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De alguma forma, os filmes após o primeiro conseguiram fazer a franquia se reinventar e sobreviver com elegância. Seja no apelo à ação louca de John Woo no segundo filme, que garantiu boa diversão, seja numa ênfase sentimental humanizando o personagem de Tom Cruise que começou no segundo filme (com a presença de uma esposa vivida por Michelle Monaghan) e um roteiro mais sólido, sem contar a direção do J.J. Abrams. Agora chegamos ao sexto filme que conseguiu equilibrar cenas de ação “impossíveis” com dramatização, personagens fortes, fotografia genial (as cenas em Paris e no Vale de Nubra que o digam) e roteiro interessante e moderno. É realmente bacana de se assistir e Tom Cruise continua num grande momento como ator, sustentado também pela força de seu personagem. Aqui ele dispensou dublês para muitas cenas e ainda bem que ele sabe pilotar helicóptero na vida real!

Este novo filme conseguiu trazer, sem cansar, elementos marcantes da franquia, como a comunicação sigilosa da nova missão, uma cena de introdução com a música tema que lembra aberturas de seriados e as armas tecnológicas que foram usadas nas cenas acrescentando à trama situações de armadilhas e enganação bem elaboradas. E, claro, muitas situações quase “impossíveis”, onde os protagonistas ficam por um fio. Talvez as cenas de ação, principalmente de combate corpo a corpo, tenham ficado coreografadas demais, perdendo assim o realismo, por outro lado os personagens cometem falhas e precisam improvisar em algumas situações, melhorando esse cenário. A cena de perseguição em Paris tem uma tomada longa, muita adrenalina e uma direção de fotografia impecável (Rob Hardy). Não lembro da cidade de Paris ter sido tão bem aproveitada em algum filme como foi aqui.

O personagem principal dispensa comentários, Ethan Hunt talvez nunca tenha ficado tão bem quanto desta vez. Existe um foco importante sobre sua personalidade e índole, como alguém que pensa no bem das pessoas, inclusive tomando decisões perigosas para proteger os outros. Existe uma bondade nele bem contrastada com o personagem de Henry Cavill (este possui seus próprios métodos de resolver as missões). Já este último ator não ficou tão bem, provavelmente por seu personagem não parecer ter muita força na trama e sempre ficar ofuscado por Ethan Hunt. Por outro lado, Rebecca Ferguson está linda demais, os membros da equipe de Hunt são ótimos e bem interpretados por Simon Pegg (grande destaque) e Ving Rhames. Gostei muito também da interpretação de Sean Harris como vilão, existe uma maldade no seu tom de voz que chama a atenção.

Missão impossível mesmo é chegar a 6 filmes de uma mesma franquia sem cair no desinteresse do público e, neste caso, este novo filme foi uma missão cumprida!

Tags Relacionadas crítica, crítica Missão Impossível, Efeito Fallout, Henry Cavill, J.J. Abrams, Missão Impossível, Missão Impossível 6, Missão Impossível Fallout, resenha, resenha Missão Impossível, Simon Pegg, Tom Cruise
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