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O filme, dirigido por Gary Ross, aposta nessa afirmação feminina e até consegue homenagear o anterior e outros grandes filmes de roubo, mas entrega muito pouco em termos de conteúdo, surpresas e até cenas cômicas. Assim, fica mais em evidência o glamour, esbanjando luxo e riqueza e, infelizmente, até para as personagens principais da trama (que não são nada ricas) essa parece ser uma preferência. Para alguns vai causar inveja tanta beleza exterior, para outros admiração pela questão da estética, estilo e bom gosto. O próprio cenário principal do filme, O Metropolitan Museum of Art (The Met), na cidade de Nova Iorque, um dos mais visitados museus do planeta e colado ao Central Park, é sinônimo de luxo e riqueza, quanto mais durante um evento de gala (onde será aplicado o ousado roubo). Muitas mulheres estilosas, desfilando e adorando joias e estética. Por sinal, Sandra Bullock está com muita maquiagem ou outros recursos para esconder seus 53 anos.

Se o filme tenta também ser uma comédia de erros, os erros são quase todos dos personagens masculinos, em sua grande maioria desprovidos de raciocínio. Algumas cenas são difíceis de convencer, muitas falhas em esquemas de segurança que deveriam ser mais cuidadosos e, assim, as personagens contam também com uma certa dose de sorte para que tudo dê certo, embora o plano seja (ufa!) inteligente. Algumas cenas acertam e surpreendem nos mostrando que alguns roubos e truques são mais fáceis do que parecem (principalmente os do início).

O cinema está recheado de grandes filmes sobre roubos e trapaças, como o próprio Onze Homens e um Segredo, Vida Bandida (2001), Uma Saída de Mestre (2003), O Plano Perfeito (2006), o clássico O Grande Golpe de 1956, Truque de Mestre (2013) e o espetacular Invasores – Nenhum Sistema Está à Salvo, filme de 2014 ainda desconhecido por muitos. Comparado a estes, Oito Mulheres e um Segredo fica abaixo da média.

Por outro lado, o elenco ficou bom, inclusive as menos conhecidas (ou menos experientes) Rihanna, a asiática Awkwafina (que é rapper na vida real) e a indiana Mindy Kaling. Anne Hathaway ficou divertida e conseguiu se destacar, talvez pelo papel ter sido diferente das outras mulheres, já que ela não faz parte do grupo do roubo. Como uma forma de afirmação feminina e união das mulheres para um objetivo comum e junto com esse mundo bem feminino de beleza, moda e luxo, o filme pode até agradar.

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