que ponto alguém chegaria para se defender e dar o troco àqueles que merecem.
Contemplativo e bem reflexivo, recheado de elementos orientais, como o mestre e o aprendiz, a força e simbologia da estátua do Buda, portas sem paredes ao redor, o colchão em contato com o solo, pequenos animais e ensinamentos pelas artes marciais, esta obra do diretor Kim Ki-duk representa o que há de melhor no drama sul-coreano.
Eu indico The Peanuts Movie (EUA, 2015) Próximo das férias
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