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Bohemian Rhapsody (2018)
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Rami Malek é o ator do ano! O cara está tão bom que chega a assustar. Ele canta em algumas cenas, mas é no grande palco que se torna a encarnação de Freddie Mercury, principalmente no clímax do filme, cantando ou dublando e se mexendo daquele jeito, com toda a performance do artista a ponto de chegarmos a acreditar que estamos assistindo a um show do Queen no telão, para só depois despertarmos e percebermos que é uma encenação. A respeito do artista Freddie Mercury e da banda Queen, Bryan Singer faz bonito demais e celebra de forma emocionante a trajetória da banda, tendo o Freddie Mercury como principal na história.

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O Homem Cordial (Brasil, 2019): resenha

Paulo Miklos em O Homem Cordial (Brasil, 2019)

Há quase um ano atrás estive no Festival de Gramado, em sua 47° edição. Na noite de abertura esse filme de Iberê Carvalho, O Homem Cordial (Brasil, 2019), foi exibido juntamente com o gigante popular Bacurau (Brasil, 2019). Então, neste momento, procuro relembrar o filme do Iberê Carvalho (roteiro do próprio Iberê e de Pablo Stoll) e trazer minha percepção do que foi uma excelente experiência cinematográfica.

No festival supracitado, o filme levou o prêmio de melhor ator para Paulo Miklos. O ex-vocalista dos Titãs protagoniza o filme brilhantemente, deixando os concorrentes sem muita chance. Além disso, levou como Melhor Trilha Musical (Sascha Kratzer), o que é interessante pelo fato da música fazer parte do enredo. A situação da pandemia tem segurando a estreia do filme nas salas cinemas, mas não impediu que ele recebesse outros prêmios, alguns recentes como o de Melhor Filme e Melhor Ator no Barcelona Indie Filmakers Festival.

Vejamos então a sinopse e comentários sobre O Homem Cordial (Brasil, 2019)

Após um vídeo viralizar na Internet, Aurélio (Paulo Miklos) passa a ser responsabilizado pela morte de um policial. Aurélio faz parte de uma banda punk de sucesso nos anos 1980 e precisa enfrentar uma onda de indignação popular após o ocorrido.

A experiência de assistir O Homem Cordial não é contemplativa, no sentido de ver, assimilar, relaxar. Aqui acompanhamos algumas horas, quase em tempo real, na vida desse personagem após o evento estopim. Capturado pelo olhar de estranhos que assistem ao caso e a seus desdobramentos através das redes sociais, ele é julgado sem muito filtro e perseguido. Analogamente, entra em cena a polícia indignada pelo fato de um colega ter sido assassinado.

Além do mais, no quesito técnico, o enquadramento persegue Aurélio como se ele estivesse num survivor game, testando o personagem no viés reativo para com as situações e Paulo Miklos no quesito interpretativo de seu personagem. Papel difícil, atuação caprichada. Decerto que esse formato absorve bem o espectador para o cenário fictício e tortura; sabemos o quanto a proposta é real e factível e pode acontecer constantemente em nosso dia a dia.

A cordialidade mandou lembranças!

O brasileiro, o ser humano em geral, é realmente cordial? Somos dominados por impulsos e passamos do que seria a cordialidade para a raiva e hostilidade. Nessa época onde as redes sociais influenciam rapidamente a maioria das pessoas, essa transformação da mansidão para o ódio é acelerada. E o filme segue essa cadência de hostilidades que vão ficando mais intensas, cena a cena, até um desfecho pesado e necessário, onde um tapa na cara seguido de amargura é pouco. Ademais, numa determinada cena, um policial de maior escalão, num momento de abuso de poder, ainda se permite fazer um discurso sobre prepotência.

O Homem Cordial (Brasil, 2019): resenha

Cartaz do filme O Homem Cordial (Brasil, 2019)

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