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O Nevoeiro (2007)
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O Nevoeiro (2007)

Após uma violenta tempestade devastar a cidade de Maine, David Drayton (Thomas Jane) e Billy (Nathan Gamble), seu filho de 8 anos, correm rumo ao supermercado, temendo que os suprimentos se esgotem. Porém um estranho nevoeiro toma conta da cidade, o que faz com que David, Billy e outras pessoas fiquem presas no supermercado. Logo David descobre que há algo de sobrenatural envolvido e que, caso deixem o local, isto pode ser fatal.Dirigido por Frank Darabont.

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Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017)
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O filme representa tudo o que um herói pode ser e deixa aquela injeção de coragem que é necessária dentro da difícil fase de crescimento, afinal, Peter Parker é um garoto que representa tudo isso, aprendendo a ser herói e adolescente ao mesmo tempo. Depois de atuar ao lado dos Vingadores, chegou a hora do pequeno Peter Parker voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre surge amedrontando a cidade. Dirigido por Jon Watts.

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Uma típica família americana vive o famoso sonho americano, moram na casa dos sonhos, numa cidade pequena e com espaço para uma piscina. Mas logo a família Freeling começa a presenciar fenômenos psíquicos, que a princípio parecem ser inofensivos, mas que cada vez se tornam mais aterrorizantes até que uma entidade “sequestra” a pequena Carol Anne (Heather O'Rourke) e tudo vira um inferno.

A Chave de Sarah (“Elle s’appelait Sarah”)

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A Chave de Sarah  (França, 2010)
Durante a ocupação alemã na França em 1942, Sarah Starzynski (Mélusine Mayance) é uma pequena judia que vive em Paris com os pais (Natasha Mashkevich e Arben Bajraktaraj) e o irmão caçula Michel (Paul Mercier). Eles são expulsos do apartamento em que vivem por soldados nazistas, que os levam até um campo de concentração. Na intenção de salvar Michel, Sarah o tranca dentro de um armário escondido na parede de seu quarto e pede que ele não saia de lá até que ela retorne. A situação faz com que Sarah tente a todo custo retornar para casa, no intuito de salvá-lo. Décadas depois, a jornalista Julia Jarmond (Kristin Scott Thomas) é encarregada de preparar uma reportagem sobre o período em que Paris esteve dominada pelos nazistas. Ao investigar sobre o assunto, encontra um elo entre sua família e a história de Sarah.
Fato histórico que incomoda os franceses:
Pouco foi divulgado a respeito deste episódio de perseguição antissemita na França – a tragédia do Velódromo de Inverno, ocorrida em julho de 1942, quando cerca de 13.000 judeus franceses – homens, mulheres e crianças – foram arrancados de suas casas e até um campo de concentração. O filme mostra os acontecimentos com detalhes, inclusive vemos a passagem temporária dos judeus pelo velódromo, sem comida, com pouca água e sob assustadoras condições higiênicas. A narrativa introduz, de forma inesperada, novos personagens a medida que o destino de Sarah e da jornalista Julia vai se revelando, sendo interessante que ambas estão em duas épocas diferentes e as cenas vão se revezando, uma estratégia usual mas que ficou bem montada neste filme.
Descobrimos aos poucos, junto com Julia, o destino de Sarah e sua família, com um certo suspense em relação ao garoto preso no armário (instigando a curiosidade do espectador sobre como será o destino dele), num clima e contexto de um período que a França certamente preferia esquecer, mas sobre o qual o próprio presidente Jacques Chirac rompeu o silêncio, num discurso de julho de 1995.
A chave – SPOILER:
Interessante que as cenas com a Sarah já adulta são poucas e o diretor usou cenas soltas e curtas, além de fotos, dando mais ênfase a Sarah quando criança, bem interpretada pela Mélusine Mayance. Além disso, temos um filme que não apelou para trilhas sonoras, deixando as cenas mais sérias, a maioria somente com o som do ambiente.
Temos uma fotografia bem feita, como por exemplo numa cena – a do velódromo – onde a câmera, numa tomada de cima, vai mostrando o panorama das pessoas na arquibancada desconfortável e cheia de sujeira (um enxugando o próprio suor, outro rezando, outros dormindo) em meio a bagunça de pertences pessoais e lixo espalhados por todo canto; a câmera só dá uma parada quando mostra Sarah e os pais, e depois vai baixando lentamente para se aproximar deles.
Numa outra cena bem dirigida, no campo de concentração, vemos pessoas correndo de um lado para o outro, mães desesperadas resistindo ao fato de que os soldados estão separado-as de seus filhos, jatos de água utilizados para afastar as pessoas, e Sarah engatinhando pelo chão à procura da chave que caiu de sua mão durante a confusão. Em outra cena, a garotinha consegue escapar do campo de concentração e está correndo com outra fugitiva num lindo campo aberto, passando por uma floresta até um lago (nesta temos o bom uso de trilha sonora); o contraste do cenário do campo de concentração com o cenário da paisagem do campo e da floresta dão uma aliviada no espectador (as garotinhas chegam a parar para se refrescar no lago, ignorando o fato de que este não está limpo).
Há uma importância grande na insistência da jornalista Julia, após apurar os fatos históricos, em encontrar a Sarah adulta. A experiência de uma jornalista investigativa, alinhada com sua intuição feminina, de decidir simplesmente procurar algo que a princípio pode não fazer muito sentido e não dar em nada, mas que ela sabe que precisa buscar. E assim temos um bonito desfecho, onde depois de tantas voltas ela acaba quase que por acaso transformando e dando mais sentido à vida de outra pessoa.

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Trata-se de um roteiro com muito conteúdo histórico com cerne na ciência e religião. Para isso, o diretor Richard Schenkman, a partir do roteiro de Jerome Bixby, opta por uma trama com muitos diálogos, todos inteligentes, até porquê entre os personagens temos professores, doutores, pessoas bem formadas. Um deles, John Oldman (David Lee Smith), protagonista, está de mudança e vai se afastar dos amigos, e resolve fazer uma revelação chocante sobre si mesmo, o que dá início a uma série de reações e discussões que vão nos dar uma aula de história, ciência, de tudo.

1 Comentário

  1. Muito bom. principalmente a atuação da pequena Sarah tentando a todo custo sobreviver por unico motivo:salvar o irmão. Um filme que conduz absurdamente bem uma narrativa sobre um tema tão triste e forte merece, no minimo, nossa atenção.

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