Enter the void (França, 2009)
Eu indico Viagem alucinante (França, 2009) Óscar é um traficante
Eu indico Viagem alucinante (França, 2009) Óscar é um traficante
Aplaudido no festival de cinema independente Overlook Film Festival, um terror psicológico e, ao mesmo tempo, bastante reflexivo. Paul (Joel Edgerton) mora com sua esposa e o filho numa casa isolada, com uma certa segurança diante de uma espécie de epidemia. Um dia chega uma família desesperada procurando refúgio e eles aceitam. Aos poucos, a paranoia e desconfiança vão aumentando e Paul vai fazer de tudo para proteger sua família contra algo que vem aterrorizando a todos. Escrito e dirigido por Trey Edward Shults.

Take Shelter (EUA, 2011)
Curtis LaForche (Michael Shannon) mora numa pequena cidade de Ohio com a esposa Samantha (Jessica Chastain) e sua filha de seis anos, que possui uma deficiência auditiva. Os dois trabalham pesado para juntar o dinheiro para suprir as necessidades especiais da filha, mas mesmo passando por algumas dificuldades, eles podem dizer que são felizes. Isso começa a mudar quando Curtis passa a ter pesadelos com uma tempestade apocalíptica e começa a ficar obsessivo. Ele constrói um abrigo no quintal e desperta a preocupação da esposa e a desconfiança dos amigos e colegas de trabalho. Dirigido por Jeff Nichols.
Vamos para o abrigo?
Uma família pequena enfrenta problemas comuns e vive razoavelmente bem a sua rotina, até que Curtis, o pai, começa a ter sonhos e visões de uma tempestade apocalíptica. Essas premonições envolvem também pessoas violentas, seus vizinhos, sua esposa e até o cachorro. Importante a forma como o filme mostra a transformação do personagem e as consequências. Mais ainda é conseguir balancear entre os temas obsessão paranoica e premonição, mantendo a nossa atenção e forte expectativa do que pode acontecer de fato.
Curtis fica obsessivo em construir um abrigo para enfrentar algo que nem ele mesmo tem certeza se vai ocorrer. Assim, a estrutura da relação familiar vai sendo prejudicada pelo seu comportamento. Aqui a dramatização funciona bem, a partir das atuações de Michael Shannon e Jessica Chastain. Ele está muito bem no papel, condicionante para o resultado do filme, pois é focado em seu personagem. Jessica Chastain, como sempre, está ótima, essa que é uma das minhas atrizes preferidas atualmente. O protagonista está cada vez mais paranoico e, na interpretação do ator, temos uma boa noção do tormento vivido por ele. Ele mesmo confessa para a esposa: “é como se fosse uma sensação, um sentimento…”. Ao menos, é uma pessoa decidida, que vai passar por todas as barreiras para cumprir seu objetivo, que é se precaver pensando inclusive na própria família. Assim, a sua anterior rotina vai sendo prejudicada: trabalho, amigos, todas as relações, inclusive com sua esposa, vão sofrendo com isso.
Mostrando a importância do apoio familiar para o restabelecimento do ser humano a sua sanidade mental e, por outro aspecto, discutindo a questão da premonição, aviso divino, ou como através de sonhos podemos ser alertados, ou se eles são de fato meramente sonhos sem significado, enfim, o filme desenrola e a conclusão é bem interessante e pertinente, embora possa não agradar a todos. O importante é que o filme lida bem com essas duas questões. Além disso, parece que as coisas acontecem no tempo certo, nem muito cedo e nem tarde demais, para facilitar nossa compreensão e satisfação. A fragilidade do homem diante da força da natureza também se destaca na trama.
As visões dele são de fato reais ou alucinações de sua mente adoecida? Ele mesmo procura ajuda com profissionais e confessa à esposa que é uma sensação, e pode não ser de fato real. Enquanto não acontecer nada real, nos resta acompanhar a trama até o seu desfecho.
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Fontes:
http://sublimeirrealidade.blogspot.com/2012/06/o-abrigo.htmlR81591-6006,00.html
Aos doze anos, Zain carrega uma série de responsabilidades: é ele quem cuida de seus irmãos no cortiço em que vive junto com os pais, que estão sempre ausentes graças ao trabalho. Quando sua irmã de onze é forçada a se casar com um homem mais velho, o menino fica extremamente revoltado e decide deixar a família. Ele passa a viver nas ruas junto aos refugiados e outras crianças que, diferentemente dele, não chegaram lá por conta própria. Dirigido por Nadine Labaki.
Durante o período de transição da ditadura militar para a democracia, Hebe aceita correr o risco de perder tudo que conquistou na vida e dá um basta: quer o direito de ser ela mesma na frente das câmeras, dona de sua voz e única autora de sua própria história. Dirigido por Maurício Farias.
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