A Caça (La Caza, Espanha, 1965)
Eu indico La Caza (Espanha, 1965) Um grupo de amigos
Dirigido por David F. Sandberg, Shazam! vem com um tom despretensioso e muitas piadas inclusive com outros personagens importantes como Batman e Superman. Meio à parte do clima obscuro da maioria dos filmes anteriores, mas podemos dizer que a introdução do Shazam nesse universo veio para somar.

American Made (EUA, 2017)
Essa é uma história real, uma incrível história real das aventuras de um piloto americano experiente que, durante os anos 80, trabalhou para a CIA e, ao mesmo tempo, acabou transportando drogas e armas para o cartel de Medellín. Barry Seal, interpretado por Tom Cruise, conta sua própria história para uma câmera e não se importa em ficar justificando suas escolhas, o que torna a situação curiosa e interessante. Ele mesmo diz de cara: “Às vezes eu tomo decisões sem pensar”.
Estamos no final da década de 1970, com a cocaína invadindo de todas as formas possíveis as cidades americanas, principalmente Miami. Após ser convidado por um agente da CIA, de uma forma bem inusitada, para voar em missões clandestinas sobre a América do Sul num pequeno avião com câmeras escondidas, Barry Seal passa a se meter de forma desenfreada com várias questões: enquanto trabalha para a CIA, transporta também cocaína e armas para Pablo Escobar.
Os interesses do Governo Americano são postos em cheque no filme, sem muito filtro, e criamos até uma simpatia pelo protagonista, que no final das contas se torna mais uma vítima do governo e das circunstancias. A nação americana é bem criticada neste filme e o título “Feito na América” é quase que um deboche, ainda mais com o subtítulo “baseado numa mentira verdadeira” que, divertidamente, nos confunde. Barry Seal, conhecido por todos como o “piloto gringo maluco que resolve tudo”, vive num mundo arriscado e o filme nos mostra ele não somente como um traficante, mas também como um cidadão submetido a um governo com interesses próprios e a um trabalho arriscado, sendo que ele aceita bem as coisas como elas são.
É empolgante ver a experiência que o piloto possui, ele consegue até driblar caças aéreos (é possível, confira e não me pergunte como). Tom Cruise está num grande momento, inclusive divertido no papel de Barry Seal. Para melhorar, possui uma semelhança positiva com seu personagem: o ator é um piloto experiente e possui licença para voar. Sendo assim, como já é costume por parte dele, dispensou dublês inclusive para as cenas de voos. Além disso, o diretor Doug Liman comprou a ideia e procurou rodar as cenas dispensando efeitos visuais.
Temos que citar também a ótima interpretação de Domhnall Gleeson (de Ex Machina, 2015) como o agente da CIA Monty Schafer, que chama bem a atenção em praticamente todas as cenas que aparece e cumpre um papel fundamental na proposta.
O filme mistura ação, comédia e drama, e parte de uma história real, agradando mais do que a média nesse tipo de temática. Lembra outras produções interessantes, como Prenda-me Se For Capaz (2002, de Steven Spielberg), Cães de Guerra (2016, de Todd Phillips), o não-tão-bom-assim Sem Dor, Sem Ganho (2013, de Michael Bay) e um que, ao contrários dos anteriores, não foi baseado em fatos reais: O Senhor das Armas (2005, de Andrew Niccol), aquele com Nicholas Cage.
Eu indico The Peanuts Movie (EUA, 2015) Próximo das férias
Durante a Segunda Guerra Mundial, num campo de concentração de Auschwitz, Saul (Géza Röhrig) é um judeu obrigado a trabalhar para os nazistas, sendo um dos responsáveis em limpar as câmaras de gás após dezenas de outros judeus serem mortos. Em meio à tensão do momento e às dificuldades inerentes desta tarefa, ele reconhece entre os mortos o corpo de seu próprio filho. Dirigido por László Nemes.
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