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Top 10 filmes românticos
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Top 10 filmes românticos

Todo mês de junho, mês dos namorados, você se pergunta como vai comemorar essa data? Uma boa opção é começar com um filme romântico a dois, em casa mesmo. Por isso deixo aqui a relação de 10 filmes que para mim foram especiais, neste sentido. Mas vale assistir sozinho(a) também. Sabendo que muitas listas de “melhores filmes românticos” são encontradas por aí com facilidade, busquei priorizar aqueles que considero menos conhecidos e coloquei em ordem por ano de lançamento.

1 ano de blog
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1 ano de blog

Neste mês de outubro de 2012 o meu blog faz 1 ano. Fico contente em ter cumprido a meta pessoal de postar 3 filmes por mês, não somente indicando, mas também pesquisando bastante para fazer uma postagem com conteúdo, incluindo - da forma mais clara que consegui - a minha visão sobre cada filme. Os filmes favoritos ficam marcados com o ícone da estrela e com o nome "FAVORITOS".

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O Nevoeiro (2007)
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O Nevoeiro (2007)

Após uma violenta tempestade devastar a cidade de Maine, David Drayton (Thomas Jane) e Billy (Nathan Gamble), seu filho de 8 anos, correm rumo ao supermercado, temendo que os suprimentos se esgotem. Porém um estranho nevoeiro toma conta da cidade, o que faz com que David, Billy e outras pessoas fiquem presas no supermercado. Logo David descobre que há algo de sobrenatural envolvido e que, caso deixem o local, isto pode ser fatal.Dirigido por Frank Darabont.

A Doce Vida (“La Dolce Vita”)

Eu indico
A Doce Vida (Itália, 1960)
O jornalista Marcello (Marcello Mastroianni) vive entre as celebridades, ricos e fotógrafos que lotam a badalada Via Veneto. Neste mundo marcado pelas aparências e por um vazio existencial, freqüenta festas, conhece os tipos mais extravagantes e descobre um novo sentido para a vida. Em meio a uma infinidade de personagens famosos e exóticos, figuras extravagantes e mulheres lindas, Fellini realiza uma crônica social da época, retratando o tempo da velocidade, da influência norte-americana nos costumes sociais, dos carros, festas e mulheres formidáveis.
Fellini e a vida – SPOILER:
Federico Fellini, um dos mais expressivos diretores do cinema italiano, nos imerge no mundo da alta sociedade romana do pós-guerra. Através dos olhos do personagem Marcello, um jornalista de origem humilde que acaba tendo destaque na alta sociedade romana por cobrir matérias dentro desse cenário, Fellini mostra uma Roma caminhando para a modernidade e também para a decadência.
O repórter é um homem sem compromisso, que se relaciona com várias mulheres, esforçado no seu trabalho e que deseja se tornar um bom escritor. Ele vai passando por uma espécie de transformação, através da convivência com este mundo de aparências e falsidades. Mas não é só isso que o influencia, mas também o suicídio de um grande amigo – talvez o único amigo verdadeiro – do jornalista, logo depois de assassinar seus próprios filhos. Isso ocorreu cenas após um diálogo entre os dois, quando o amigo de Marcello proferiu sábias palavras sobre a amargura da vida. Apesar de toda sua riqueza, família aparentemente perfeita e rodeado de pessoas famosas, o amigo do jornalista acaba sucumbindo. Talvez este tenha sido o estopim para que Marcello se entregasse completamente à mediocridade e falsos amigos. Seu sonho de se tornar um escritor vai ficando cada vez mais distante e, aos poucos, o filme caminha para um final amargo, fazendo uma ironia com o próprio título.
O filme possui algumas seqüências que ficaram bem famosas, inclusive a primeira e última cena são de uma sensibilidade única. A primeira cena é algo que considero diferente e bem pensado. Imagine a estátua de Jesus Cristo sendo levada por um helicóptero até o Vaticano, as pessoas que estão no solo acham aquilo uma visão inusitada e, a medida que o helicóptero vai sobrevoando Roma, somos introduzidos a um visual da cidade se aproximando da modernidade, muitos prédios sendo construídos e de certa forma ofuscando o visual antigo da cidade, marcada por catedrais e cenários de pedra. O jornalista – que está no helicóptero – fica sobrevoando uma cobertura com piscina e mulheres, tentando conseguir o número de telefone de uma delas, mas o barulho dificulta a comunicação. Da mesma forma que a falta de comunicação ocorreu nesta cena e permeia essa sociedade, temos na última cena o barulho do vento e do mar impedindo que o personagem escute a garota que está na praia, ambos separados pela água e tentando se comunicar. Ele não parece se recordar da garota que havia conhecido na época em que tentava se dedicar a escrever um livro, mas ela o reconhece e tenta se comunicar. Após algum tempo, ele desiste e a garota sorri e olha para a câmera, ou seja, para nós espectadores, como se fizemos parte do filme e ela nos encarasse para saber que escolha faremos na nossa vida. Essa menina de rosto singelo pode ser a única ligação do personagem principal com uma vida de verdadeiro sentido. Uma forma inusitada de concluir a história.
Temos também a famosa sequência da Fontana di Trevi (a Fonte dos trevos, uma ambiciosa construção de fontes barrocas da Itália, com cerca de 26 metros de altura e 20 metros de largura), onde Marcello acompanha uma atriz de Hollywood, em passeio por Roma, e ela acaba resolvendo tomar um banho na fonte. Apesar do momento de satisfação com essa atriz e com outras mulheres, nenhuma delas consegue preencher o seu vazio interior, que vai cedendo à tolice, vaidade e insegurança. Pouco antes do final do filme, um grupo encontra um peixe enorme na beira da praia, e voltam sua atenção aos enormes olhos do animal, enxergando à sua volta um mundo incompressível e sem sentido, da mesma forma que o personagem principal.
Celebridades e curiosidades:
– O personagem “Paparazzo”, fotógrafo interpretado por Walter Santesso, que trabalha com Marcello Rubini, é a origem do termo que descreve os fotógrafos perseguem as celebridades, denominados paparazzi, no plural. O filme eternizou esse termo;
– Uma das maiores sequências do filme, sobre o relacionamento de Marcello com uma velha escritora que vivia em uma torre e que seria interpretada pela atriz Luise Rainer, foi cortada do filme após uma série de problemas entre Rainer e Fellini. Ela reagiu furiosamente dizendo que: “havia estragado uma peça de roupa caríssima para vestir uma personagem que nunca existiria!”;
– No filme aparece Christa Paffgen, que adotou o pseudônimo de Nico, e fez parte da banda Velvet Underground. Essa modelo e cantora interpreta a si própria nesta cena, onde também aparecem alguns garçons que eram aristocratas verdadeiros;
– Na cena do clube romano de estilo antigo, na qual Marcello faz sua primeira investida em “Sylvia” (Anita Ekberg), aparece Adriano Celentano, que anos mais tarde se tornou famoso na Itália como cantor e ator;
– Na noite em que Marcelo Mastroianni morreu, em 1996, centenas de romanos se dirigiram para a Fontana di Trevi, uma singela forma de homenagear o ator.
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Holy Motors (França / Alemanha, 2012)Oscar (Denis Lavant) transita solitário em vidas paralelas, atuando como chefe, assassino, mendigo, monstro, pai... Mergulha profundamente em cada um dos papéis e é transportado por Paris e arredores em uma luxuosa limusine, comandada pela loira Céline (Edith Scob). Ele é um homem em busca da beleza do movimento, da força motriz, das mulheres e dos fantasmas de sua vida. Dirigido por Leos Carax.

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