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Adèle e Emma:

Trata-se de uma adaptação das histórias em quadrinhos escritas e desenhadas por Julie Maroh. Protagonizado pelas belas atrizes francesas Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux, o filme foca na vida da primeira e na forte relação entre as duas. As cenas de sexo entre as garotas é um dos pontos fortes do filme, com direito a uma cena de mais ou menos 6 minutos de duração, um sexo lésbico bem sensual e realista. Este realismo, fruto da dedicação e excelente atuação das garotas, deixa as cenas mais quentes e interessantes, podendo causar algum choque dependendo do espectador. Mas não é somente isso, não se trata de um filme pornográfico mesmo com seus momentos picantes; em meio a muitas cenas que mostram a rotina da garota, com direto a muitos closes de seu rosto, traduzindo seus sentimentos através das feições, podemos acompanhar as descobertas pessoais e transformações vividas por Adèle, que vai além de suas descobertas sexuais e de sua paixão por Emma (Léa Seydoux). A atriz principal vive sua primeira atuação como protagonista.

Nos quadrinhos, a protagonista se chama Clementine, mas o diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche substituiu o nome por Adèle, que em árabe significa justiça. Este é o mesmo diretor do polêmico “Vênus Negra” (2010), um filme difícil de assistir pela crueldade mostrada, uma cinebiografia de Saartjie Baartman, escrava sul-africana que virou atração de circo no século 19. Bem diferente deste “Azul é a Cor Mais Quente” que, mesmo com suas 3 horas de duração, encanta e empolga. Com sua merecida censura de 18 anos, recebeu a Palma de Ouro em Cannes (principal prêmio europeu do cinema).

Mesmo com um colega de escola que é o menino dos sonhos de toda garota (e apaixonado por ela), Adèle não consegue esquecer um encontro passageiro com Emma (Léa Seydoux), estudante de arte de cabelos azuis. O amor entre elas não demora a surgir. De forma detalhista, em alguns momentos arrastada, mostrando a rotina da protagonista com seus amigos, família e relações, e principalmente com bastante erotismo, o filme foca nessa questão do desejo jovem para uma relação alternativa – embora nem tanto nos dias de hoje – e gosto sexual indefinido, seguido das transformações emocionais e novas experiências da garota Adèle (Adèle Exarchopoulos) que, aos 15 anos percebe que há algo errado em seus relacionamentos com garotos, e vai viver uma trajetória principalmente de amadurecimento e conhecimento de si mesma.

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Fontes:
http://cinema.uol.com.br/noticias/redacao/2013/12/04/atriz-e-diretor-de-azul-e-a-cor-mais-quente-encaram-polemicas-por-filme.htm
http://www.timeout.com.br/sao-paulo/cinema/115/azul-e-a-cor-mais-quente-critica-do-filme

Tags Relacionadas Abdellatif Kechiche, Adèle Exarchopoulos, Azul é a cor mais quente, crítica, crítica Azul é a cor mais quente, filmes sexo, La Vie d'Adèle, Léa Seydoux, resenha, resenha Azul é a cor mais quente
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