O Desaparecimento de Eleanor Rigby (EUA, 2013)
Eleanor (Jessica Chastain) e Connor (James McAvoy) são dois jovens
Eleanor (Jessica Chastain) e Connor (James McAvoy) são dois jovens
Uma típica família americana vive o famoso sonho americano, moram na casa dos sonhos, numa cidade pequena e com espaço para uma piscina. Mas logo a família Freeling começa a presenciar fenômenos psíquicos, que a princípio parecem ser inofensivos, mas que cada vez se tornam mais aterrorizantes até que uma entidade “sequestra” a pequena Carol Anne (Heather O'Rourke) e tudo vira um inferno.
A jovem Jay (Maika Monroe) leva uma vida tranquila entre escola, paqueras e passeios no lago. Após uma transa, o garoto com quem passou a noite explica que ele carregava no corpo uma força maligna, transmissível às pessoas apenas pelo sexo. Enquanto vive o dilema de carregar a sina ou passá-la adiante, a jovem começa a ser perseguida por figuras estranhas que tentam matá-la e não são vistas por mais ninguém. Dirigido por David Robert Mitchell.

All is lost (Reino Unido, 2013)
Um navegador experiente está viajando pelo Oceano Pacífico, quando uma colisão com um container leva à destruição parcial do veleiro. Ele consegue remendar o casco, mas terá a difícil tarefa de resistir às tormentas e aos tubarões para sobreviver, além de contar apenas com mapas e com as correntes marítimas para chegar ao seu destino. Escrito e dirigido por J. C. Chandor.
Faca, âncora, comida, bote inflável…
Robert Redford, com 76 anos de idade, estrelou esse filme. Pela sinopse é bem perceptível que trata-se de um filme com praticamente um personagem e quase nenhuma fala. É um filme sobre a situação que essa pessoa vive diante de um naufrágio eminente. Desde a primeira cena estamos em alto mar, longe da civilização em terra. Um senhor de idade fica à deriva por conta de um acidente, que danificou até o rádio de sua embarcação. Quando tudo está perdido, o drama enfrentado pelo personagem ganha muitas pitadas de esperança ao percebemos que ele é bem experiente e não vai desistir. Cada ato, cada minuto, cada objeto é precioso. A economia da comida que resta, saber utilizar os recursos de forma moderada, saber lidar com as surpresas que aparecem. É como ser testado o tempo todo. Cada pequeno passo deve ser executado visando maximizar a possibilidade de sobrevivência.
É admirável como a experiência, alinhada à inteligência – inclusive inteligência emocional – transparece na trama como condição determinante para alcançar o objetivo: a busca pela sobrevivência, a todo custo. Robert Redford está ótimo no papel, determinante por se tratar de um filme com um ator só. Junto com ele, a natureza representada pelo mar inacabável e os perigos ao redor. Mas também o silêncio, barulho do mar e do vento.
Não contém aquelas cenas onde somos apresentados ao passado do personagem, onde ele lembra seus erros e acertos e agora vai se redimir. Aqui a estratégia é outra, deixando o espectador ficar atendo ao que vê. Sabemos que o personagem, agora solitário, tem um anel no dedo e, na narração inicial, ele fala algo que remete a uma autoavaliação. Mas é praticamente isso e o filme vai correr sempre para a frente. Ao contrário de outras produções, nosso personagem não fala sozinho, não encara a Deus, nem chega a se desesperar explicitamente. E a cena final, além de sua beleza visual, pode ser lindamente interpretada pelo significado que passa.
“Perder tudo, menos o corpo e a alma”
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Fontes:
https://omelete.uol.com.br/filmes/criticas/ate-o-fim/?key=85620
Eu indico The Country Girl (EUA, 1954) O esquecido ator
Eu indico Le charme discret de la bourgeoisie(França / Itália
Andreas desembarca numa cidade estranha sem lembrar como chegou ali. É recebido de forma cordial e inicia uma vida regrada, com trabalho, casa e até uma mulher encantadora. Mas rapidamente percebe que tem alguma coisa errada neste mundo perfeito. As pessoas não parecem sentir emoções genuínas e só falam de trivialidades. Dirigido por Jens Lien.
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