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TOP 10 originais Netflix para Oscar nenhum botar defeito
Drama Filmes Nacional

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Foi uma tortura concluir essa lista visto que os filmes originais Netflix, em sua grande maioria, são decepcionantes. E eu vi muitos para conseguir gostar de 10, chegando ao ponto de cancelar minha assinatura até que um dia tenha motivos para ativar novamente. Mas ,enfim, eis que temos 10 filmes bem legais produzidos pela própria Netflix.

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O Homem Duplicado (“Enemy”, 2013)

O Homem Duplicado (Canadá/Espanha, 2013) Ao assistir um filme, Adam

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Cabaré Bibliotheque Pascal (2010)
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A Coleção Invisível (Brasil, 2012)

A Coleção Invisível (Brasil, 2012)

A família de Beto (Wladimir Brichta) é dona de uma tradicional loja de antiguidades que está passando por uma crise financeira. Para tentar solucionar este problema ele se lança numa viagem até a cidade de Itajuípe, interior da Bahia, atrás de uma coleção raríssima de gravuras que foi adquirida há 30 anos por um antigo cliente, o colecionador Samir (Walmor Chagas). Entretanto, logo ao chegar Beto enfrenta uma forte resistência da esposa dele e de sua filha Saada (Ludmila Rosa). Dirigido por Bernard Attal.

Filme baiano, sensível e bem contextualizado:

Baseado no contro do austríaco Stefan Zweig (1881 – 1942), este é o primeiro longa-metragem dirigido por Bernard Attal, francês radicado na Bahia. Foi o último trabalho do ator Walmor Chagas no cinema, que faleceu neste ano de 2013. A ideia de existir uma rara coleção de gravuras de Cícero Dias (pintor do modernismo brasileiro), na mão de um fazendeiro no sul da Bahia, assim como todo o mistério que ronda a região e a reação da esposa e da filha em não cooperarem com o protagonista Beto, já apresenta uma característica de conto. Beto se mostra preocupado com o próprio problema, mas encontra uma realidade dura na pequena cidade de Itajuípe e, a partir dos acontecimentos, vai se transformando gradativamente. Desde o momento em que chega a cidade, fica sabendo da “bruxa”; essa praga famosa, a “vassoura de bruxa”, na década de 1920, destruiu milhares de plantações de cacau na Bahia, acabando com a economia de muitas cidades e levando pessoas da fartura à pobreza, em pouco tempo. Este retrato da destruição que a praga deixou na região, junto com o mistério da trama e a transformação pessoal de Beto, tornam o filme algo bem contextualizado, ao mesmo tempo simples e sensível. Vemos até a luta que ocorre na atualidade, através da filha do casal, interpretada por Ludmila Rosa, quando esta se mostra uma batalhadora vendendo cacau que colhe da própria fazenda, e defendendo a natureza das famosas queimadas que também caracterizam bem nossa realidade. O filme ficou com o prêmio de júri popular no Festival de Gramado.

A trama começa no ambiente urbano, onde Beto sofre a perda de amigos num acidente de carro, na cidade grande de Salvador. Pressionado pela sensação de culpa e pelas dificuldades financeiras, ele vê na coleção de gravuras uma oportunidade boa de melhorar sua situação. É a primeira vez que o baiano Vladimir Brichta atua como protagonista dramático, e ele passa um realismo bacana em sua interpretação, quando lembra de seus traumas e quando encara novas vivências.

A atriz Clarisse Abujamra passa a dor e a revolta da situação que vive, como esposa do fazendeiro colecionador, em poucas cenas e poucas falas, mas com uma atuação madura, tendo assim uma premiação merecida (melhor atriz coadjuvante no Festival de Gramado). Mais ainda o ator Walmor Chagas (melhor ator coadjuvante), que já estava com a visão prejudicada durante as filmagens, mostrando um fazendeiro já decadente que mantém uma paixão pela sua coleção de gravuras de Cícero Dias. Porém temos outros personagens que acrescentam bastante, como o motorista de táxi (Frank Meneses) e o radialista da cidade (Paulo César Pereio), além de crianças locais, que servem de guias para Beto. Representam bem a realidade social da cidade e, o pouco convívio que Beto tem com eles, acaba sendo um dos principais motivos de sua transformação.

Revelações no final da trama nos pegam de surpresa, da mesma forma que pegam o personagem, e assim podemos nos sentir tão transformados quanto ele. O nome “invisível” do título remete à coleção (e colecionador) esquecidos, assim como àquelas raras pessoas da cidade, esquecidas (quase invisíveis para o mundo). Gente invisível, gente esquecida. A trajetória de redescobrimento de Beto é o ponto forte do filme, por ser bem construída e por deixar a mensagem de que, muitas vezes, nos resta oferecer uma atitude humilde e uma amizade. Oferecer um abraço para um garoto, no final no filme, tem profundo significado, tão simples e tão raro que até causa estranheza ao garoto.

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Fontes:
http://cinema.terra.com.br/premiado-em-gramado-a-colecao-invisivel-marca-despedida-de-walmor-chagas,24a1f37a09ae0410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html
http://www.cinepipocacult.com.br/2013/09/a-colecao-invisivel.html

Tags Relacionadas bahia, Bernard Attal, brasil, brazil, Cícero Dias, crítica, Festival, Festival de Gramado, filme nacional, Frank Meneses, Gramado, resenha, salvador, Stefan Zweig, Walmor Chagas
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