Cineclube Fruto do Mato
Você sabia que exite um cineclube voltado para o cinema baiano, onde filmes premiados começaram a ser exibidos desde fevereiro deste ano de 2017, na cidade de Lençóis, Chapada Diamantina, bem no coração da Bahia?
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Após um vídeo viralizar na Internet, Aurélio (Paulo Miklos) passa a ser responsabilizado pela morte de um policial. Aurélio faz parte de uma banda punk de sucesso nos anos 1980 e precisa enfrentar uma onda de indignação popular após o ocorrido. Direção de Iberê Carvalho.
É uma adaptação bem fiel ao livro de Agatha Christie, sendo assim não chega a trazer novidades para quem leu o livro ou assistiu ao primeiro filme. Foi uma escolha de roteiro sem riscos, neste caso pode ter sido a melhor escolha. Como investigação e suspense funciona muito bem e ressalta temas bem presentes nas obras da escritora, como tradição, vingança, poder e justiça. Destaque para Kenneth Branagh que dirige o filme e interpreta o detetive Hercule Poirot.

Dredd (Reino Unido / Índia / EUA , 2012)
120 anos no futuro, o Juiz Dredd (Karl Urban) é o mais temido da elite de juízes nas ruas de Mega City One, onde acumula os cargos de polícia, juiz, júri e executor. Os juízes do futuro mantêm a ordem nessa cidade densamente povoada.
Ainda tem quem confunda com a lástima de 1995, filme com Sylvester Stallone, que precisa ser completamente esquecido. Este outro longa, de 2012, dirigido por Pete Travis, é considerado bem fiel ao gibi Juiz Dredd, criado no Reino Unido por John Wagner e Carlos Ezquerra. O personagem apareceu pela primeira vez em 1977, na revista “2000 AD”.
O filme tem um clima pesado, cenários de um futurismo mais acabado, ruas não muito agradáveis e população pobre e entregue aos estragos da criminalidade e drogas. A fotografia optada deixou cenários com cores interessantes, lembrando provavelmente os cenários da HQ. A censura de 18 anos faz jus à ultraviolência que a HQ já expressava. Mais ainda, o jeito do personagem em lidar com as situações, até no uso de suas frases formadas, deixa uma marca e um confronto característico para com as gangues de Mega City One.
O ator Karl Urban ficou ótimo como Dredd, mesmo o espectador enxergando somente uma parte do rosto dele (da ponta do nariz até o pescoço). A forte personalidade, que em algumas cenas assusta pelo autocontrole de dar inveja, nos faz acreditar que estamos diante de um ser não humano, que não é o caso. O que ele decide tem que ser executado, não há arrependimento, dúvida e nem erro, nem existe aflição antes de tomar uma decisão. Lida com qualquer situação de acordo com seus princípios ferrenhos, embasados na rígida lei. Chega ao ponto de não acreditarmos ao ver o personagem fazendo cara de dor numa cena.
Não deixa de ser um filme de personagem, o que agrada aos fãs. Também é um filme que se passa, boa parte da trama, num ambiente fechado. A maior parte da ação fica isolada num prédio de 200 andares e ocorre praticamente em tempo real. O prédio, sofisticado para batalha, é uma espécie de favela vertical. Situação bem desvantajosa para os protagonistas e, mesmo assim, Dredd mantém seu equilíbrio mental, inclusive testando a sua parceira novata Cassandra Anderson (Olivia Thirlby). É interessante perceber o contraste do comportamento do juiz em relação ao comportamento da novata.
Algumas cenas mostram o ponto de vista dos bandidos, inclusive em vantagem sob efeito de uma droga. Contudo, mais legal ainda é conferir os diferentes tipos de arma que Dredd carrega o tempo todo, inclusive sua pistola que muda o tipo de munição (fogo, tiro silencioso, tiro perfurante, etc) diante do comando de sua voz, sem contar a sua moto que possui uma gravação que é usada para orientar a população ao redor a fim de minimizar possíveis vítimas. Temos espaço também para personagens com poderes paranormais, com direito a uma batalha mental.
Dredd foi fiel ao material original e passou a sua mensagem. No universo de Judge Dredd, a extrema violência presente na acabada cidade futurista Mega City One levou à criação dos Juízes. Num futuro caótico onde qualquer falha pode permitir que a criminalidade domine a cidade, o implacável juiz cumpre um papel fundamental, se sustentando nas suas habilidades de combate e no seu forte controle emocional. Será que chegaremos a um futuro onde esse tipo de policial juiz precisará existir?
Holy Motors (França / Alemanha, 2012)Oscar (Denis Lavant) transita solitário em vidas paralelas, atuando como chefe, assassino, mendigo, monstro, pai... Mergulha profundamente em cada um dos papéis e é transportado por Paris e arredores em uma luxuosa limusine, comandada pela loira Céline (Edith Scob). Ele é um homem em busca da beleza do movimento, da força motriz, das mulheres e dos fantasmas de sua vida. Dirigido por Leos Carax.
Num mundo pós 2029, cérebros se fundem facilmente a computadores e a tecnologia está em todos os lugares. Motoko Kusanagi é uma ciborgue com experiência militar que comanda um esquadrão de elite especializado em combater crimes cibernéticos.
Um homem vive atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana nas montanhas. Anos depois da tragédia, ele recebe um chamado misterioso para retornar a esse local, onde ele vai receber uma lição de vida. Dirigido por Stuart Hazeldine.
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