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Holy Motors (França / Alemanha, 2012)Oscar (Denis Lavant) transita solitário em vidas paralelas, atuando como chefe, assassino, mendigo, monstro, pai... Mergulha profundamente em cada um dos papéis e é transportado por Paris e arredores em uma luxuosa limusine, comandada pela loira Céline (Edith Scob). Ele é um homem em busca da beleza do movimento, da força motriz, das mulheres e dos fantasmas de sua vida. Dirigido por Leos Carax.

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O filme da minha vida (Brasil, 2017)
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Até o momento, este filme representa o mais próximo que o cinema nacional pode chegar de Cinema Paradiso (Itália, 1988). A produção é baseado no livro "Um pai de cinema" de Antonio Skármeta, escritor chileno que também tem “O carteiro e o poeta”. Na história, o jovem Tony decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas, seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis.

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O Som ao Redor (Brasil, 2012)
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A presença de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul de Recife muda a vida dos moradores do local. Ao mesmo tempo em que alguns comemoram a tranquilidade trazida pela segurança privada, outros passam por momentos de extrema tensão. Ao mesmo tempo, casada e mãe de duas crianças, Bia (Maeve Jinkings) tenta encontrar um modo de lidar com o barulhento cachorro de seu vizinho. Roteiro e direção de Kleber Mendonça Filho.

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A Chegada (2016)

Arrival (EUA, 2016)

Quando seres interplanetários chegam na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para estabelecer comunicação e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade. Dirigido por Denis Villeneuve.

Ficção para pensar:
Assistir a uma ficção científica como esta é uma experiência de vida. A palavra ficção – ato ou efeito de fingir; fingimento; elaboração; criação imaginária, fantasiosa ou fantástica; fantasia – nos remete a coisas fora da realidade. Porém, esse filme usa desse conceito e acaba sendo extremamente realista, humano, justamente num momento onde o mundo precisa receber esse tipo de mensagem. Que bom que o diretor canadense Denis Villeneuve acertou mais uma vez, depois de excelentes filmes como Incêndios (2010), Os Suspeitos (Prisoners, 2013), O Homem Duplicado (Enemy, 2013) e Sicario: Terra de Ninguém (2015). Melhor ainda saber que ele será o cineasta a dirigir Blade Runner 2, previsto para 2017, próximo ano.

Em A Chegada, contamos com a grande atriz Amy Adams em mais uma ótima performance. Ela é a Dra. Louise Banks, uma linguista convocada pelo governo americano para um grande desafio incomum: dialogar com alienígenas de uma das doze naves que pousaram no planeta terra. O roteiro parece simples, mas principalmente no clímax vemos como o filme é original e grandioso. Não pretende ficar mostrando muitas cenas de ação, com guerras insanas entre a humanidade e alienígenas; ele é focado no diálogo entre os seres, sendo que existe um clima tenso e muito mistério, pois não se sabe as intenções dos seres extraterrestres. No cartaz do filme tem a pergunta que não quer calar: “Por que eles estão aqui?”.

Não é preciso dizer que a resposta é mais do que uma simples e óbvia resposta, pois o filme nos leva a grandes mensagens em torno dessa proposta de que a comunicação efetiva pode ser a solução para muitos problemas. Mais ainda, sobre entender o próximo e compreender a si mesmo. Tem também um apelo para a questão da união entre os povos, esforço coletivo em busca de um mesmo objetivo, mas que deve ser um objetivo de paz. A ficção e drama se unem para nos deixar um filmaço, que agrada pelas cenas de contato com os seres e todo o mistério que ronda isso, assim como pela parte dramática, relacionamentos, família.

Junto a tudo isso temos a belíssima trilha musical de Jóhann Jóhannssson, providencial, até sinistra em alguns momentos. Atuações, principalmente da Amy Adams, roteiro e montagem são também pontos fortes. O filme tem alguns flashbacks que parecem soltos, mas depois tudo se encaixa se você compreender a mensagem em relação à questão do tempo.

Recordei do filme Contato, de 1997, mais uma grande ficção, de Robert Zemeckis com Jodie Foster e Matthew McConaughey, no qual existe um primeiro contato com uma inteligência extraterrestre e uma cientista que tenta entender a mensagem. Ambos os filmes deixam uma bela mensagem para a humanidade, e este A Chegada é, sem dúvida, uma das melhores ficções científicas já feitas e um dos grandes filmes deste ano de 2016.

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Fontes:
https://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/criticas/2016/11/critica-a-chegada
http://www.comboinfinito.com.br/principal/critica-a-chegada-e-um-filme-inteligente-impactante-e-memoravel/

Tags Relacionadas alien, Amy Adams, Blade Runner, Contato, Denis Villeneuve, Enemy, extra terrestes, ficção, Homem Duplicado, Incêndios, Prisoners, Sicario, Suspeitos
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