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Invocação do Mal (2013)

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Harrisville, Estados Unidos. Com sua família cada mais mais apavorada devido a fenômenos sobrenaturais que a atormentam, Roger Perron (Ron Livinston) resolve chamar dois demonologistas mundialmente conhecidos, Ed (Patrick Wilson) e Lorraine (Vera Farmiga). O que eles não imaginavam era ter que enfrentar uma entidade demoníaca poderosa, que demonstra ser a maior ameaça às suas carreiras. Dirigido por James Wan.

Terror baseado em fatos reais:

O terror de verdade não precisa de monstros, sanguinolência, sustos sucessivos… precisa causar medo, causar frio na espinha, tensão, arrepio, suspense. James Wan acerta na dose e no estilo, agradando aos fãs do gênero (e também a quem não é), com uma história bem interessante e, como se já não bastasse, baseada em eventos reais, o que deixa o filme mais assustador e com mais credibilidade. Anteriormente, o diretor foi responsável pelo filme Sobrenatural (Insidiou”, EUA, 2011), veja a resenha clicando aqui.

Invocação do Mal tem, entre os personagens, a família Perron e o casal de estudiosos paranormais Ed e Lorraine Warren, autoproclamados “demonólogos”. Ambos existiram e, pelo visto, o casal vivenciou experiências diversas com este tipo de fenômeno, mas o caso dos Perron entrou para os seus arquivos como o mais assustador que eles já enfrentaram. Eles também se envolveram com o famoso caso ocorrido em Amityville, em 1975 (após este de Harrisville), inclusive nesta época houve uma polêmica na carreira do casal, que sofreram acusações de adultério de casos paranormais.

Desde “Insidious”, cerca de dois anos atrás, James Wan já amadureceu. As cenas de terror, em sua maioria, não precisam mostrar fantasmas e nem forçar sustos, para causar arrepio. É um personagem, uma garotinha, vendo alguma coisa assustadora (que o protagonista não vê, mas sabe que está ali) suficiente para causar medo; ela está chorando e apontando para um canto do quarto, perguntando à irmã se ela também está vendo. A câmera e a situação faz com que imaginemos o que pode estar ali, e praticamente podemos nos colocar no lugar da garota. Assustador.

O jogo criativo da câmera, algumas vezes do ponto de vista de algum personagem, de cabeça para baixo, de um lado para o outro, na iminência de ver alguma coisa que está fazendo barulho, ou até o reflexo no espelho balançando de um lado para o outro, na expectativa de aparecer alguma entidade. A forma como a câmera se move na casa é de um cuidado raro. A criatividade na cena da brincadeira das palmas, já deixou o trailer de arrepiar. De repente, personagens são puxadas pelo pé ou pelo cabelo… trabalho de direção interessante e colocando James Wan em um patamar de melhores diretores do gênero.

O ótimo elenco, mesmo com alguns atores pouco conhecidos, também ajudou. O casal Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga) está ótimo, assim como as crianças e a atriz Lili Taylor, que faz a mãe da família e sofre os diabos com os acontecimentos. Uma outra coisa que ajudou foi o filme começar bem, que já é uma característica positiva do diretor: a trama de cara mostra um outro caso do casal Warren (o da boneca sinistra), que acaba trazendo consequências para eles no decorrer de suas vidas.

“As forças demoníacas são formidáveis.
Essas forças são eternas, elas existem hoje.
O conto de fadas é verdadeiro.
O diabo existe, Deus existe.
Nosso destino cabe àquele que escolhemos seguir.”
Ed Warren

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3 Comentários

    • Olá, Matheus. Gostaria de ter algum contato seu (e-mail, face, insta ou o que quiser passar) para te enviar uma mensagem convidando a apreciar o meu novo site Eu & a Telona. O blog foi todo reformulado e eu gostaria de divulgar primeiro para as pessoas que fizeram algum comentário sobre os filmes que postei aqui. Obrigadão!

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