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Este texto não revela os resultados e nem o final, contudo contém SPOILERS…

O filme Vida realmente é sobre o fato de viver, da condição dos seres vivos, que respiram e influenciam o seu ambiente. Junto com isso, a vontade de sobreviver quando sua vida está ameaçada. Uma cena do nascimento do bebê de um tripulante – acompanhado através de uma chamada de vídeo – ocorre propositalmente para mostrar que o filme trata disso. Ao mesmo tempo que nasce essa criação na Terra, temos no espaço 6 membros de uma tripulação que se deparam com a prova viva de que exite vida em marte. Como missão, eles recolheram uma amostra retirada deste planeta que logo se apresenta como um ser vivo. A criatura apresenta um certo carisma com um dos personagens e é exibida para o mundo, através de uma transmissão dessa Estação Espacial Internacional. A humanização dessa criatura é abordada no filme e ela ganha até um nome humano e comum: Calvin. Contudo, após um incidente Calvin se torna um ser hostil que vai tentar acabar com a vida de todos na estação espacial.

Logo percebemos que o filme lida com a questão da sobrevivência. O mais forte e mais esperto tende a acabar com o resto para sobreviver. É fácil, após alguns diálogos, entender que a criatura também está lutando pela sua sobrevivência e, como ela possui atributos incríveis e superiores, como força, agilidade, visão e até inteligência, a própria Terra está ameaçada e a decisão da tripulação acaba sendo impedir que Calvin chegue até nosso lar.

Alguns grandes atores estão no filme, como Jake Gyllenhaal (Animais Noturnos), Ryan Reynolds (Deadpool) e Rebecca Ferguson (A Garota no Trem). Contudo, é o alienígena quem rouba a cena, mesmo se mostrando um assassino frio e meticuloso. Chega a ser bem interessante a forma como ele se move e reage às mudanças no cenário. Qualquer erro passa a ser fatal para os humanos diante de Calvin. Neste quesito o filme tem o seu forte, nas cenas de tensão pela guerra que é travada dos tripulantes com a criatura. O filme até possui cenas trash, no bom uso do estilo. Isso fica melhor ainda com a expertise na condução da câmera, os posicionamentos e movimentos da filmagem são excelentes, é como se o camera man fosse mais um tripulante e estivesse lá sob o mesmo efeito da gravidade. A câmera gira, muda de perspectiva nos momentos certos e isso melhora na sensação que o ambiente confinado da estação precisa passar, além de que ajuda muito nas cenas de ação.

Como roteiro para uma ficção científica, o filme falha numa história sem originalidade e sem um encaminhamento e desfecho interessantes, que gerem uma profunda reflexão. Apesar de ter começado bem com as abordagens sobre seres vivos, sejam humanos ou extra terrestres, isso ficou mais como uma promessa não cumprida de uma boa história. Ao que parece, optou por outro caminho, focando mais nas cenas de suspense e mostrando que podemos não estar preparados para uma ameaça que venha de um contato com seres extraterrestes.

Tags Relacionadas A Garota no Trem, Calvin, crítica, Daniel Espinosa, Deadpool, Jake Gyllenhaal, Rebecca Ferguson, resenha, Ryan Reynold, trash
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