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Os anos 80 nos deixaram com uma seleção de bandas sensacionais e muitas pessoas consideram essa época a melhor de todas para o mundo da música. O irlandês John Carney dirige esse contagiante filme que faz uma homenagem explícita às músicas anos 80. Mas não é um filme “de banda” como outro qualquer; a homenagem aqui é interessante pois ela permeia desde a influência das bandas na vida dos garotos, como na forma como se vestem, até em suas ações, no uso da melodia em suas músicas e também nos clipes que eles produzem. Acompanhamos inclusive a produção “caseira” dos videoclipes da banda, que ocorre da forma mais inusitada possível, gerando cenas divertidíssimas. A primeira delas eu fiz questão de rever algumas vezes.
É um modo divertido, engraçado e belo a forma como a banda dos garotos, chamada Sing Street, vai se desenvolvendo. Eles acabam se descobrindo bem talentosos e vão aproveitar cada chance de mostrar isso ao público. Nada mais nada menos que o mesmo diretor de “Mesmo se nada der certo” (Begin again, 2014), outro filme musical excelente. Em ambos os filmes existem músicas originais caprichadas, tão boas que poderia de fato existir uma banda de sucesso com essas músicas. Em Sing Street, como se não bastasse toda a trilha anos 80, as músicas compostas exclusivamente para o filme são vibrantes. A música “Drive it like you stole it”, de Gary Clark, recebeu ao menos um prêmio de melhor canção no cinema.
O filme foi muito bem recebido no Festival de Sundance e acabou tendo uma indicação como melhor filme musical ao Globo de Ouro recente. Quem é apaixonado por bandas dos anos 80 vai se emocionar com algumas cenas deste filme. As bandas são apresentadas com cuidado; é uma notícia na TV, é um comentário de algum garoto, é uma música tocando na rádio, ou simplesmente a música é usada como trilha em algumas cenas. Uma delas faz referência ao The Cure e foi a que mais me chamou atenção, afinal, é uma das bandas que mais gosto. A música “In Between Days” parece vir no momento certo e se encaixa completamente com o enredo no filme. Além desta, temos muitas outras bandas legais como Starship, Genesis, Tears for fears, Spandau Ballet e uma cena bem legal com a música “Maneater” de Daryl Hall & John Oates.
É incrível que este tenha sido o primeiro papel do ator Ferdia Walsh-Peelo, que interpreta o protagonista Cosmo. Ele chega de uma forma tímida, como seu personagem aparenta ser inicialmente, e logo dá um show de interpretação, principalmente quando está cantando. Na verdade todo o elenco ficou muito bom, principalmente os garotos da banda. A musa do protagonista, Raphina, interpretada pela belíssima Lucy Boynton, está deslumbrante e é fácil para qualquer garoto se apaixonar por ela. É aquele amor que um garoto tenta conquistar através das canções que ele deixa numa gravação em fita, na porta da casa dela.
Outro elemento importante no filme é o processo de compor a canção, como isso está ligado aos dramas que os garotos estão vivendo e como ocorre essa influência positiva das bandas que estão fazendo sucesso. Mais ainda, como a música é uma forma de se expressar, por exemplo, criticando a rigorosa disciplina da escola dos garotos. Enfim, muita coisa boa pode ser extraída de Sing Street e espero que este não passe desapercebido pelo público e que muitos tenham a sensação de alegria que eu tive ao assistí-lo.

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Fontes:
http://www.cineset.com.br/sing-street-uma-vibrante-homenagem-musical-aos-anos-80/

Tags Relacionadas crítica, cure, Genesis, globo de ouro, John Oates, música, musical, resenha, sing street, sonho, Spandau Ballet, Starship, Tears for fears, the cure
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