O Último Boy Scout (EUA, 1991)
Eu indico The Last Boy Scout (EUA, 1991) Los Angeles.
Eu indico The Last Boy Scout (EUA, 1991) Los Angeles.
Louise Banks é uma linguista convocada pelo governo americano para um grande desafio incomum: dialogar com alienígenas de uma das doze naves que pousaram no planeta terra. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade. Dirigido por Denis Villeneuve.
Um grupos de amigos americanos, entre eles um casal com a relação desequilibrada, viajam para conhecer uma pequena vila sueca. No entanto, à medida que o tempo passa, o grupo começa a desconfiar quando os cultos da comunidade começam a se tornar mais aparentes. Dirigido por Ari Aster, o mesmo de Hereditário (2018).

Kingsman: The Golden Circle (2017)
Foi gerada uma forte empolgação quando vimos o trailer deste, primeiro por conta do nível de ação, segundo por causa do spoiler desnecessário, contudo relevando algo que todos queriam e muitos até já esperavam: o personagem Harry Hart, do grande Colin Firth, vivo e de volta. Colocaram também a maravilhosa música My Generation, do The Who, no trailer, então podemos afirmar que a equipe de Marketing foi eficiente, mesmo com a má conduta e ética ao relevar que o melhor personagem do primeiro filme está vivo. Estratégia que atrai espectadores ao mesmo tempo em que deixa de surpreendê-los. Bem conflitante com a frase marcante do filme: “A conduta define o homem”.
Já sabendo que este filme é uma sequência de Kingsman: O Serviço Secreto, de 2015, que agradou muito, é natural fazer comparações e torcer para que este supere o primeiro, missão um tanto desafiadora e que não é cumprida. Avaliamos esta sequência como um pouco abaixo do original, não tão distante assim, mas inferior. É um filme com boas cenas de ação, embora, insisto na questão, tenham disponibilizado um trailer que já mostra um pouco de todas as melhores cenas de ação do filme, então não há muito o que surpreender no resultado. Mantém a proposta do original, é mais um capítulo na saga da agência Kingsman, formada pelos melhores espiões e que usa uma empresa de alfaiataria para manter segredo e proteger a identidade de seus membros. Lembrando que é considerada uma boa adaptação da HQ de Dave Gibbons e Mark Millar.
Particularmente, acho bem legal essa versão moderna de filmes de espionagem clássicos e suas cenas de ação apelativas, fisicamente inaceitáveis e que, por isso mesmo, agradam. No caso dos agentes da Kingsman, temos uma versão do espião experiente com comportamento britânico, daqueles londrinos clássicos, cheios de elegância, pontualidade, educação, que prezam pela etiqueta e estão sempre com ternos impecáveis. Chega a ser divertido quando o personagem principal, Taron Egerton (convenhamos: um grande achado desde o primeiro filme), se volta para sua vida social e se veste e se comporta mais à vontade junto aos amigos e a namorada.
O início do filme é bem bacana, de fato uma boa introdução e bem encaixada com o que vem a seguir. Após isso, na tentativa de ter um enredo, a narrativa despenca, levando um tempo desnecessário para apresentar muitos personagens e definir o conteúdo do roteiro, que no final das contas é bem comum. Uma clara desculpa para lançar a continuação de um bom filme de ação. Ao final, após um grande vale, podemos dizer que o filme se recupera, pois a dupla dos personagens principais de Colin Firth e Taron Egerton são um show à parte quando estão lutando juntos.
Fora o grande retorno do melhor personagem, o filme acerta ao trazer “o futuro das engenharias” (definição da mecatrônica), com armas, equipamentos e artefatos baseados em robótica, química e até medicina avançada, e então temos um pequeno diferencial. A genialidade e criatividade dos armamentos, evoluídos pela tecnologia, é bem agradável. As cenas de ação se utilizam disso de forma desenfreada e as trilhas sonoras surgem no meio das explosões, tiros e pancadaria para aumentar nossa adrenalina.
Por fim, é importante destacar que duas coisas incomodaram bastante. Primeiro, o uso de um elenco de muitos atores consagrados e que foram desperdiçados em seus personagens. Vamos retirar dessa lista os dois protagonistas principais e o ator Mark Strong, quase sempre com forte presença. Podemos dizer que Pedro Pascal também se salvou, num personagem pitoresco e que consegue um certo espaço. Mas os atores Channing Tatum, Halle Berry, Jeff Bridges e Julianne Moore foram desperdiçados, sem contar que deram um papel ridículo a uma das melhores atrizes de hollywood, a Emily Watson, tanto que quase não a reconheci. O outro ponto que incomodou foi um certo descuidado nos detalhes em cenas de ação, como balas que não ricocheteiam (simplesmente somem onde se batem) e a velha falta de sangue e machucados nos personagens (apesar de tomarem tanta pancada).
Eu indico The Buster Keaton Story (EUA, 1957) Cinebiografia do
Eu indico Barton Fink (EUA, 1991) Nova York, 1941. Barton
Esse filme é um presente merecido para os fãs, já que o resultado ficou excelente. Adaptação feita com muito cuidado, em detalhes, conseguindo ser assustador e ao mesmo tempo agradável. A mensagem principal - que não poderia ficar de fora - está lá: a personificação do medo, que é a definição da Coisa, o palhaço monstruoso que se materializa no medo de suas vítimas e se alimenta dessa sensação de medo. O diretor argentino Andrés Muschietti merece louvor por deixar 2 horas e 15 minutos de diversão e cenas assustadoramente criativas.
Sem comentários
Você pode ser o primeiro a comentar este post!