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Zumbilândia 2: Atire Duas Vezes (2019)

Em Zumbilândia 2, o mundo zumbi é consumido numa comédia com senso de humor acima da média, uma fiel continuação dez anos depois da primeira aparição do quarteto de caçadores interpretados por Harrelson, Eisenberg, Breslin e Stone. Se a sinergia do elenco foi boa no primeiro filme, aqui é o ponto máximo. Dirigido por Ruben Fleischer.

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No Coração do Mar (2015)

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Essa é a minha lista dos melhores filmes lançados em 2015! A ideia é mostrar os 10 mais, então tive que deixar algumas boas opções de fora, como O Clã, Divertidamente, Chappie, No Coração do Mar, O Novíssimo Testamento, Labirinto de Mentiras, Deadpool, entre outros.

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Holy Motors (França, 2012)

Holy Motors (França / Alemanha, 2012)

Oscar (Denis Lavant) transita solitário em vidas paralelas, atuando como chefe, assassino, mendigo, monstro, pai… Mergulha profundamente em cada um dos papéis e é transportado por Paris e arredores em uma luxuosa limusine, comandada pela loira Céline (Edith Scob). Ele é um homem em busca da beleza do movimento, da força motriz, das mulheres e dos fantasmas de sua vida. Dirigido por Leos Carax.

Paris e o cinema:

A beleza do movimento… palavra essa, “movimento”, que deu origem ao nome “cinema” (do grego: κίνημα – kinema “movimento”). Esse filme representa o que é o cinema, através de várias cenas, suas facetas, seus gêneros e estilos (suspense, musical, ficção científica, drama, ação, etc).

Tudo começa quando alguém acorda e passa por uma porta secreta vendo-se num filme. Esse alguém é interpretado pelo próprio diretor Leos Carax. A partir daí, ao longo de um dia, um homem, que é um ator, o Sr. Oscar, vai passar por Paris, desde os subterrâneos, parques, cemitérios, até o alto dos edifícios. A cada parada, o Sr. Oscar interpreta um papel diferente: um monstro nos esgotos nos remete a uma história do tipo a bela e a fera; em outro momento, um casal se reencontra no alto da velha loja de departamentos La Samaritaine (momento musical com Kylie Minogue), com o par de torres da Notre Dame ao fundo. A cada cena, Holy Motors homenageia Paris e o cinema.

Denis Lavant é o Sr. Oscar, numa interpretação impecável, muito expressivo quando precisa e podado quando necessário. É um grande ator interpretando um grande ator em vários papéis. Genial! Cada interpretação é tão boa que fica até difícil caracterizar a pessoa em si, o Sr. Oscar, já que no momento seguinte ele está fazendo outro papel.

Oscar mostra poucas vezes sua personalidade fora das cenas, em momentos de transição, quando conversa com Céline dentro da limusine. Ela o transporta de um local a outro. O personagem talvez seja um ator brilhante, porém cansado de seu trabalho e de interpretar. Neste ponto podemos olhar para nós mesmos: somos cada vez mais atores nas nossas vidas. Seguimos uma fórmula como se fossemos máquinas e perdemos a própria identidade. Que bom que os filmes existem e nos permitem viver muitas vidas, como naquela frase que esqueci onde li e quem escreveu: “você não precisa ter experimentado de tudo na vida, mas sim ter visto os filmes certos”.

Tags Relacionadas Denis Lavant, Holy Motors, Holy Motors crítica, Holy Motors filme, Holy Motors resenha, Leos Carax, Paris, Paris cinema
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